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Azul quer empresa, 70 slots e 30 aviões por US$ 105 milhões. Proposta ainda precisa ser aprovada por credores e autoridades e repete fórmula da venda da Varig para viabilizar compra sem transmissão de passivo.
A Azul fez uma proposta de compra da Avianca nesta segunda-feira (11). A intenção da Azul é ficar com o registro de companhia área da Avianca, 30 aviões Aibus A320 e 70 pares de slots (horários para pouso ou decolagem). Tudo isso pela bagatela de US$ 105 milhões.
A tentativa da Azul é comprar a companhia por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), um recurso que foi usado pela Gol na aquisição da Varig. É uma forma de ficar com a "parte boa" de uma empresa quebrada, sem ter que assumir os passivos financeiros e trabalhistas.
Em nota, a empresa disse que a expectativa é que esse processo dure até três meses. Ele ainda precisa da aprovação dos credores da Avianca, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
A notícia da intenção de compra da Avianca caiu bem no mercado. As ações da Azul sobem mais de 7% por volta das 15h40. Os investidores estão cientes de que, se concretizada a compra, a Azul ganha um fôlego para enfrentar a concorrência e espaço nos aeroportos mais rentáveis do país, como Congonhas e Santos Dumont. O Seu Dinheiro apurou que a transferência dos espaços nesses aeroportos é crucial para a concretização do negócio.
Se aprovada, a aquisição só confirma um dos negócios mais esperados do setor aéreo brasileiro. A Azul e Avianca têm muitos motivos para unir seus negócios e nada como uma crise para convencer vendedores relutantes.
Logo que a Avianca entrou em recuperação judicial, eu logo pensei: agora vai! E escrevi um texto sobre por que a Azul deveria comprar a Avianca em 17 de dezembro do ano passado. #eujásabia.
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Mesmo afetada pela crise e pela pressão de credores, a Avianca fechou o mês de janeiro com 11% de participação de mercado no setor aéreo brasileiro, de acordo com dados da Anac. Ainda não se sabe quanto desse tráfego seguirá para a Azul, já que a empresa não propôs a compra da totalidade da companhia. A Azul tem 20% de participação nos voos nacionais.
Hoje a líder isolada do mercado é a Gol, dona de 39% de market share, seguida da Latam, que detém 29,8%. Uma eventual compra da Avianca pela Azul fortalece a empresa na disputa com a Gol pela liderança no setor.
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Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen