Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula da Semana

A Bula da Semana: Crise política testa agenda econômica

Briga interna no PSL eleva tensão política e pode respingar na agenda econômica, em semana de conclusão da votação da reforma da Previdência

Olivia Bulla
Olivia Bulla
21 de outubro de 2019
5:01 - atualizado às 9:38

Depois de quase quatro anos no centro das atenções, a reforma da Previdência deve, enfim, ser aprovada nesta semana no Congresso, com os parlamentares eleitos em 2018 avalizando as novas regras para aposentadoria propostas pela equipe econômica de Paulo Guedes. Mas a tramitação da proposta no Senado será um teste de fogo para o presidente Jair Bolsonaro, que está em crise com o seu partido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante o fim de semana, teve uma trégua o racha interno entre bolsonaristas e bivaristas (ala que defende o presidente do PSL, Luciano Bivar) por causa da disputa pelo controle das verbas milionárias dos fundos eleitoral e partidário. Mas a briga ficou feia nos últimos dias, fazendo cair por terra o discurso de “nova política” que o presidente e seus aliados vinham mantendo com a base eleitoral. Para estancar a crise e evitar prejuízos, Bolsonaro pode ser ter de acenar para outros partidos além do MDB, se reaproximando do DEM.

E o mercado financeiro, que ignora toda a confusão, pode acabar sucumbindo a mais essa crise criada pelo Palácio do Planalto, caso ela contamine o andamento da agenda econômica e a aprovação de projetos. Por ora, os líderes do governo na Câmara e no Senado - os dois agora do MDB - tentam blindar os trabalhos legislativos da crise no PSL. Mas o partido rachado pode afetar a articulação do governo no Congresso, que pode mudar pela terceira vez em dez meses.

Nos bastidores, já se fala que, discutidos Previdência e Orçamento, o restante da pauta fica para 2020. Ou seja, reformas tributária e administrativa nem um novo texto para a regra de ouro seriam colocados em debate ainda neste ano. Já o ministro da Economia tenta manter as expectativas dos investidores elevadas, fechando questão com os presidentes Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre para continuar com a agenda econômica assim que a proposta da Previdência for votada. A sessão no Senado está marcada para amanhã.

Empenhados em blindar a pauta econômica dos ruídos políticos, Guedes, Maia e Alcolumbre devem se reunir hoje para discutir os detalhes dos textos das próximas reformas. A previsão é de que tudo possa tramitar em conjunto, sem prioridade nos projetos e dividindo os trabalhos entre as duas Casas, para acelerar o ritmo. Mas alguns devem andar mais rápido. Afinal, a reforma administrativa, que altera as regras do serviço público, tem mais consenso entre os parlamentares do que a reforma tributária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A aposta é de que a agenda positiva irá ampliar a confiança dos agentes econômicos no país. O problema é que quanto mais o ambiente em Brasília gerar incerteza, mais apreensivo o investidor estrangeiro tende a ficar, com as saídas de recursos externos no Brasil continuando a superar as entradas. Essa falta de apetite dos “gringos” tende a dificultar uma retomada econômica mais consistente, com a agenda de privatizações e o megaleilão da cessão onerosa do pré-sal podendo ser “envenenados” pela cena política.

Leia Também

Mais economia, menos política

Mas o mercado doméstico quer continuar acompanhando à distância a briga interna do PSL, torcendo para que a crise não ganhe mais proporção e que o presidente Bolsonaro não se envolve mais diretamente no assunto. A expectativa é de que a agenda de reformas avance, abrindo espaço para o Banco Central acelerar o ritmo de cortes na taxa básica de juros nas duas últimas reuniões deste ano.

Os investidores estão empolgados com a possibilidade de a Selic cair a 4% ou menos até o próximo ano. Para tanto, o Comitê de Política Monetária (Copom) teria de aumentar a dose, reduzindo o juro básico em 0,75 ponto neste mês e em dezembro, e promovendo uma queda residual, de 0,25 ponto ou quiçá meio ponto, no início de 2020. Essa expectativa pode até levar a Bolsa brasileira rumo a novos topos, mas sustenta o dólar acima de R$ 4,00.

Aliás, a moeda norte-americana vem sendo negociada nessa faixa desde meados de agosto, em uma sequência recorde, refletindo a saída de quase US$ 40 bilhões do Brasil em recursos externos nos últimos 12 meses. Ou seja, desde as eleições presidenciais do ano passado. Diversas razões explicam tal movimento, entre elas, a menor atratividade pelo diferencial dos juros no país em relação ao praticado no exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, o debate sobre o rumo da Selic tem ganhado força nas mesas de operações. Aliás, o relatório de mercado Focus, hoje, pode trazer novas mudanças nas previsões para as principais variáveis macroeconômicas, ao passo que a prévia da inflação oficial de preços ao consumidor (IPCA-15), amanhã, tende a calibrar as apostas sobre o rumo do juro básico, influenciando na cotação do câmbio no curto prazo.

O indicador é o grande destaque da agenda doméstica nesta semana, que traz ainda o início da temporada doméstica de balanços. Os peso-pesado Vale e Petrobras divulgam seus resultados trimestrais na quinta-feira, depois do fechamento do pregão. Na manhã do dia seguinte, merecem atenção os demonstrativos contábeis da Ambev.

Já no exterior, o calendário econômico também está mais fraco, trazendo como destaque a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira. Trata-se da última reunião sob o comando de Mario Draghi, com a ex-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde assumindo o lugar dele em novembro.

Confira a seguir os principais destaques desta semana, dia a dia:

Segunda-feira: A semana começa com a agenda econômica esvaziada, trazendo apenas as tradicionais publicações do dia no Brasil, a saber, Pesquisa Focus (8h25) e balança comercial semanal (15h).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Terça-feira: A prévia da inflação de outubro, medida pelo IPCA-15, e a conclusão da votação da reforma da Previdência no Senado, são os grandes destaques do dia no Brasil. Também será conhecido a leitura preliminar do índice de confiança na indústria brasileira. Nos EUA, saem dados do setor imobiliário, enquanto é feriado no Japão.

Quarta-feira: O calendário econômico fraco do dia traz apenas os dados semanais sobre o fluxo cambial no Brasil e novos indicadores do setor imobiliário nos EUA. Já o cartel de países produtores e exportadores de petróleo (Opep) reúne-se.

Quinta-feira: A decisão do BCE e última coletiva de imprensa de Mario Draghi à frente da autoridade monetária são o destaque do dia. Além disso, dados preliminares de atividade na zona do euro e nos EUA em outubro recheiam a agenda, que traz também a sondagem da FGV sobre a confiança do consumidor e a nota de setor externo do BC.

Sexta-feira: A semana chega ao fim com mais uma sondagem da FGV, desta vez, sobre a confiança no comércio, e também com outra nota do BC, sobre as operações de crédito. Também será conhecida a leitura final da confiança do consumidor norte-americano em outubro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

VEJA DETALHES DO BALANÇO

Azul (AZUL53) tem prejuízo 330% maior em 2025 e projeta ‘voo eficiente’ para este ano

27 de março de 2026 - 12:57

Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números

FII EXPERIENCE 2026

FIIs de shopping centers estão com os dias contados? Gestores dizem que não — e a reforma tributária é um dos motivos

26 de março de 2026 - 19:58

Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa

QUEM LEVA ESSA?

Na mira do dinheiro gringo: Goldman elege o Brasil entre emergentes e revela as ações para lucrar

26 de março de 2026 - 18:15

Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco

IMERSÃO MONEY TIMES

“Para quem estava com medo da bolha em IA, agora é hora de entrar”: tensão global derruba ações e abre ponto de entrada

26 de março de 2026 - 16:00

Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor

O MOTOR DO PREGÃO

Petrobras (PETR4) descobre novo poço, mas rali vem de fora e puxa petroleiras em bloco na bolsa

26 de março de 2026 - 13:50

Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor

UM ATIVO, UMA INQUILINA

Vinci Logística (VILG11) quer pagar R$ 56,1 milhões pelo único ativo de outro FII de logística; entenda a operação

26 de março de 2026 - 12:40

O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina

HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia