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2018-10-23T19:10:41-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Investimentos

Valor de mercado dos fundos imobiliários vai a R$ 40,75 bilhões e bate recorde

Levantamento da Economatica mostra um crescimento de 19,1% do valor de mercado e retorno superior às ações

23 de outubro de 2018
12:56 - atualizado às 19:10
Imóveis em São Paulo
Imóveis em São Paulo - Imagem: Shutterstock

A consultoria Economatica apresentou um levantamento sobre os Fundos de Investimento Imobiliários (FII) e constatou que o valor de mercado do segmento atingiu a máxima histórica de R$ 40,75 bilhões em 19 de outubro, com crescimento consolidado de 19,1% no ano.

O investimento em um FII é uma forma de exposição ao setor imobiliário no qual o aplicador se torna sócio de empreendimentos comerciais, como shoppings, lajes corporativas, condomínios logísticos e outros. O dinheiro aplicado também pode ir para ativos de renda fixa, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

A compra das cotas acontece como a compra de uma ação, pois os ativos são negociados em bolsa de valores. O recebimento dos “alugueis” (dividend yield) é isenta de imposto de renda. Além dessa renda pingando na conta, o investidor também pode ter ganho com a valorização das cotas dos fundos.

 

* Economatica enviou uma errata, corrigindo valor de mercado originalmente reportado de R$ 43,12 bilhões.

Os mais negociados

A Economatica também chama atenção para o aumento de liquidez dos FIIs. O volume financeiro médio diário anual consolidado é de R$ 42,67 milhões (outubro até dia 19), maior já registrado historicamente. Em comparação com 2017, quando o volume médio foi de R$ 29,46 milhões, há um crescimento 44,8%.

Retorno

O levantamento também mostra que historicamente os FIIs têm registrado, na mediana, dividend yield (DY - dinheiro recebido sobre o preço da cota) superior ao das empresas listadas em bolsa. Nos 12 meses até 19 de outubro de 2018, a mediana dos FIIs é de 7,13% contra 1,80% da mediana das ações listadas na Bovespa.

A mediana do dividend yield dos FIIs da amostra sempre foi superior a 7%. O ano de 2018, no entanto, registra queda pelo segundo ano consecutivo.

No cálculo da mediana foram considerados todos os FIIs presentes em cada data da amostra, portanto, a amostra de FIIs é variável. No caso das ações foram consideradas as ações presentes em todos os anos da amostra, portanto uma amostra fixa de ações.

FIIs com maiores retornos (DY)

Também foram compilados os fundos com maiores DY. O FII Gen Shop (FIGS11) regista o melhor dividend yield anualizado em 19 de outubro de 2018 com 10,79%. Nos anos de 2016 e 2017, o FII Gen Shop registra Dividend Yield superior a 15%.

Preço e valor patrimonial

Uma forma de avaliar o preço dos FIIs é olhar o valor da cota sobre o valor patrimonial. Se menor que um indica que a cotação está abaixo do valor dos ativos que o fundo tem em carteira.

A mediana para o ano é de 0,99 vezes contra 1,02% da mediana das ações do Ibovespa.

Os mais rentáveis de 2018

Nos 12 meses até 19 de outubro de 2018 o IFIX, que serve de parâmetro para o setor, acumula queda de 1,79%, contra valorização de 10,4% do Ibovespa.

Abaixo são apresentados os 20 FIIs mais rentáveis nos 12 meses fechados em 19 de outubro de 2018. A amostra foi elaborada com FIIs que têm presença nos pregões superior a 90%.

O FII Excellen (FEXC11) é o mais rentável com 24,92% em 12 meses e 11 dos 20 fundos da lista têm retorno superior de 10% nos últimos 12 meses.

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