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Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto
Os títulos do Tesouro Direto voltaram a oferecer taxas recordes nesta terça-feira (20). O destaque é o Tesouro IPCA+ 2029, que voltou a pagar um juro real de 8% ao ano, além da variação da inflação.
A última vez que o título público chegou nesse patamar foi em novembro do ano passado.
Os títulos Prefixados, que estavam pagando na faixa dos 12% ao ano, voltaram a oferecer mais de 13% ao ano, com o título para 2032 alcançando a marca de 13,79%.
As taxas dos títulos do Tesouro Direto subiram de forma generalizada devido a uma combinação de incertezas no Brasil, mas, principalmente, devido a uma forte pressão vinda do cenário internacional.
Nos Estados Unidos, os juros dos títulos públicos (Treasurys) de 10 anos — que são referência global para a dívida de países — subiram para a faixa de 4,28% nesta terça-feira, atraindo o dinheiro de grandes investidores. Já os papéis de 20 e 30 anos ofereciam retornos de 4,87% e 4,92%, respectivamente.
Ao mesmo tempo, a renda fixa no Japão sofre com crise diante da venda em massa de títulos após incertezas sobre o orçamento do governo e a possibilidade de antecipação de eleições pela primeira-ministra Sanae Takaichi. As taxas dos títulos japoneses também dispararam.
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Com isso, a forte elevação dos rendimentos dos Treasurys e a venda massiva de títulos japoneses contaminou os mercados internacionais de dívida — repercutindo também no Tesouro Direto brasileiro.
A disparada nas taxas das Treasurys é resultado do clima de "guerra comercial" que voltou ao radar dos grandes investidores.
O presidente norte-americano Donald Trump fez novas ameaças tarifárias contra a União Europeia. Mais recentemente, ele ameaçou taxar bebidas francesas em 200% para retaliar Emmanuel Macron, presidente da França, que teria questionado o interesse de Trump sobre a Groenlândia.
Macron também entrou em conflito direto com o norte-americano ao descartar integrar o Conselho de Paz criado por Trump para abordar a situação de Gaza e outros conflitos internacionais.
Essa instabilidade global gera medo nos investidores, que buscam proteção em investimentos mais seguros e fazem com que as taxas das dívidas públicas subam em diversos países, inclusive no Brasil.
Quando o risco percebido pelos investidores aumenta, eles passam a exigir uma remuneração maior para emprestar dinheiro ao governo. O que nos leva ao aumento das taxas oferecidas no Tesouro Direto.
Para quem tem dinheiro para investir hoje, as taxas atuais estão muito vantajosas, principalmente para carregar para o longo prazo.
Confira os destaques do Tesouro Direto na primeira atualização desta terça-feira, às 9h23 (horário de Brasília):
Esses valores representam uma excelente oportunidade para o investidor que foca no "carrego", ou seja, segura o título até a data de vencimento.
Ao fazer isso, o investidor garante exatamente a rentabilidade que contratou no momento da compra, independentemente das mudanças no preço do título pelo meio do caminho. É uma forma de "travar" a rentabilidade alta para os próximos anos.
No entanto, para quem já possui esses títulos na carteira, é importante ter sangue frio e paciência.
Quando as taxas de juros do mercado sobem, o preço de mercado dos títulos cai — é a marcação a mercado. Isso significa que, se você precisar vender seu título hoje, antes do prazo de vencimento, poderá receber menos do que pagou.
Por isso, o momento é favorável para novos aportes, mas exige paciência de quem já está posicionado, para não sair no prejuízo.
O Tesouro Nacional realiza seu leilão semanal de títulos públicos nesta terça-feira.
O mercado espera que o governo reduza a quantidade de títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+) colocados à venda devido às altas taxas do dia. Isso acontece porque, para o governo, não é interessante pegar dinheiro emprestado pagando juros tão altos.
Após o leilão, as taxas do Tesouro Direto devem se mover um pouco, diante da rentabilidade cobrada pelo mercado para comprar esses títulos hoje.
Também está no radar dos agentes financeiros a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana. A expectativa é de manutenção dos juros em 15% ao ano agora em janeiro, mas com alguma sinalização em relação ao início dos cortes.
Caso se confirme, a pressão sobre os juros futuros — e a rentabilidade dos títulos públicos — deve arrefecer. Para o investidor, isso significa que a janela de oportunidade das altas taxas pode não durar muito.
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