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Com as mudanças, o Contrata+Brasil passa a aceitar 141 atividades para que empreendedores prestem serviços sem licitação — como se inscrever?

O programa do governo federal que dispensa os processos de licitação para a prestação de serviços de microempreendedores individuais (MEIs) aos órgãos públicos está passando por uma ampliação. Agora, o Contrata+Brasil passa a aceitar mais 34 atividades, com trabalhos de confeiteiros, fotógrafos e cantores, por exemplo.
O objetivo é expandir principalmente as atividades mais relacionadas ao empreendedorismo feminino, segundo o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP).
A prestação de serviços para órgãos públicos costuma ter um passo a passo bastante burocrático por meio dos processos de licitação, regulamentados pela lei nº 14.133, de 2021.
Porém, há pouco mais de um ano, o governo criou o Contrata+Brasil para dispensar o sistema padrão em casos de serviços de pequeno valor, até R$ 13.098,41.
Na prática, funciona como um marketplace para conectar pequenos negócios à iniciativa pública. O programa começou principalmente com atividades mais relacionadas à construção civil e manutenção. No total, antes da ampliação, havia 107 iniciativas.
Com a expansão desta semana, 141 segmentos de MEIs podem se cadastrar no Contrata+Brasil para prestar serviços para órgãos públicos.
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Foram incluídas atividades de 10 novos setores que variam desde gastronomia até economia criativa.
No setor de alimentação agora entram:
Em fotografia, filmagem e produção audiovisual, são aceitos:
As inscrições também estão abertas no setor de som e espetáculo, com:
No caso do setor de festa e entretenimento, as novas atividades são:
Na área de organização e produção de eventos:
Para o setor de montagem e apoio logístico, há possibilidades para:
Outras atividades são cartazistas e serigrafistas na comunicação visual, ornamentadores em decoração e ambientação, maquiadores no setor de beleza e caracterização, além de locadores de palcos, coberturas, máquinas e móveis para festas, que integram a área de locação de equipamentos e mobiliário.
Segundo o MEMP, as novas atividades foram pensadas para incluir mais empreendedoras mulheres no Contrata+Brasil.
Antes, dos 107 trabalhos que faziam parte do programa, somente 11 eram comuns entre o empreendedorismo feminino.
“Englobamos setores em que as mulheres já empreendem de forma robusta, como: alimentação institucional, serviços administrativos, eventos, comunicação, economia criativa, limpeza, tecnologia, economia do cuidado, saúde, educação e cultura”, publicou o Ministério.
O programa funciona de forma online como um sistema de marketplace. No site do Contrata+Brasil, os microempreendedores individuais podem conferir quais demandas estão disponíveis no município e enviar propostas para o órgão público.
Para isso, é preciso ter cadastro na plataforma do programa. Neste site, há o passo a passo completo do governo federal para essa inscrição inicial.
Depois de preenchido o cadastro no Contrata+Brasil, é possível conferir as oportunidades nesta página e filtrá-las a partir da atividade e município de atuação.
Ao se interessar por alguma, é possível enviar uma proposta — dentro do prazo mostrado pelo site em cada demanda — que contenha o valor cobrado pelo serviço e o tempo necessário para cumpri-lo.
É preciso também aceitar as declarações da proposta para seguir com a solicitação e, em alguns casos, enviar documentos adicionais quando solicitados.
O programa diz que “para saber se documentos extras são requeridos, é preciso acompanhar o órgão ou ente estadual ou municipal para o qual está fazendo a proposta. Para o governo federal, não há necessidade de apresentar documentos adicionais”.
Depois do envio, o órgão público avaliará as propostas e escolherá com base nos valores e prazos de entrega.
O contato com o fornecedor escolhido é realizado diretamente pelo órgão público e, portanto, é necessário sempre manter as informações atualizadas no cadastro.
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