O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A dona da Bloomingdale’s deve ser uma das poucas a se beneficiar com a entrada na rival no Chapter 11 — e os números mostram que ela está pronta para essa oportunidade
Um ícone da moda norte-americana morreu nesta quarta-feira (14). Calma! Não se trata de uma grande modelo ou de um fotógrafo famoso (ufa!), mas de um dos maiores centros de compra de luxo do mundo, cujo principal endereço é a 5ª Avenida, em frente ao Rockefeller Center, no coração de Nova York.
A Saks Global Enterprises, empresa que reúne a Saks Fifth Avenue, a Neiman Marcus e as operações da Bergdorf Goodman, entrou com pedido de recuperação judicial, o famoso Chapter 11, nos EUA.
E isso não é pouca coisa. Com sede em Nova York, o grupo tem mais de 150 anos de história e cerca de 70 lojas, mas vem enfrentando dificuldades em um clima econômico adverso.
Embora os consumidores norte-americanos não tenham parado de gastar, continuam atentos aos preços e não têm adquirido produtos na loja principal, a Saks Fifth Avenue, inaugurada em 1924, como costumavam fazer.
Quem quiser conhecer e fazer compras na Saks ainda a chance de conhecer a loja icônica da 5ª Avenida.
O grupo também anunciou hoje que garantiu US$ 1,75 bilhão em financiamento, o que posicionaria a Saks “para um futuro forte e estável, enquanto continua a oferecer aos clientes experiências de compra de luxo multimarcas incomparáveis”.
Leia Também
Parte desse pacote forneceria liquidez para financiar as operações e iniciativas de recuperação da Saks Global. Outra parcela do financiamento estará disponível quando a empresa sair da falência.
Vale lembrar que a Saks Global havia deixado de pagar US$ 100 milhões em juros relacionados à aquisição da Neiman Marcus por quase US$ 2,7 bilhões em 2024.
Para garantir que os clientes continuem usufruindo dos itens de luxo ainda que sob o Chapter 11, a Saks Global anunciou a nominação do ex-chefe do Neiman Marcus Group, Geoffroy van Raemdonck, como novo CEO, com efeito imediato, substituindo Richard Baker, que sucedeu a Marc Metrick há menos de duas semanas.
“Este é um momento decisivo para a Saks Global, e o caminho à frente apresenta uma oportunidade significativa para fortalecer a base do nosso negócio e posicioná-lo para o futuro”, disse van Raemdonck.
Documentos judiciais mostram que a Saks Global estimou ter ativos e passivos entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. O grupo disse que planeja “honrar todos os programas de clientes, fazer pagamentos antecipados aos fornecedores e continuar com a folha de pagamento e os benefícios dos funcionários”.
“Ao longo desse processo, a Saks Global continuará focada no que sempre definiu a empresa: marcas excepcionais, relacionamentos de confiança e um compromisso inabalável com seus clientes fiéis”, disse o grupo em comunicado.
O ditado diz que enquanto uns choram, outros vendem lenços. E é mais ou menos isso que a Macy’s pretende fazer se a situação da Saks não evoluir para um desfecho positivo.
Embora o grupo tenha reforçado que manterá compromissos em dia, as implicações da falência devem ser sentidas em todo o setor varejista, inclusive pelos fornecedores da rede de lojas de departamento, que têm milhões de dólares a receber.
Mas a Macy's, dona da Bloomingdale's, concorrente da Saks, deve ser uma das poucas a se beneficiar. Isso porque Tony Spring, um comerciante experiente que se tornou CEO da Macy's há dois anos, já começou a reerguer a icônica loja de departamentos.
Agora, ele deve aproveitar o momento para expandir e elevar a Bloomingdale's que, om a Saks provavelmente reduzida a uma sombra do que já foi, poderá se tornar a principal loja de departamentos de luxo dos EUA.
A verdade é que a Macy’s já vem se beneficiando há algum tempo dos problemas financeiros da Saks. A receita da Bloomingdale's cresceu de forma constante em 2025, com o terceiro trimestre fiscal registrando um aumento de 9% nas vendas em lojas comparáveis, o melhor resultado em 13 trimestres.
A Macy's possui um balanço patrimonial sólido. A dívida líquida, excluindo os aluguéis das lojas, é de cerca de US$ 2 bilhões, enquanto o valor imobiliário de suas lojas, mesmo sem inquilinos, pode chegar perto de US$ 6 bilhões, aproximadamente o mesmo que sua capitalização de mercado, de acordo com Mary Ross Gilbert, analista da Bloomberg Intelligence.
Vale lembrar ainda que as ações da Macy's chegaram a US$ 24 em dezembro, próximo ao valor proposto por um consórcio de potenciais compradores em 2024 e seu maior patamar em três anos.
Todo esse desempenho foi alcançado mesmo com a retração do mercado de luxo — e não foi à toa. Spring intensificou os esforços para melhor atender os clientes de alto padrão da Bloomingdale's.
O CEO da Macy’s conseguiu atrair uma gama mais ampla de marcas de luxo, incluindo Toteme, Christian Louboutin e Roger Vivier.
As parcerias estratégicas também deram frutos. Para as festas de fim de ano, a Bloomingdale's se uniu à britânica Burberry, envolvendo a fachada de sua loja principal na 59th Street, em Manhattan, com um cachecol gigante iluminado.
Mas nem tudo são flores no caminho da Macy’s. O possível fechamento de lojas da Saks pode significar grandes descontos, impactando o mercado de varejo de luxo como um todo.
Também existe a chance de que um comprador de peso, como a Amazon ou Bernard Arnault, adquira alguns ativos valiosos — talvez a Bergdorf Goodman, o que completaria a consolidação da 5ªAvenida pelo fundador e CEO da LVMH, na altura da Rua 57.
O investidor que previu a crise de 2008 não se intimidou com o apoio do republicano à empresa de software, e reafirma que a queridinha da IA vale menos da metade do preço de tela
Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua
Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção
Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir
Após ultimato e ameaça a infraestrutura iraniana, presidente dos EUA recua e abre janela de negociação mediada pelo Paquistão
O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano
Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos
Jamie Dimon fala dos efeitos das guerras, da inteligência artificial e das regras bancárias na aguardada carta anual aos acionistas
Pix já funciona de maneira limitada em algumas localidades estrangeiras, mas Banco Central prepara internacionalização mais abrangente da ferramenta que tira o sono de Donald Trump
O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa
Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã
Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo
A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados
Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste
Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”
Missão Artemis 2 vai levar o homem de volta à órbita da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, mas um em cada três brasileiros jura que ele nunca esteve lá antes.
Participando de evento na universidade nesta segunda-feira (30), ele avalia falou sobre o futuro da política monetária com a guerra e a inflação batendo na porta do banco central norte-americano
Autoridades norte-americanas insistem que a guerra pode estar se aproximando de um ponto de inflexão, mas os líderes iranianos continuam a rejeitar publicamente as negociações
A crise de combustíveis arrombou a porta na Ásia e agora ameaça entrar pela janela da Europa; confira as medidas de emergência que estão sendo tomadas para conter a disparada do petróleo e do gás no mundo
A prata não ficou atrás no movimento de correção, caindo 2,18% na sessão desta sexta-feira (20) e acumulando uma perda semanal ainda mais expressiva que a do ouro: 14,36%