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Empresa dona da bolsa foi condenada pelo Carf por suposta irregularidade no processo de fusão da antiga Bolsa de Valores de São Paulo com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F)
Um dia para ser esquecido pela diretoria e pelos investidores da B3. A empresa dona da bolsa sofreu um duro revés nesta quarta-feira (11) no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
A Câmara Superior do órgão da Receita Federal decidiu manter a condenação da empresa no julgamento de um recurso sobre a amortização de ágio feita na operação de incorporação do negócios da Bovespa Holding, em 2008.
O negócio marcou a fusão da antiga Bolsa de Valores de São Paulo com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), fechado meses depois da abertura de capital das companhias.
O ato é relacionado a supostas infrações cometidas pela B3 na Receita Federal nos exercícios de 2010 e 2011. O valor atualizado da multa é de R$ 2,7 bilhões.
Em fato relevante divulgado aos investidores, a B3 afirmou que levará o caso à Justiça. Segundo a diretoria da companhia, o ágio constituído seguiu todos os trâmites legais, "em estrita conformidade com a legislação fiscal".
Para quem é investidor, vale a pena ficar atento às ações da companhia nesta quinta-feira (12), já que o fato relevante tem potencial para movimentar o preço dos papéis. No pregão de hoje, as ações ordinárias da B3 fecharam em alta de 1,44%, negociadas a R$ 44,53. No ano, os papéis da B3 acumulam valorização de 66,8%.
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