Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2018-10-25T10:49:11-03:00
Estadão Conteúdo
Manifesto

‘A elite empresarial do país não quer mais ser omissa’, diz Rubens Menin

Para presidente da MRV, Brasil precisa atrair investidor externo mantendo um ambiente político estável e democrático independente dos rumos eleitorais

25 de outubro de 2018
10:40 - atualizado às 10:49
Rubens Menin
Presidente da MRV, Rubens Menin - Imagem: Werther Santana/Estadão Conteúdo

O setor de construção civil publicou na quarta-feira, 24, a poucos dias do segundo turno, um manifesto endereçado aos candidatos, em que cita, entre outros pontos, a importância da "defesa firme e obstinada da democracia" e da "observância irrestrita à Constituição".

Presidente do conselho de administração da Abrainc, associação que reúne as maiores incorporadoras do setor - e que também assinou o manifesto -, Rubens Menin diz que a elite empresarial quer ser protagonista do debate político e que, por isso, decidiu apontar ao novo presidente "parâmetros" para que o país volte a crescer.

"Não queremos mais ser omissos", diz o dono da MRV, maior construtora do programa Minha Casa Minha Vida no País.

O que motivou o manifesto? O setor vê algum risco à democracia do País? 

Não vemos nenhum risco. É que as elites brasileiras são muito culpadas pelos problemas que estamos enfrentando hoje, em função de omissão. Quando a elite empresarial deixa de participar da vida pública, uma parte pior dessa elite participa, e de uma forma ruim - que foi o que aconteceu no Brasil. Não queremos voltar ao passado. Por isso, queremos ser protagonistas. É um manifesto republicano, que vai ao encontro dos anseios da sociedade.

Por que decidiram publicar o manifesto nesta semana, a poucos dias das eleições? É um recado para algum dos candidatos?

Não existe nada definido ainda. Quem for eleito terá de ser cobrado pela sociedade. A coisa não pode ficar solta como ficou. O manifesto foi um acordo entre 31 entidades, que levantaram ponto a ponto do que deve ser feito pelo possível ganhador do pleito. Não estamos fazendo política partidária. É o que o setor espera, vai cobrar e vai defender de forma proativa daqui para frente. Não queremos mais ser omissos.

O setor sempre foi muito próximo dos governos do PT, ajudou a desenhar o programa Minha Casa Minha Vida e teve a oportunidade de participar mais ativamente. Por que não o fez?

Discutíamos o setor, mas não tratávamos do tamanho do Estado, de Previdência, de corrupção. As entidades ficaram restritas aos interesses do setor, e não olharam a pauta do País. Agora, nossa pauta é ampla.

A construção civil apoia um dos dois candidatos? 

As entidades são apartidárias e impedidas, pelos estatutos, de manifestar posição política.

O sr., particularmente, apoia Bolsonaro ou Haddad? 

Acho que meu voto é importante, mas, como dirigente classista, não posso tornar pública minha opinião.

No manifesto, o setor ressalta a importância do "equilíbrio entre os três Poderes da República", poucos dias depois da repercussão de declarações sobre o fechamento do STF. Esse episódio preocupou vocês? 

O que eu posso dizer é o seguinte. O Brasil precisa muito do investidor externo. Temos certeza de que ele só virá se o ambiente político for estável, se estivermos numa democracia, num estado de direito. O fato é que nenhum dos dois candidatos têm interesse de romper com a estrutura democrática brasileira. Estamos vendo muito 'auê' em torno desse assunto, mas não acredito que eles sejam tão pequenos a ponto de pensar nisso. Estamos apenas sinalizando para a sociedade que o estado de direito tem alguns princípios, que foram explicitados no manifesto. Não acredito que nossa democracia corra perigo. Temos uma imprensa forte, guardiã da democracia. Temos um Legislativo e um Judiciário fortes. A chance de virarmos uma Venezuela é zero.

O sr. não vê riscos à democracia, mas vê riscos à economia? 

Estamos há quatro anos sem crescer e precisamos unir o país. Isso só vai acontecer se voltarmos a crescer. Não podemos aumentar carga tributária, as reformas precisam ser feitas. Não vemos o país feliz se a economia não crescer, no próximo governo, no mínimo 3% ao ano em média, apenas para recuperar o prejuízo e voltar ao zero a zero.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

fique por dentro

Selic hoje está em 5,25% ao ano; entenda a alta dos juros em 5 pontos

Banco Central está subindo a taxa básica de juros a quatro reuniões; a autoridade monetária já contratou mais um ajuste; entenda as razões e como ela afeta sua vida

Privatização dos correios

Câmara dá início à sessão que discute privatização dos Correios; acompanhe

A venda da estatal está prevista no Projeto de Lei 591/21, do Poder Executivo; a proposta permite a transformação dos Correios em empresa de economia mista

Alta (segura) dos papéis

Parceria com o Grupo Caoa faz ações da seguradora Wiz (WIZS3) subirem mais de 5%; confira detalhes do acordo

A empresa celebrou uma parceria comercial contratual com prazo de vigência de 12 meses com a Caoa Corretora de Seguros, por meio de sua controlada Wiz Conseg

Primeiro dia

Ação da Raízen (RAIZ4) estreia na bolsa em alta de mais de 1%

Pouco depois da abertura, porém, papel retornou para a faixa de preço do IPO; maior abertura de capital do ano na B3 movimentou R$ 6,9 bilhões

Depois dos resultados, a bonança

Opções de Petrobras disparam até 540% em 1 dia com lucro e dividendo bilionários

O lucro acima do esperado pelo mercado no segundo trimestre deste ano e a antecipação de R$ 31,6 bilhões em dividendos animaram a bolsa

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies