🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Pegada internacional

Alpargatas (ALPA4) compra 49,9% da Rothy’s e coloca mais um pé no exterior — mas, para isso, vai emitir novas ações

A Alpargatas (ALPA4) vai gastar cerca de US$ 475 milhões na transação com a Rothy’s — e deve fazer uma oferta de ações para levantar recursos

Victor Aguiar
Victor Aguiar
20 de dezembro de 2021
19:12 - atualizado às 9:10
Alpargatas Havaianas ALPA4
Imagem: Shutterstock

O mercado internacional já representa quase metade da receita líquida da Alpargatas (ALPA4) — e essa porcentagem tende a aumentar, independente do que acontecer com as vendas de Havaianas lá fora. Há pouco, a companhia anunciou a compra de 49,9% da Rothy's, grife americana de calçados, bolsas e acessórios que conta com uma base de clientes engajada e apaixonada por seus produtos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No começo do ano, chegou-se a especular que a companhia poderia fazer um IPO, mas os planos nunca foram concretizados. Com a aquisição de uma fatia relevante por parte da Alpargatas, a abertura de capital da Rothy's parece ter ficado para trás — mas os números envolvidos na transação dão uma dimensão do tamanho da marca.

A Rothy's foi avaliada pela Alpargatas em US$ 800 milhões, mas isso não quer dizer que a empresa brasileira vá simplesmente desembolsar US$ 400 milhões. A operação envolve duas etapas: na primeira, a grife americana vai emitir US$ 200 milhões em novas ações, que serão compradas pela dona das Havaianas até o fim de março do ano que vem.

Posteriormente, a Alpargatas vai fazer uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Rothy's aos acionistas e executivos da companhia; caso ela não chegue aos 49,9% estipulados no contrato, os vendedores principais — que, basicamente, são os fundadores da companhia e o fundo Lightspeed Venture — irão completar a fatia.

Nessa segunda parte, a Alpargatas afirma que irá gastar cerca de US$ 275 milhões; portanto, o desembolso total ficaria na casa dos US$ 475 milhões; um valor maior que os US$ 400 milhões que se imaginava porque, entre a primeira e a segunda fases, a Rothy's contará com uma injeção de dinheiro novo, o que eleva o seu valor total.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alpargatas, Rothy's e os planos internacionais

Com a compra, a empresa brasileira terá direito a nomear quatro dos nove membros do conselho de administração da Rothy's — Roberto Funari, presidente da Alpargatas, e Stacey Brown, membro independente do conselho, vão ocupar duas dessas posições.

Leia Também

Dito isso, fica a dúvida: como a empresa vai fazer para pagar os US$ 475 milhões comprometidos com a operação?

Bem, desse montante, US$ 50 milhões serão quitados à vista, com recursos próprios da companhia. O restante, de acordo com a Alpargatas, deve vir de uma emissão de novas ações "cuja estrutura será oportunamente avaliada e definida".

O único detalhe revelado pela dona da Havaianas é o compromisso de seus acionistas controladores de participarem da eventual oferta, de acordo com suas posições atuais — e, com isso, não serem diluídos no processo. A empresa diz que manterá o mercado informado quanto à estrutura da emissão assim que ela estiver fechada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma vez fechada a operação, a Alpargatas deve diversificar ainda mais seu portfólio e elevar a importância das vendas externas na composição de sua receita líquida; os esforços de internacionalização da atual gestão têm sido evidentes, com a criação de uma nova plataforma digital em 2021 servindo para incrementar as vendas dolarizadas.

ALPA4: volatilidade na bolsa

As ações PN da Alpargatas (ALPA4) chegaram às máximas históricas em agosto, superando brevemente o patamar dos R$ 60,00. De lá para cá, no entanto, entraram num movimento de forte realização, em linha com a turbulência vista na bolsa brasileira como um todo.

No fechamento desta segunda-feira (20), os papéis ALPA4 valiam R$ 38,69, acumulando perdas de 7% desde o começo do ano. Veja o gráfico abaixo:

Esse mau desempenho recente contrasta com a visão geralmente otimista de analistas a respeito da empresa: dados compilados pelo TradeMap mostram que os ativos ALPA4 têm três recomendações de compra e uma de manutenção, com preço-alvo médio de R$ 51,00 — o que representa um potencial de alta de 32% em relação aos níveis atuais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em termos de valuation, as ações ALPA4 são negociadas com um P/L de cerca de 46 vezes — um nível esticado, embora abaixo da média de três anos, de 78 vezes. O EV/Ebitda está em 26 vezes, também abaixo do histórico recente, de 33 vezes.

A Rothy's utiliza materiais recicláveis na composição de seus produtos; segundo a Alpargatas, a grife tem 2 milhões de clientes e já transformou mais de 100 milhões de garrafas plásticas em calçados, bolsas e acessórios, contando com escritórios nos EUA e na China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar