O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A China domina o segmento dos minérios indispensáveis para fazer de smartphones até mísseis inteligentes, mas o Brasil ocupa o segundo lugar e pode se beneficiar com o “degelo” nas relações com os EUA
Imagine que o Brasil é dono de um bilhete premiado da loteria, mas o prêmio está guardado em um cofre cuja chave é difícil de acessar. É mais ou menos assim que o País se posiciona com relação às terras raras — minerais que não são exatamente raros como diz o nome técnico, mas são indispensáveis para tudo o que o futuro exige: do seu smartphone de última geração aos motores de carros elétricos e mísseis inteligentes.
O “bilhete premiado” do Brasil é de encher os olhos: o País detém aproximadamente 23% das reservas globais de terras raras, ocupando o segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas da China.
E mais do que volume, o Brasil também tem qualidade. O perfil geológico brasileiro é favorável, com depósitos de argila iônica que facilitam a extração e são ricos nas chamadas "terras raras pesadas".
No entanto, o setor ainda engatinha, segundo o BTG Pactual, por alguns motivos:
De acordo com os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi, se o Brasil conseguir reduzir a burocracia e expandir o mapeamento, o título de superpotência pode virar realidade.
“Se os prazos para licenciamento puderem ser reduzidos e o mapeamento geológico expandido, o Brasil poderia realisticamente se tornar uma ‘superpotência’ de terras raras”, diz a dupla.
Leia Também
A tese de investimento ganha um tempero geopolítico com o recente "degelo" diplomático entre os presidentes Donald Trump e Lula.
Washington está com pressa. O objetivo é o chamado de-risking: diminuir a dependência de fornecedores externos e garantir cadeias de suprimento seguras.
Os EUA não querem apenas o minério bruto; querem financiar o processamento por aqui, utilizando instituições como o International Development Finance Corporation (DFC) e o Ex-Im Bank, repetindo o modelo de cooperação que já possuem com a Austrália.
A Europa não fica atrás: Bruxelas já discute investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras brasileiros.
No mercado, o radar dos investidores já está ligado em nomes específicos que podem surfar essa onda, segundo o BTG.
A urgência das negociações entre Brasil e EUA é explicada pela hegemonia da China, que atualmente controla cerca de 60% da mineração global e mais de 90% da capacidade de processamento de terras raras.
Esse controle dá ao país asiático uma dominância absoluta na fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, sistemas de defesa e eletrônicos avançados.
Não à toa, a relação entre China e EUA nesse setor é de alta tensão estratégica, uma vez que as terras raras deixaram de ser apenas uma questão de mercado para se tornarem uma prioridade na agenda geopolítica.
Para os EUA, a segurança do suprimento desses materiais tornou-se uma prioridade, superando as variações de preço de curto prazo.
Nesse tabuleiro global, o Brasil desponta como a solução de longo prazo mais convincente.
“O País tem escala, qualidade geológica e, agora, o alinhamento político necessário para virar a chave”, dizem os analistas em relatório.
Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)
Gestor colocou as economias em desenvolvimento no radar dos investidores globais em um momento em que “mercados emergentes” não era nem um conceito ainda
Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa
Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada
Apesar de não chegarem a um acordo, o encontro foi o mais alto nível de interação presencial entre representantes do Irã e dos Estados Unidos
O investidor que previu a crise de 2008 não se intimidou com o apoio do republicano à empresa de software, e reafirma que a queridinha da IA vale menos da metade do preço de tela
Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua
Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção
Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir
Após ultimato e ameaça a infraestrutura iraniana, presidente dos EUA recua e abre janela de negociação mediada pelo Paquistão
O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano
Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos
Jamie Dimon fala dos efeitos das guerras, da inteligência artificial e das regras bancárias na aguardada carta anual aos acionistas
Pix já funciona de maneira limitada em algumas localidades estrangeiras, mas Banco Central prepara internacionalização mais abrangente da ferramenta que tira o sono de Donald Trump
O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa
Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã
Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo
A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados
Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste
Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”