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Investidores reagem a um risco de eventuais problemas em barragens da CSN, dona da mina Casa de Pedra, cuja barragem fica na cidade histórica de Congonhas (MG)

A tragédia do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) também colocou sob os holofotes dos investidores a siderúrgica CSN, que também possui uma forte atuação na área de mineração. Os papéis da empresa aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa hoje, atrás apenas da Vale e Bradespar (holding que detém ações da mineradora).
Os investidores reagem a um risco de eventuais problemas em barragens da CSN. A empresa é dona da mina Casa de Pedra, cuja barragem fica na cidade histórica de Congonhas (MG).
Ao contrário da Vale, que enfrenta a tragédia com uma boa posição de caixa, a CSN é uma empresa com alto nível de endividamento. No fim do terceiro trimestre, contava com uma dívida líquida de pouco mais de R$ 27 bilhões, ou 4,93 vezes a geração de caixa (medida pelo Ebitda).
Na visão de Ralph Rosemberg, gestor da Perfin Investimentos, a CSN é uma das mais alavancadas no setor de siderurgia. Caso haja algum problema que exija o pagamento de multas, ele diz que a companhia pode não ter condições de honrar com os compromissos.
Por volta das 15h, as ações da CSN eram negociadas em queda de 5,40%. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 2,49%.
A forte queda das ações da Vale hoje colocou no preço boa parte da conta que a mineradora arcará com o rompimento da barragem em Brumadinho, segundo o analista Pedro Galdi, da corretora Mirae. Mas isso não significa que necessariamente que está na hora de comprar as ações.
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"A operação da Vale continua boa e a empresa deve ter um bom resultado no quarto trimestre. O problema é que as consequências da tragédia ainda não estão claras", diz Galdi.
Um dos riscos para a Vale é uma eventual mudança na legislação que aumente o pagamento de royalties de mineração, o que poderia afetar todo o fluxo de caixa projetado para a companhia, segundo o analista.
Com medo dos possíveis impactos indiretos, o gestor da Perfin Investimentos preferiu zerar a posição em Vale depois do ocorrido. Antes, os papéis representavam 2% da carteira do fundo de ações estava em papéis da Vale.
"Trabalhamos com investimento e não com apostas. Preferi sair e esperar, já que não há como quantificar os riscos de forma precisa", disse Rosemberg.
Além da CSN, havia no mercado o receio de que a tragédia de Brumadinho afetasse a resseguradora IRB, já que as barragens contam com apólices de seguro. Mas um gestor de fundos que entrou em contato com a companhia me disse que o custo da cobertura será de, no máximo, US$ 10 milhões ou (R$ 38 milhões, nas cotações atuais do dólar).
Trata-se de um impacto pequeno diante do resultado do IRB, que registrou lucro líquido de R$ 846 milhões de janeiro a setembro deste ano. Há pouco, as ações da resseguradora eram negociadas em alta de 2,51%.
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