🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

A estrada não percorrida: faça do seu jeito, mas faça com cuidado

Continuo muito otimista na tese do bull market estrutural. Para mim, essa brincadeira mal começou. No entanto, sinto uma euforia no ar. E isso não é bom.

1 de fevereiro de 2019
10:41 - atualizado às 9:58
Homem indeciso entre dois caminhos a seguir
Imagem: shutterstock

Vem com um custo psíquico e emocional lazarento. Em contrapartida, a constante perseguição pelo avanço, o medo de não sobreviver e a disciplina em continuar executando algo com excelência (aqui emprego excelência sem nenhuma arrogância, apenas no sentido de que executo da melhor forma com que eu mesmo poderia executar) gera, em termos práticos e tangíveis, resultados no médio e longo prazo – para o caso em questão, dinheiro no bolso. Pelo que tenho observado, parece valer também para o espectro empresarial (a Empiricus bateu todos seus recordes em janeiro, muito além do que poderíamos imaginar), mas isso não importa tanto para os fins deste texto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mês de janeiro foi absolutamente espetacular para os mercados. O Ibovespa subiu 10,8 por cento, em seu melhor início de ano em sei lá quanto tempo. Wall Street foi no mesmo batidão. O real ganhou 5 por cento sobre o dólar. Os juros foram às mínimas e deram à renda fixa retornos de Bolsa.

É difícil até encontrar palavras para descrever o que foi o primeiro mês de 2019 para as carteiras sugeridas pela Empiricus e, por conseguinte, para seus assinantes. Conforme ficará claro a seguir, não conto isso como vantagem, mas como um sinal de alerta.

Além de estarmos bastante posicionados para capturar a tese do bull market estrutural, que tenho sustentado desde o terceiro trimestre de 2015, fomos muito beneficiados pela sorte. Até o hedge, que deveria manter correlação negativa com o restante da carteira, funcionou – não sei se isso é bom ou ruim; é positivo porque representa dinheiro no bolso (money talks, bullshit walks), mas também tem um lado negativo, já que pode significar erros na montagem do portfólio como um todo (o verdadeiro hedge não deveria andar apenas no momento em que o resto do compêndio vai mal?).

Havíamos sugerido a compra de puts de Vale – e elas simplesmente explodiram com a tragédia de Brumadinho. E trocamos nosso hedge clássico favorito do dólar para o ouro, que também se valorizou no mês. Desenvolvemos isso à nossa maneira, fiéis à nossa filosofia, com muita disciplina.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como resultado das forças aleatórias e dos desejos mais caprichosos da deusa Fortuna, a Carteira Empiricus subiu mais de 5 por cento em janeiro. Essa sugestão de portfólio seria nosso equivalente, respeitados os nichos de atuação de cada um, claro, a um fundo multimercado. Se a Empiricus , em vez de ser uma publicadora de conteúdo financeiro, fosse um hedge fund sem alavancagem, no que ela investiria? Qual seria sua alocação de recursos, quais ativos compraria e em qual proporção? A Carteira Empiricus é a assinatura que eu recomendo quando me perguntam qual nossa publicação mais completa e que “resolve de vez a vida do investidor”.

Leia Também

Desde sua criação, há quase quatro anos, o portfólio indicado sobe 139 por cento, significando 212 por cento do CDI.

Obviamente, estou feliz com o desempenho. A verdade é que olho para trás e nem consigo explicar direito como fizemos isso. Se fôssemos comparados à indústria de fundos multimercados, certamente estaríamos entre os líderes em igual período – e de novo, deixo claro: sei que demos sorte, muita sorte. Mas aconteceu e ninguém tira esse lucro dos nossos assinantes. É um pequeno alívio para minhas próprias “noias”, pois sinto estarmos cumprindo o propósito de levar à pessoa física investimentos tão bons ou até melhores (no caso, melhores!) do que aqueles restritos aos grandes investidores e aos profissionais.

Confesso também, preservando o instinto da transparência radical, certa tristeza e lamentação por aqueles que nos julgam apenas pelo marketing, sem conhecer realmente nossos produtos. Sei de nossos excessos e erros – reconheço a maior parte deles. Mas julgamentos superficiais, sem passar pela avaliação da qualidade de nossa equipe de pesquisa, dos resultados obtidos até aqui, do impacto positivo que geramos na vida das pessoas, dos esforços no sentido da educação financeira em grande escala e da disrupção que promovemos nesse mercado, sim, me deixam chateado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas deixemos isso de lado um pouco. Volto à questão estrita do desempenho recente de nossas carteiras. Claro que é ótimo ver a performance tal como ela está. No entanto, sinto uma euforia no ar. E isso não é bom. Aliás, comportamentos ciclotímicos nunca são bons. Nem euforia, nem depressão.

Diante dos e-mails que tenho recebido dos leitores, e lembrando que não os respondo individualmente (nem posso responder, pois, por questões de isonomia e até mesmo regulatórias, toda informação que sai daqui precisar ser pública e divulgada para todos ao mesmo tempo), aproveito esse espaço para esclarecimentos fundamentais neste momento:

  1. Não, 5 por cento ao mês não é normal. Provavelmente, não vai se repetir. Por favor, considere a conjuntura e também a nova realidade estrutural. O CDI rende 6,5 por cento ao ano. Qualquer retorno anual de dois dígitos já é sensacional. Não perca isso de vista.
  2. Coloque um pouco do lucro no bolso. Não seja ganancioso demais. Almocei com um dos maiores investidores do Brasil na quarta-feira (30) e pude presenciar o quanto ele estava arrependido de não ter embolsado ao menos parte dos ganhos que seu fundo apurava até meados de 2018. As coisas mudam mais rápido do que a gente imagina – e na direção que a gente não imagina. Subiu muito, põe parte no bolso. Disciplina.
  3. Sim, eu continuo muito otimista na tese do bull market estrutural. Para mim, essa brincadeira mal começou. Mas não importa o que eu acho. Erro pra caramba e seu patrimônio não pode se pautar em achismos alheios. Continue com um portfólio equilibrado e balanceado. Um dos meus maiores desafios é convencê-lo de que, mesmo eu achando que o dólar vai cair, você precisa ter dólares na sua carteira.
  4. Não se ache um super-herói. Você (e eu) deu (demos) sorte em janeiro. Todo super-herói quebrou ao longo da história do mercado de capitais brasileiro. Aliás, super-herói rico é o Bruce Wayne ou o Tony Stark. Você não tem vocação para Batman ou Homem de Ferro.
  5. Mesmo os maiores bull markets da história trazem grandes correções e percalços no meio do caminho. Esteja preparado para isso. Tome dois Engovs. Estômago de avestruz. Mentalmente forte, como diria Tite. E um pouco de liquidez no banco. Como brilhantemente resumiu o gênio Rogério Xavier no Credit Suisse nesta semana, “não subestime o prêmio de liquidez”. Claro que sabemos nosso lugar no mundo e não teríamos a mesma dificuldade de sair do mercado de dívida de países periféricos da Europa (não há comparação com o tamanho da SPX); mas aqueles que vêm montando posições em small caps (eu também estou muito otimista com essa classe de ativos) precisam saber que haverá um pênalti na hora da saída da posição. A marcação a mercado pode (e provavelmente será) outra no momento de sair.

Mercados hoje

Mercados brasileiros iniciam a sexta-feira próximos à estabilidade, com tendência predominantemente negativa. As variações são modestas, à espera de uma agenda bem relevante. Nos EUA, sai o importante Relatório do Emprego, além de dados da indústria e vendas de carros. Investidores acompanham ainda negociações com a China sobre comércio.

Na China, por sua vez, PMI/Markit decepcionou um pouco ao marcar 49,7 pontos. Mesma coisa no Japão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por aqui, todos aguardam eleições dos presidentes da Câmara e do Senado. Agenda econômica estrita traz produção industrial, balança comercial e IPC-S.

Ibovespa Futuro cai 0,2 por cento, dólar e juros futuros estão perto da estabilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar