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O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades
A taxa Selic caiu para 14,75% ao ano nesta quarta-feira (18), depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por cortar os juros básicos do país. A decisão diminui o retorno dos principais títulos de renda fixa que tem rentabilidade pós-fixada, ou seja, que acompanha os juros.
Isso não significa, no entanto, que a rentabilidade de CDBs, LCAs e Tesouro Selic ficaram ruins. O ajuste, chamado pelo Copom de "calibração" é pequeno, de modo que o retorno de todos esses títulos de renda fixa continuam altos.
Com este primeiro ajuste na Selic, o Brasil continua com a segunda maior taxa de juros reais (que desconta a inflação) do mundo, de 9,51%. Perde apenas para a Turquia, com 10,38%. O terceiro lugar no pódio é da Rússia, com 9,41%, conforme dados do ranking MoneYou/Lev Intelligence.
A Selic, ainda em patamares tão elevados, mantêm a renda fixa como a classe de ativos mais atrativa no momento. O rendimento de dos títulos em muitos casos continua acima de 1% ao mês, apenas deixando o dinheiro parado.
A pedido do Money Times, Priscilla Cacavallo, gerente da Daycoval Investe, e Talita Esteves, especialista e planejadora financeira da Daycoval Investe, realizaram uma simulação de investimento nos principais produtos ofertados no mercado com a atual taxa de juros.
| Produto | Rentabilidade | Investimento | Prazo | Valor Bruto | Valor Líquido |
|---|---|---|---|---|---|
| CDB | 104% CDI a.a | R$ 10.000,00 | 1 ano | R$ 11.523,60 | R$ 11.256,97 |
| Tesouro Selic | Selic + 0,0972% a.a | R$ 10.000,00 | 1 ano | R$ 11.486,15 | R$ 11.226,08 |
| LCA Pós | 93% CDI a.a | R$ 10.000,00 | 1 ano | R$ 11.362,45 | R$ 11.362,45 |
| LCA Pré | 12,35% a.a | R$ 10.000,00 | 1 ano | R$ 11.235,00 | R$ 11.235,00 |
| Poupança | 0,6213% a.m | R$ 10.000,00 | 1 ano | R$ 10.771,57 | R$ 10.771,57 |
A simulação leva em consideração:
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Mais do que calibrar o tamanho do próximo movimento do Copom, o foco do investidor deve estar na direção estrutural da política monetária, avalia Fabiano Zimmermann, head de fundos de renda fixa do ASA.
A questão central é se o Brasil, de fato, ingressou em um ciclo consistente de queda de juros, capaz de reduzir o ainda elevado nível dos juros reais, hoje próximos de 11%.
Nesse ambiente, choques externos como as tensões no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo tendem a funcionar mais como ruído do que como uma inflexão de tendência, disse.
Por se tratar de um choque de oferta, com alcance limitado da política monetária, a leitura de Zimmermann é de que o Banco Central deve atravessar esses episódios sem alterar o curso gradual de flexibilização.
Com esse pano de fundo, ele explica que títulos indexados à inflação de médio prazo ganham relevância.
“Em um ambiente de queda gradual dos juros reais, é esperado que as taxas desses papéis também se reduzam ao longo do tempo, abrindo espaço tanto para estratégias de carregamento até o vencimento quanto para ganhos via marcação a mercado”, diz.
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