🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Equipe Trends

PROTESTOS

Como a quebra do “Banco Master do Irã” ajudou a desencadear uma onda de protestos no país: por trás do rombo de 5 quadrilhões de riais

Uma combinação de colapso bancário, inflação fora de controle e isolamento internacional ajuda a explicar a onda de protestos no Irã

Equipe Trends
30 de janeiro de 2026
16:29
Banco Master do Irã
Imagem: Imagem gerada por IA

Nas últimas semanas, o Irã voltou ao centro das atenções internacionais após uma onda de protestos se espalhar pelo país. Embora ainda haja poucas informações, já que o governo restringiu o acesso à internet, especialistas apontam a crise econômica como uma das principais fontes de descontentamento popular. A situação foi agravada pela quebra de um banco que guarda semelhanças com o Banco Master no Brasil, adicionando mais pressão a um cenário já deteriorado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A insatisfação com medidas autoritárias do governo, como o próprio desligamento da internet, também entra nessa conta. Cabe lembrar que, depois de 20 dias fora do ar, a rede está voltando ao país, mas com restrições e em doses homeopáticas.

Segundo informações da imprensa internacional, há uma forte frustração relacionada ao avanço da inflação, ao aumento do custo de vida e à desvalorização da moeda local, o rial iraniano. A divisa perdeu quase 97% do valor frente ao dólar no último mês, com a escalada das tensões. Os dados são do Trading View.

O problema não surgiu agora. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã passou a sofrer sanções econômicas impostas pelos EUA. Elas se intensificaram ao longo dos anos e atingiram setores centrais da economia — como petróleo, bancos e comércio exterior.

O isolamento reduziu investimentos, limitou o acesso ao sistema financeiro internacional e pressionou a moeda e a inflação, fazendo com que o país entrasse em um ciclo prolongado de fragilidade econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, um dos elementos que ajudaram a colocar fogo na fogueira de agora foi a quebra do Ayandeh Bank, o "Banco Master do Irã, no final do ano passado.

Leia Também

Caso muito parecido com o Banco Master, no Brasil

Segundo reportagem do Wall Street Journal, o Ayandeh Bank era controlado por figuras próximas ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país persa.

Ao longo dos últimos anos, a instituição acumulou uma sucessão de empréstimos malsucedidos. Essas operações resultaram em prejuízos próximos de US$ 5 bilhões (o equivalente a mais de 5 quadrilhões de riais) e acabaram levando o banco à insolvência, decretada pelo Banco Central do Irã no fim do ano passado.

Além disso, o "Banco Master do Irã" registrava 3,13 quadrilhões de riais (US$ 2,9 bilhões) em exposições no cheque especial. A taxa de adequação de capital era negativa em 600%. Esse indicador mostra quanto capital próprio um banco tem para absorver perdas, em relação aos riscos que ele assume ao conceder crédito e realizar outras operações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A instituição foi fundada em 2013, após a fusão de várias financeiras menores.E m poucos anos, ele abalou o setor bancário iraniano ao oferecer taxas de juros cerca de quatro pontos percentuais maiores do que as permitidas pelo Conselho de Dinheiro e Crédito, principal órgão regulador da política monetária no Irã. As informações são do Iran International, uma publicação britânica especializada na cobertura do país.

A estratégia atraiu milhões de depositantes e expandiu rapidamente sua participação de mercado. Em 2017, Ayandeh detinha 7,6% de todos os depósitos no sistema bancário iraniano. Por trás desse sucesso está uma rede de empréstimos arriscados e promessas infladas.

A partir de 2020, o cenário se inverteu e passaram a surgir pedidos formais pela liquidação do banco. Nessa época, as economias de cerca de sete milhões de depositantes já estavam comprometidas, imobilizadas em uma carteira de empréstimos problemáticos e em projetos de caráter claramente especulativo.

Na prática, segundo a mídia internacional, o modelo lembrava um esquema de pirâmide: o Ayandeh dependia da entrada constante de novos depósitos para honrar compromissos antigos, ao mesmo tempo em que direcionava volumes bilionários para ativos ilíquidos — sobretudo no setor imobiliário e envolvendo pessoas ligadas ao comando da financeira —, minando sua capacidade de liquidez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O caso carrega semelhanças com o Banco Master, no Brasil, que também cresceu oferecendo Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com o retorno muito superior à média do mercado e usando esse dinheiro para investir em ativos duvidosos e com pouquíssima liquidez.

Cabe lembrar que sistema bancário iraniano tem sido um dos setores mais afetados pelas décadas de sanções dos Estados Unidos e internacionais.

A atuação do Irã

Para tentar resolver o problema, o governo entrou em ação, imprimindo dinheiro para tentar cobrir o rombo deixado pelo Ayandeh, mas não deu certo.

Ao invés disso, segundo o Wall Street Journal, o fracasso tornou-se tanto um símbolo quanto um acelerador de um desmoronamento econômico que, em última instância, ajudou a desencadear. Outros oito bancos também estão em risco, segundo comunicado do Banco Central de lá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso mexeu com a credibilidade do governo e população, segundo o Wall Street Journal, passou a questionar por que o governo entrava em rápida ação para ajudar um banco e não para resolver, de fato, a situação econômica do país.

O quadro se tornava ainda mais delicado diante de um contexto em que o governo já vinha recorrendo às próprias reservas para sustentar a atividade econômica há anos, em meio aos embargos impostos pelos Estados Unidos e outras potências.

Sem novas fontes de financiamento e com o preço do petróleo em níveis baixos globalmente, Teerã passou a enfrentar dificuldades crescentes para responder à deterioração econômica e às demandas da população.

O agravamento da crise levou centenas de comerciantes, grupo que tradicionalmente se mantém à margem dos protestos de rua no país, a se mobilizarem em Teerã em busca de medidas de apoio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A credibilidade do governo iraniano já vinha fragilizada depois do embate de poucos dias com Israel no ano passado, que expôs limitações na capacidade do regime de proteger sua população de ataques externos.

Paralelamente, a recusa das autoridades em avançar nas negociações sobre o programa nuclear manteve fora do alcance qualquer perspectiva de alívio das sanções. Em novembro, Israel e os Estados Unidos voltaram a ameaçar novas ofensivas caso o Irã tentasse reconstruir seu arsenal de mísseis balísticos ou retomar iniciativas nucleares sensíveis.

Nesse contexto, a moeda iraniana, o rial, entrou em mais uma espiral de desvalorização, com poucos instrumentos disponíveis para conter o movimento.

Ameaça de invasão dos EUA

Estados Unidos e Irã mantêm uma relação marcada por atritos há décadas, mas o cenário se deteriorou ainda mais com os protestos recentes, Trump entrou na jogada falando que Washington poderia intervir e adotar “medidas muito enérgicas” caso manifestantes fossem executados pelo regime.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As declarações inauguraram uma sequência de advertências e movimentos de pressão militar que se estenderam nos meses seguintes.

Na última segunda-feira (26) a Marinha dos Estados Unidos deslocou uma força naval para o Oriente Médio, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, um dos maiores navios de guerra do mundo, equipado com sistemas de mísseis e armamentos de grande alcance.

A embarcação, que havia sido empregada na guerra do Afeganistão no início dos anos 2000 e participava de exercícios no Mar do Sul da China, foi redirecionada para uma área próxima ao Irã, acompanhada por caças e outros sistemas de defesa aérea, em um gesto interpretado como sinal claro de dissuasão militar.

Segundo Trump, a frota enviada ao Oriente Médio é maior do que a deslocada para a Venezuela e, “assim como no caso da Venezuela, está pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, com velocidade e violência, se necessário”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MANTEVE!

Juros param de cair nos EUA como esperado; confira os detalhes da primeira decisão do Fed de 2026

28 de janeiro de 2026 - 16:15

Mais uma vez, a decisão de não mexer na taxa não foi um consenso entre os membros do Fomc; Stephen Miran e Christopher Waller defenderam um corte de 25 pontos

O FIM ESTÁ PRÓXIMO?

Relógio do Juízo Final avança para 85 segundos da meia-noite: o que isso significa e por que o risco global aumentou

28 de janeiro de 2026 - 14:35

Indicador simbólico criado por cientistas aponta que riscos como guerra nuclear, mudanças climáticas e avanço da inteligência artificial levaram o mundo ao ponto mais crítico desde 1947

TODO CUIDADO É POUCO

Enxurrada de dólares esconde gargalos no Brasil e na América Latina. Fitch diz para onde o investidor deve olhar em ano de eleição 

28 de janeiro de 2026 - 14:31

As bolsas dos principais países da região acumulam ganhos de pelo menos 10% em janeiro, mas nem tudo que reluz é ouro e a agência de classificação de risco aponta prós e contras que podem determinar o futuro dos seus investimentos

TOUROS E URSOS #257

O primeiro ano do governo Trump foi surpreendente ou caótico? Veja o que esperar do ano dois

28 de janeiro de 2026 - 13:28

Matheus Spiess, analista da Empiricus, fala no podcast Touros e Ursos desta semana sobre a ruptura de Trump com o ambiente econômico e geopolítico das últimas décadas

PROJETO TRILIONÁRIO

Arábia Saudita cansou de queimar dinheiro com a Neom? Megacidade que seria do tamanho da Bélgica vai encolher

28 de janeiro de 2026 - 12:49

Pressionada por custos elevados, petróleo barato e déficit fiscal, Arábia Saudita redesenha o megaprojeto urbano lançado em 2017

EM BUSCA DO MUNDO

Corinthians x Gotham FC: onde assistir à semifinal do Mundial de Clubes feminino

28 de janeiro de 2026 - 6:57

Corinthians x Gotham FC nesta quarta-feira (28), às 9h30, pela semifinal do Mundial de Clubes feminino da Fifa

EM ALTA

Brasília puxa alta nas buscas por voos da China ao Brasil após isenção de visto

27 de janeiro de 2026 - 16:13

Pesquisas por voos para o Brasil cresceram de forma abrupta logo após a notícia; Pequim, Xangai, Guangzhou, Chengdu, Xiamen e Shenzhen estão entre as cidades de partida mais procuradas

SAÚDE PÚBLICA

Alta letalidade, zero vacina: por que o vírus Nipah volta a preocupar autoridades de saúde

27 de janeiro de 2026 - 12:47

Cinco casos confirmados e cerca de 100 pessoas em quarentena na Índia; especialistas reforçam que a doença é rara e altamente letal

DEU BOM!

