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Dona das Havaianas, a Alpargatas entregou resultados trimestrais fortes e comprou a Ioasys para acelerar sua digitalização. O mercado gostou
Quando o assunto é "marcas brasileiras reconhecidas no exterior", não há como negar: as Havaianas são uma das porta-bandeiras do país. Até hoje, é comum escutar que o trivial par de sandálias é cobiçado pelos estrangeiros e vale ouro lá fora — sorte da Alpargatas, a dona dessa potência global.
É uma história marcante e que, de certa forma, mexe com o orgulho nacional: um produto simples e acessível, de uso cotidiano, torna-se sensação na Europa e nos Estados Unidos. É quase reconfortante imaginar que os gringos pagam 50 euros num par de Havaianas.
Os chinelos do dia-a-dia, quem diria, ganharam o mundo. E, agora, a Alpargatas quer mais: depois de conquistar o varejo físico e os mercados internacionais, é hora de partir para a arena digital.
O primeiro passo foi dado nesta terça (4) com a compra da Ioasys, uma empresa focada no desenvolvimento de soluções digitais. O plano é o mesmo de muitas outras varejistas que precisaram se reinventar durante a pandemia: acelerar as vendas on-line e estreitar a relação com os clientes, oferecendo produtos que convergem com os hábitos de cada consumidor.
Mas, mais importante que a aquisição em si é o momento operacional e financeiro da Alpargatas: a empresa tem entregado resultados crescentes ao longo dos trimestres — e está bem posicionada para fazer essa transição digital.
Antes de discutirmos a compra da Ioasys, vale a pena olhar mais de perto os resultados da Alpargatas no primeiro trimestre de 2021, divulgados ao mercado nesta manhã. E, em linhas gerais, os números surpreenderam positivamente.
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Em termos consolidados, a receita líquida da companhia chegou a R$ 901 milhões nos primeiros três meses de 2021, alta de 33% na base anual. O resultado operacional ficou positivo em R$ 137 milhões — há um ano, estava negativo em R$ 39,4 milhões. O lucro líquido saltou mais de 400%, para R$ 131 milhões.
Mas ainda mais interessante é quebrar esses números, analisando o desempenho dos diversos mercados de atuação da Alpargatas. A empresa tem quatro grandes áreas: Brasil, Europa, EUA e China — e todas tiveram um salto relevante no trimestre.
No Brasil, a receita líquida cresceu 25% em um ano, com o volume de vendas aumentando 16%; na Europa, o desempenho foi ainda mais forte, com receita e volumes subindo 66% e 24%, respectivamente; nos EUA, a receita subiu 38% e o volume, 20%.
O destaque na comparação anual, no entanto, fica com a China: a receita líquida obtida no gigante asiático foi 10 vezes maior, com os volumes avançando quase 1000% — é verdade que as operações da Alpargatas no país são bastante recentes, mas, ainda assim, são resultados expressivos.
Igualmente importante é notar o avanço das vendas através de canais digitais: entre janeiro e março de 2021, o comércio on-line das marcas Havaianas e Osklen totalizou R$ 101 milhões, mais que o dobro do visto no mesmo período do ano passado.
Mas, apesar desse crescimento acelerado, nota-se que os canais digitais ainda têm um peso relativamente pequeno: os R$ 101 milhões representam cerca de 11% da receita total da companhia.
A aquisição da Ioasys ocorre justamente nesse cenário de primeiros passos das vendas digitais. Estamos falando de uma companhia que já desenvolveu projetos para Banco Inter, Localiza e para o clube Atlético Mineiro — não falta expertise para impulsionar as marcas em ambientes virtuais.
O desafio de Alpargatas e Ioasys está longe de ser simples. A criação de uma plataforma digital efetiva não passa apenas pela venda on-line dos produtos; é preciso trazer o cliente para perto, entender suas demandas e oferecer soluções individualizadas; é necessário facilitar a experiência do usuário, de modo a alavancar as vendas; é fundamental ter uma gestão eficaz de estoque, de modo a sempre atender às demandas.
E, é bom lembrar: tudo isso deve ser feito em escala global.
A compra da Ioasys ainda traz um importante acréscimo de capital humano à Alpargatas. Afinal, a equipe da empresa possui mais de 200 colaboradores, incluindo desenvolvedores e especialistas em tecnologia da informação e experiência do usuário — profissionais escassos no mercado e que são disputados pelas empresas.
O mercado gostou dos resultados trimestrais da Alpargatas e dos planos digitais da companhia: as ações PN (ALPA4) chegaram a disparar mais de 15% nesta terça-feira, ultrapassando a marca de R$ 46,00 — uma nova máxima histórica para o papel; menos líquidas, as ações ON (ALPA3) subiram mais de 10% mais cedo.
Os analistas de grandes bancos mostraram-se entusiasmados com os números apresentados pela companhia. Em relatório, o Bradesco BBI destacou o forte desempenho das vendas no exterior, afirmando que os resultados superaram as expectativas, que já eram positivas.
"Os volumes de vendas no exterior chegaram ao maior nível para um primeiro trimestre desde 2017, mostrando uma recuperação relativamente rápida dos impactos da Covid-19 no ano passado", escreveu o banco, que tem recomendação de compra para as ações PN da Alpargatas e preço-alvo de R$ 46,00.
O J.P. Morgan é outro que elogiou o desempenho, destacando que, além das vendas surpreendentemente fortes, a Alpargatas também entregou um controle de despesas bastante eficaz no trimestre, com menores gastos com vendas, gerais e administrativos no Brasil.
O J.P. Morgan, inclusive, elevou a recomendação para as ações PN, de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 48,00.

A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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