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Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A bula do mercado

Temporada de balanços continua

Resultados financeiros de Petrobras, Vale e Ambev agitam o Ibovespa, enquanto dólar busca “empurrão” do exterior para furar barreira de R$ 4,00

Olivia Bulla
Olivia Bulla
25 de outubro de 2019
5:27 - atualizado às 9:37
Incertezas sobre Brexit e guerra comercial ainda pesam nos mercadosImagem: Shutterstock

Os números de Petrobras e Vale conhecidos ontem à noite agitam a Bolsa brasileira hoje, juntamente com o balanço de Ambev e Usiminas, que saem logo cedo. Mas a renda variável pode continuar mostrando fôlego encurtado para seguir conquistando novos topos históricos, após a tímida realização da véspera.

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Da mesma forma, o dólar pode encontrar dificuldade para furar a barreira de R$ 4,00. Tudo vai depender do “empurrãozinho” dos mercados no exterior. Afinal, passada a aprovação da reforma da Previdência no Congresso, os ativos domésticos têm poucos gatilhos locais de curto prazo capazes de esticar o recente rali.

Tanto aqui quanto lá fora, os investidores fazem as contas e tentam captar o quadro desenhado para a economia a partir dos balanços financeiros das empresas. A dúvida é se os preços dos ativos de risco refletem a atividade real e as expectativas para o crescimento econômico e o desempenho corporativo no cenário à frente.

Tudo isso em meio à indefinição sobre a data final para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), com o prazo podendo se estender até o fim de janeiro ou ocorrer novas eleições em dezembro, e às dúvidas quanto aos termos do acordo comercial de primeira fase entre Estados Unidos e China, que deve ser assinado no Chile no mês que vem.

Exterior busca direção

A ausência de notícias nesse front geopolítico deixou as bolsas da Ásia sem um rumo definido, com Tóquio e Xangai subindo, enquanto Hong Kong caiu. Com isso, o mercado se prepara para uma temporada de resultados mais fracos no quarto trimestre deste ano, em meio às preocupações com o impacto da guerra comercial no crescimento econômico.

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Por ora, os balanços conhecidos na última semana têm excedido as expectativas modestas dos analistas. Em Wall Street, os demonstrativos da Microsoft, Amazon, 3M e Twitter deixam os índices futuros das bolsas na linha d’água, sem um viés único. Na Europa, as principais bolsas da região também oscilam entre leves altas e baixas.

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Nos demais mercado, o dólar perde terreno para as moedas de países emergentes e desenvolvidos, mas o petróleo não consegue tirar proveito e também cai. Já o minério de ferro avançou. Esse desempenho da moeda norte-americana e das commodities devem influenciar nos negócios locais.

O mercado doméstico também reage ao lucro líquido de R$ 9 bilhões da Petrobras no terceiro trimestre deste ano, alta de 36% em relação ao mesmo período de 2018. Na comparação com o trimestre anterior, houve queda de 51%. Já a Vale reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 6,5 bilhões no trimestre passado, +13,7% em base anual.

Dia de agenda fraca

Hoje, as duas companhias realizam teleconferência para comentar os números do balanço, às 10h. Já o calendário econômico está mais fraco, tanto no Brasil quanto no exterior. Por aqui, serão conhecidos o índice de confiança do comércio em outubro (8h) e os dados do Banco Central sobre as operações de crédito e a inadimplência em setembro (10h30). Já nos EUA, sai a leitura final da confiança do consumidor norte-americano neste mês (11h).

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Entre os eventos de relevo, o presidente Jair Bolsonaro reúne-se com o presidente chinês, Xi Jinping. À noite, ele embarca para os Emirados Árabes Unidos.

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