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2022-01-05T22:00:57-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
APESAR DOS RISCOS

Por que você deveria ter uma das empresas alimentícias mais baratas do mundo na sua carteira, segundo o Credit Suisse

Com resultados acima do esperado, o banco suíço vê a BRF (BRFS3) como uma boa opção, mesmo com os desafios do setor

5 de janeiro de 2022
16:04 - atualizado às 22:00
Unidade de processamento de carne JBS BRF Marfrig Minerva JBSS3 Dividendos
Imagem: Shutterstock

Em um dia de poucos destaques positivos e muita cautela no Ibovespa, as ações da BRF (BRFS3) despontaram como um dos principais destaques desta quarta-feira (05).

Com a cautela com o futuro da política monetária dos Estados Unidos contaminando o cenário, o otimismo do Credit Suisse com o potencial de alta das ações da companhia foi o que embalou o desempenho da empresa de proteínas. 

O analista Victor Saragiotto, que assina o relatório, vê um potencial de alta de 33% para as ações, com um preço-alvo de R$ 30, elevando a recomendação de "neutra" para "compra". Os papéis BRFS3 conseguiram fechar em alta de 1,25%, a R$ 22,70, nesta quarta-feira (05), enquanto o Ibovespa caiu mais de 2%.

Para o banco suíço, a BRF é hoje uma das empresas mais baratas do mundo dentro do setor alimentício, o que gera um ponto de entrada atrativo para o papel, fruto de um trabalho de gestão "competente". Mas isso não significa que o cenário deve se tornar menos desafiador no futuro. 

A guerra comercial entre Estados Unidos e China, que começou em 2018, ainda impacta o preço dos grãos de soja e milho, levando as commodities a serem negociadas próximas dos níveis recordes. O analista pontua que, como o ciclo produtivo de suínos e aves é longo, a elevação deve seguir pressionando as margens. 

Resultados da BRF empolgam

A pressão, no entanto, não tem impedido a BRF de apresentar resultados trimestrais animadores e acima do esperado pelos analistas. Mesmo com o impacto da redução das margens, o banco espera uma receita de cerca de R$ 53 bilhões para 2023 e um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) de R$ 6 bilhões. 

Os riscos para o papel continuam sendo uma recuperação doméstica ainda mais lenta, um setor mais competitivo e o crescimento do mercado de aves no país, o que pode levar a uma queda dos preços. 

No melhor dos cenários projetado pelo banco, as ações poderiam chegar a R$ 34. Isso vai depender de uma melhora nas vendas de comidas processadas e como isso deve afetar a dinâmica de preços domésticos. No pior dos cenários, o papel poderia ir a R$ 15, acompanhando a deterioração do ambiente econômico brasileiro e o impacto nas vendas.  

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