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Banco projeta Ebitda de US$ 4,08 bilhões no 1T26 e destaca avanço dos metais básicos nos resultados da companhia

A Vale (VALE3) deve entregar um forte resultado no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um velho obstáculo: o período de chuvas, que tradicionalmente comprime volumes e pressiona a operação no começo do ano.
Ainda assim, a avaliação do Santander é de que a companhia segue bem posicionada. Em relatório recente, o banco reiterou recomendação outperform (equivalente à compra) para a VALE3, com preço-alvo de R$ 85,25.
Segundo as estimativas dos analistas, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado deve somar US$ 4,08 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
Isso representa uma queda de 16% na comparação com o trimestre anterior, mas um avanço de 27% frente ao mesmo período do ano passado.
O Santander projeta preço realizado de US$ 96,2 por tonelada para os produtos finos de minério de ferro. Os embarques devem alcançar 67,6 milhões de toneladas — leve alta de 2% na base anual, sustentada pelo avanço operacional em Capanema e Vargem Grande.
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Por outro lado, ela deve ter alguns tropeços no curto prazo. A paralisação das operações de Fábrica e Viga, em MG, desde o fim de janeiro, por conta do extravasamento de sedimentos, e a sazonalidade mais fraca devem levar a uma queda de 20% nos volumes na comparação trimestral.
A pressão também aparece no custo, que deve subir para US$ 23,7 por tonelada (ante US$ 21,3 no 4T25), refletindo maiores despesas operacionais, impacto do câmbio e aumento nas compras de terceiros.
Nesse cenário, o banco projeta Ebitda de US$ 2,98 bilhões para a divisão de ferrosos — recuo de 25% frente ao trimestre anterior, mas ainda com leve alta de 3% na comparação anual. A margem deve ficar em 44%.
O principal destaque do relatório está na crescente relevância da divisão de metais para transição energética, encabeçada pela subsidiária Vale Base Metals (VBM).
Segundo os cálculos do banco, o setor deve responder por cerca de 33% do Ebitda consolidado da Vale no 1T26, quase o dobro da participação registrada um ano antes.
Vale lembrar que, recentemente, a própria companhia divulgou projeções indicando que essa fatia representará entre 30% e 35% do resultado total a partir de 2035.
Na operação, o cobre deve sentir a sazonalidade: a produção é estimada em 97 mil toneladas, queda de 11% na base trimestral, mas ainda com alta de 6% em relação ao ano passado.
O níquel, por sua vez, apresenta um desempenho mais consistente. A produção deve alcançar 49 mil toneladas — avanço de 5% trimestre contra trimestre e de 11% na comparação anual, em linha com o guidance da companhia.
O Santander também destaca um “descasamento” recorrente entre produção e vendas, de cerca de 5 mil toneladas. As vendas devem somar 44 mil toneladas, com queda de 12% no trimestre, mas alta de 12% em um ano.
Mesmo com essas oscilações, a divisão deve entregar Ebitda de US$ 1,33 bilhão — recuo marginal de 4% na comparação trimestral, mas um salto de 140% na base anual, com margem robusta de 50%.
Apesar da leitura construtiva, o banco aponta fatores que podem afetar o desempenho da mineradora ao longo do ano:
REPORTAGEM ESPECIAL
MINERADORA SOB PRESSÃO
COMMODITIES MISTAS
Conteúdo Empiricus
ANTES DO BALANÇO
FOGUETE NÃO TEM RÉ
FLASHBACKS
PETROLEIRAS
TARIFAÇO DE TRUMP
DISPUTA NA MINERADORA
SEM ANTENAS?
REFORÇO NO BOLSO
MENOS BEBEDEIRA DE JOGO
GANHAR DINHEIRO NÃO É A ÚNICA MISSÃO
GOVERNANÇA
MUDANÇA NO COMANDO
PRÉVIA OPERACIONAL
BIG TECHS
BALANÇO NO RADAR
ADEUS, B3