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Reestruturação

BRF tenta convencer executivos a colaborar em acordo de leniência

Em meio a uma forte crise financeira e de reputação, a companhia vê assinatura do acordo como peça importante de sua reestruturação

26 de novembro de 2018
10:10 - atualizado às 11:08
Embalagem de carne bovina
Imagem: Shutterstock

Alvo de investigações da Polícia Federal desde março do ano passado, a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, iniciou uma ofensiva para acelerar seu acordo de leniência - espécie de delação premiada para empresas - e está contatando os executivos que foram indiciados nas operações Carne Fraca e Trapaça para que se tornem colaboradores.

Em meio a uma forte crise financeira e de reputação, a companhia, que é a maior exportadora de frango do mundo, vê a assinatura do acordo como peça importante de sua reestruturação.

As negociações dos acordos dos executivos envolvem delações que podem ser homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF), nos casos que envolvem alvos com direito a foro especial, e na Justiça Federal no Paraná, onde estão os processos em primeira instância: Curitiba e Ponta Grossa.

A defesa da BRF tem mantido contato com Ministério Público Federal e Procuradoria-Geral da República, além do Ministério de Transparência e Advocacia Geral da União (CGU).

Auxílio no processo

Para incentivar os executivos a se tornarem delatores, a BRF tem oferecido custear as despesas jurídicas e auxiliá-los no processo. Argumenta ainda que, no processo de leniência, levantará indícios e documentos internos que podem acabar os incriminando. Um time de criminalistas foi contratado para assessorar dezenas de colaboradores em potencial. Os escritórios Tozzini Freire e Simpson Thacher & Bartlett LLP fazem a investigação interna para identificar atos ilícitos. O advogado criminalista Fernando Castelo Branco defende a BRF.

A delação dos executivos corre em paralelo à leniência, na qual a empresa, a partir de dados reunidos em investigação interna, se compromete a passar às autoridades o que encontrar. A adesão de colaboradores, porém, é importante, porque os delatores podem detalhar irregularidades ou apontar crimes que a BRF não detectou.

Um ex-executivo do alto escalão do grupo, que conversou com o Estado sob reserva, afirmou que ele e alguns colegas estão se sentindo intimidados com a abordagem da BRF. No total, a PF indiciou 43 pessoas, incluindo o ex-presidente da empresa, Pedro Faria, e o ex-presidente do conselho Abilio Diniz.

 

*Com Estadão Conteúdo 

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