🔴 TCHAUZINHO, NUBANK: Itaú BBA revela ação que pode colocar o roxinho para comer poeira; CLIQUE AQUI  e descubra a resposta no nosso Telegram

2022-09-05T17:28:44-03:00
Larissa Vitória
Larissa Vitória
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Bluecap versus ativistas

Justiça derruba liminar que impedia fusão dos FIIs BLCP11 e BTLG11, mas gestora mantém batalha nos tribunais — entenda

A briga judicial está diretamente relacionada às regras de identificação de investidores ativistas, ou seja, que sugerem mudanças significativas na estrutura de fundos imobiliários

22 de agosto de 2022
15:25 - atualizado às 17:28
Justiça; CVM; fundos imobiliários
Imagem: Shutterstock

Os noivos já disseram que sim, o padre deu a bênção e agora o tribunal também liberou: a fusão entre os fundos imobiliários BlueCap Renda Logística (BLCP11) e BTG Pactual Logística (BTLG11) não tem mais impedimentos legais para acontecer.

A Justiça revogou uma liminar concedida à Bluecap Gestão de Recursos, gestora do BLCP11, que suspendia os efeitos da assembleia que aprovou a incorporação da carteira do FII pelo BTLG11.

A notícia foi dada pelo BTG Pactual, que é o administrador do BLCP11, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última sexta-feira (19).

A Bluecap ainda tentou um novo recurso para manter suspensas as decisões do encontro realizado em 5 de agosto, mas sofreu mais uma derrota.

“A Administradora e o Fundo apresentaram uma manifestação solicitando que a solicitação da gestora não fosse acolhida. Ainda hoje foi proferida decisão negando o pedido de liminar formulado pela gestora”, declarou o BTG, que será o gestor responsável após a incorporação do BLCP11.

A derrubada da liminar, porém, não significa uma luz verde permanente para a operação entre os FIIs. O sinal pode voltar a amarelar em breve, pois a ação movida pela Bluecap ainda tramita 1ª Vara Empresarial e Conflito de Arbitragem do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A perspectiva de uma longa batalha nos tribunais afeta de maneira distinta as cotações dos dois protagonistas da história hoje. O BLCP11 encerrou o dia em queda de 1,15%, a R$ 86,00, enquanto o BTLG11 avançou 0,21%, cotado em R$ 103,09.

Sigilo dos cotistas e conflito de interesses em fundos imobiliários

A briga judicial da gestora Bluecap não é apenas contra o BTG Pactual e os cotistas do fundo BlueCap Renda Logística, mas também está diretamente relacionada às regras de identificação de investidores ativistas, ou seja, que sugerem mudanças significativas na estrutura de FIIs.

O alerta sobre o tema já havia sido disparado antes mesmo da polêmica fusão entre BLCP11 e BTLG11, quando cotistas solicitaram uma assembleia para uma troca na gestão do fundo Banestes Recebíveis Imobiliários (BCRI11) do Banestes para a Suno. 

Os autores do pedido escolheram permanecer anônimos, mas o sigilo foi contestado na CVM. Segundo os advogados do Banestes, os demais cotistas precisam dessa informação para manter a isonomia da decisão e evitar conflitos de interesses.

A CVM concordou com a gestora e determinou a identificação dos cotistas do FII. O grupo então preferiu desistir do pedido a divulgar os dados, o que reforçou as suspeitas dos críticos da operação de que estariam ligados à Suno de alguma forma.

É tarde demais para o BLCP11 e BTLG11?

O mesmo argumento foi adotado pela Bluecap para pedir a suspensão da assembleia que aprovou a incorporação do BLCP11.

A identidade dos cotistas que solicitaram a AGE chegou a ser divulgada às vésperas do encontro. Contudo, a gestora afirma que a informação chegou tarde demais para validar a assembleia, na qual 72% dos cotistas presentes aprovaram a operação.

A liberação dos dados mostrou que uma das protagonistas do pedido para a fusão é a Capitânia Investimentos. Dos 16 fundos que assinaram a solicitação, 11 pertencem à gestora conhecida pelo ativismo.

Vale relembrar que, no início deste ano, a Capitânia esteve por trás de uma oferta hostil para a aquisição de cotas do Pátria Edifícios Corporativos (PATC11), mas a operação não foi para frente por falta de adesão.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

CENTRAL DAS ELEIÇÕES

Eleições 2022: Confira a agenda dos candidatos à Presidência da República nesta terça-feira

27 de setembro de 2022 - 7:35

Acompanhe a cobertura ao vivo das eleições 2022 com as principais notícias sobre os principais candidatos à Presidência e nos Estados

DE OLHO NA BOLSA

Esquenta dos mercados: Bolsas internacionais tentam emplacar alta com busca por pechinchas; Ibovespa acompanha ata do Copom hoje

27 de setembro de 2022 - 7:34

A prévia da inflação brasileira será divulgada na terça-feira e o IPCA-15 deve registrar deflação mais uma vez

União que deu resultados

Com fome de aquisições e dois sócios grandes por trás, Dimensa acirra a disputa pelo mercado de software financeiro e mira IPO

27 de setembro de 2022 - 7:00

A Dimensa é fruto de uma joint venture entre a Totvs (TOTS3), maior companhia de sistemas de gestão do país, com a B3 (B3SA3), a dona da bolsa de valores brasileira

ESPECIAL SD 4 ANOS

Um setor para prestar atenção nos próximos 4 anos: por que o lítio precisa estar presente na carteira de investidores sofisticados

27 de setembro de 2022 - 6:32

Também chamado de ‘petróleo branco’, o lítio vai além das baterias de veículos elétricos e do armazenamento de energia renovável

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Medo de recessão derruba o Ibovespa, o que deu errado no The Merge e as chances de Lula no primeiro turno; confira os destaques do dia

26 de setembro de 2022 - 19:29

Não é de hoje que o mercado financeiro pesa o risco de que a economia global enfrente uma grave recessão como efeito colateral das medidas para o controle inflacionário, mas nos últimos dias os investidores aumentaram as apostas de que esse é, de fato, um caminho inevitável.  A preocupação que antes estava quase que restrita […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies