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2019-04-04T13:42:58-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Gigante de alimentos

Guerra comercial EUA x China: uma nuvem negra para a BRF

Alta demanda dos chineses por grãos do Brasil gera pressão nos preços e encarece os custos de produção de aves e suínos dentro do país

19 de setembro de 2018
16:09 - atualizado às 13:42
Pedro Parente, CEO da BRF
Parente se diz alerta para os impactos da guerra comercial EUA x China - Imagem: José Cruz/Agência Brasil

Uma das maiores empresas do mundo em processamento de carnes acompanha de olhos bem abertos o desenrolar da guerra comercial entre Estados Unidos e China. As decisões dos países de taxar produtos um dos outro afetará (e muito) os negócios da BRF.

O próprio presidente-executivo da companhia, Pedro Parente, disse durante o Seminário INTL FCStone, em São Paulo, que os grãos são o primeiro elo da cadeia de proteína animal, por serem os insumos para a ração, e compõem mais de 60% do custo de produção de aves e suínos. "Houve uma crescente demanda de produtos brasileiros para China" em decorrência das tensões entre chineses e norte-americanos, o que encarece os grãos internamente.

Ainda sobre a questão da alta dos insumos, Parente destacou o crescimento na demanda interna por milho para a produção de etanol em usinas de Goiás. Ele classificou o caso como uma tendência para o segmento de biocombustíveis.

Peste suína

Nas questões externas, o CEO da BRF comentou que o Brasil ainda está protegido do surto de febre suína. O problema foi constatado na China, distante geograficamente do Brasil, nas últimas semanas. Do ponto de vista sanitário, o tema é uma preocupação para o setor de proteína animal. "Temos uma relativa proteção porque estamos distantes, mas isso não quer dizer que estamos totalmente livres".

De olho na oportunidade

Já em uma visão comercial, Parente considerou que existe uma oportunidade de exportação pelo Brasil, caso os chineses precisem de uma demanda adicional para complementar a oferta interno no país.

*Com Estadão Conteúdo.

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