Menu
2019-04-04T09:46:15-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
À espera de definições

Os impactos do Brexit nas exportações brasileiras

Atualmente, Brasil exporta US$ 2,4 bilhões ao ano para o Reino Unido; para a UE, o total chegou a US$ 33,9 bilhões até fim de outubro

26 de novembro de 2018
6:44 - atualizado às 9:46
Bandeiras do Reino Unido e da União Europeia
Imagem: shutterstock

O governo brasileiro teme que o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, resulte em prejuízos reais para as exportações nacionais e quer uma nova negociação com Bruxelas e com Londres sobre as condições de vendas para esses dois mercados. Neste domingo, líderes europeus aprovaram o acordo que estabelece os termos do ‘divórcio’.

Como parte do processo de saída do Reino Unido da UE, novas cotas serão oferecidas a produtos estrangeiros, principalmente no setor agrícola. Hoje, uma cota para um bem brasileiro exportado leva em conta a dimensão e consumo de todo o mercado europeu, incluindo os britânicos.

Agora, com a saída estabelecida, tanto a UE como Londres determinarão uma nova cota para cada um de seus parceiros, já que o mercado britânico não mais fará parte da união aduaneira. Entre britânicos e europeus, o acordo estabelecido previa uma repartição das cotas para bens como carne ou açúcar brasileiro.

Mas os exportadores brasileiros dizem que a solução não é tão simples e que, pelo acordo entre europeus e britânicos, as empresas do País poderão sair perdendo. Para o governo, o que está sendo oferecido representa, de fato, uma perda de espaço para as exportações agrícolas nacionais.

Diferentes mercados

O que o Brasil alega é que não basta apenas separar as cotas entre os diferentes mercados. Elas, segundo os exportadores nacionais, estão baseadas no fato de que um carregamento de carnes a um porto europeu significa que o produto irá, sem maiores custos, chegar ao mercado britânico.

A partir do Brexit, os carregamentos para o mercado britânico ou europeu terão de ser separados, incrementando o custo.

Hoje, o Brasil exporta US$ 2,4 bilhões ao ano para o Reino Unido. Para a UE, o total chegou a US$ 33,9 bilhões até fim de outubro.

Desafio

Parte das cotas hoje existentes poderiam ser preenchidas por outros parceiros comerciais e mesmo pelos ingleses. O Brasil se queixa de que nem Bruxelas e nem Londres deram explicações sobre como será equacionado um fluxo comercial de US$ 800 bilhões entre o mercado britânico e os 27 países do bloco europeu.

O Brasil fez uma queixa formal tanto para a UE como para os ingleses, solicitando o que o jargão diplomático chama de “reivindicações de direitos”. Na prática, o Itamaraty solicita renegociar cada uma das cotas de exportação.

O prazo para que os europeus respondam ao Brasil é dia 17 de janeiro de 2019. Mas o governo fez questão de elevar a pressão. Há dez dias, o Itamaraty aproveitou uma reunião na OMC para se queixar. “Pedimos à UE ouvir nossas preocupações e trazer para a mesa uma base justa, transparente e equilibrada para a discussão, assegurando aos membros exportadores que não terminem em uma situação mais negativa como resultado dessas negociações”, declarou o embaixador do Brasil na OMC, Alexandre Parola.

Em documento enviado à UE, americanos, brasileiros e chineses alertam que o Brexit afetaria mais de 140 cotas e pelo menos 365 linhas tarifárias. (Jamil Chade, correspondente)

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

Private equity

Ações da gestora brasileira Pátria sobem 17% na estreia na Nasdaq após IPO de R$ 3,2 bilhões

A gestora brasileira estreou com um valor de mercado de mais de R$ 15 bilhões e mira mais crescimento, o que poderá envolver aquisições

Uma nova chance?

O que esperar da nova Lei de Falências, que entra em vigor hoje

A reforma na Lei de Falências deve facilitar a recuperação das empresas que ainda são viáveis e tornar mais célere e eficiente a liquidação daquelas que estão condenadas a desaparecer

Aposta na retomada

Goldman Sachs eleva o preço-alvo de ação de locadora de veículos e recomenda compra

Os analistas elevam o preço-alvo para as ações da Localiza (RENT3) de R$ 69,30 para R$ 73,20 e projetam lucro acima do consenso do mercado

seu dinheiro na sua noite

Expectativa vs. realidade

Quando eu estava na terceira série do ensino médio, o coordenador do curso deu um alerta aos alunos: em geral os estudantes agem como se o vestibular fosse o objetivo final, e quando passam têm aquela sensação de “ah! Nunca mais vou precisar estudar!” Mas é depois do vestibular que a coisa começa a ficar […]

mudança nas estruturas

Acionistas da Cosan aprovam reorganização societária

Com isso, Cosan Logística e Cosa Limited serão incorporadas pela Cosan

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies