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A Arco Educação irá desembolsar R$ 1,65 bilhão, pegando metade desta quantia já no fechamento da operação. O objetivo do grupo cearense é ganhar escala, ampliando seu alcance para mais de um milhão de estudantes
As empresas cearenses estão abrindo a carteira nesta terça-feira. E a compradora, desta vez, é a Arco Educação: no fim da tarde, a companhia anunciou a compra do Sistema Positivo de Ensino, por R$ 1,65 bilhão.
A operação tem importância estratégica para aumentar a escala da Arco: atualmente, a empresa atende pouco mais de 500 mil alunos e ceca de 1.400 escolas privadas no país. Com a incorporação do Sistema Positivo, a Arco vai mais que dobrar de tamanho, chegando a 1,2 milhões de estudantes em 4.800 instituições parceiras.
A compra será realizada em dinheiro, com R$ 825 milhões sendo desembolsados no fechamento da transação — os 50% restantes serão pagos até 2024. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e por órgãos regulatórios.
Também nesta terça-feira, outra empresa do Ceará movimentou o setor de fusões e aquisições: a Hapvida, que acertou a compra do Grupo São Francisco, por R$ 5 bilhões.
A Arco Educação abriu seu capital na Nasdaq em setembro do ano passado — as ações fecharam o pregão de hoje em leve alta de 0,1%, a US$ 31,33, e encontram-se próximas da máxima histórica, de US$ 33,93, registrada em 16 de abril. Com a cotação atual, os papéis da empresa acumulam ganho de 33,3% desde o IPO.
Em 2018, a Arco teve receita líquida de R$ 380,9 milhões, alta de 55,9% em relação ao ano anterior. As despesas operacionais, contudo, tiveram alta expressiva — como resultado, a empresa teve prejuízo líquido de R$ 82,9 milhões no ano passado, ante lucro de R$ 43,6 milhões em 2017.
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