Não tem para ninguém: Brasil é o país que mais vai se dar bem com o acordo Mercosul-UE — e aqui estão os motivos segundo a Moody’s  

26 de janeiro de 2026 - 17:21

Quando estiver valendo, o tratado criará uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, ligando dois blocos e um mercado com mais de 700 milhões de pessoas

DIPLOMACIA EM EXTINÇÃO?

Como a China está usando dois pandas para mandar um recado ao Japão: a relação está tensa

26 de janeiro de 2026 - 16:20

Devolução dos pandas ao país de origem simboliza o agravamento das tensões diplomáticas, comerciais e de segurança entre Pequim e Tóquio, em meio a atritos sobre Taiwan, barreiras econômicas e gastos militares

NA PLANTAÇÃO DE MILHO

Fazendeiro escava o próprio quintal e encontra tesouro milionário em moedas de ouro

26 de janeiro de 2026 - 9:42

Descoberta revela moedas de ouro raríssimas da época da Guerra Civil Americana; conjunto é avaliado em milhões de dólares

TERRA OCA?

Existe um país embaixo de um dos melhores países do mundo — e quase ninguém percebeu

26 de janeiro de 2026 - 7:13

Túnel de Base do Gotardo encurta travessias alpinas, tira caminhões das estradas e virou um marco de planejamento de longo prazo

E DÁ-LHE TARIFA

Trump vs. Canadá: como um possível acordo com a China aumentou a tensão entre os países vizinhos

25 de janeiro de 2026 - 14:20

O presidente dos EUA acusa o primeiro-ministro Mark Carney de transformar o país vizinho em um “porto de entrada” para produtos chineses

MACRONZINHO TOP GUN

Efeito Macron: o estiloso par de óculos escuros que atraiu todos os olhares para o presidente francês

23 de janeiro de 2026 - 16:03

Um detalhe de estilo do presidente francês viralizou no Fórum Econômico Mundial e adicionou milhões de dólares ao valor de mercado de uma fabricante de óculos 

NO TOPO DO PÓDIO

Os temas vencedores de 2026 para quem quer investir em ações na gringa, segundo o Morgan Stanley 

23 de janeiro de 2026 - 15:01

Para o banco norte-americano, embora o otimismo já esteja parcialmente refletido nos preços, ainda existem oportunidades valiosas em setores que alimentam a revolução tecnológica

ONDE INVESTIR 2026

Dólar, bolsa, juros, IA: o passo a passo para quem quer investir no exterior em busca de bons retornos em moeda forte 

23 de janeiro de 2026 - 6:00

No evento Onde Investir 2026, especialistas traçam as melhores teses para quem quer ter exposição a investimentos internacionais e ir além dos Estados Unidos

QUEM LEVA ESSA?

Novo líder do Fed: conheça os nomes que podem assumir o comando do banco central dos EUA

22 de janeiro de 2026 - 16:49

Jerome Powell deixa a presidência do Fed em maio e Trump se aproxima da escolha de seu sucessor; confira os principais nomes cotados para liderar a instituição

GUERRA DE CAPITAIS À VISTA

Ray Dalio alerta sobre fuga dos ativos dos EUA; Ibovespa se aproxima de 178 mil pontos e faz história. O que está por trás desse movimento?

22 de janeiro de 2026 - 15:03

Desvalorização do dólar, disparada do ouro, da prata e da platina, venda de títulos do Tesouro norte-americano — tudo isso tem um só gatilho, que pode favorecer os mercados emergentes, entre eles, o Brasil

APOSTA FRUSTRADA

O grande erro de Warren Buffett: novo CEO da Berkshire Hathaway pode desistir do “sonho grande” do Oráculo de Omaha

22 de janeiro de 2026 - 11:37

Após anos de perdas e baixa contábil, a saída do “sonho grande” volta à mesa com a chegada do novo CEO Greg Abel; entenda

SEM LASTRO NEM RASTRO

Governo apreende R$ 64 milhões da ‘rainha cripto’ — e ela continua desaparecida, ninguém sabe se viva ou morta

22 de janeiro de 2026 - 10:37

Pequena parte do dinheiro reaparece quase dez anos depois, mas a mulher por trás do maior golpe de cripto continua desaparecida 

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar