🔴 CRIPTO VOLTOU? VEJA COMO BUSCAR MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 214 VEZES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO

Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor

Apostadores reduziram o consumo de alimentos e produtos de higiene, roupas e até eletrônicos. Além disso, deixaram de pagar contas e viram a inadimplência aumentar

Imagem: IA/ChatGPT

Com o fim das bets, o brasileiro apostador deve voltar a consumir mais. O dinheiro que ia para apostas esportivas ou caça-níqueis pode voltar a ser gasto em cerveja, bolacha e outros alimentos, roupas e até itens eletrônicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Eleven elencou em relatório quais empresas e ações mais devem se beneficiar com a proibição, mas faz um alerta: há um fator que impede uma recuperação mais forte do varejo.

Quais as ações do varejo mais beneficiadas com o fim das bets

Na semana passada, em uma canetada o governo Lula anunciou medidas que proíbem as bets no Brasil, com a retirada de sites e aplicativos de apostas online do ar.

Para a Eleven, o efeito deve ser positivo para o varejo como um todo, mas afeta especialmente duas ações.

São os papéis do Grupo Mateus (GMAT3) e do Assaí (ASAI3), redes de atacarejo que possuem maior exposição a um consumidor de baixa renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em menor grau, a casa de análises também espera que a medida beneficie segmentos com maior participação de operações de crédito, como vestuário, com Lojas Renner (LREN3), Riachuelo (RIAA3) e C&A (CEAB3).

Leia Também

ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?

Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado

PANDA BONDS

A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia 

Empresas do e-commerce, como Magazine Luiza (MGLU3), Mercado Livre (MELI34) e Casas Bahia (BHIA3) também podem ver incrementos nas vendas.

E há dados para afirmar que as bets tiram o dinheiro que seria destinado a roupas ou alimentos. Entre os apostadores, 19% reduziram as compras em supermercados e 23% as de vestuário, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) de maio de 2024.

Nos lares que substituíram algum gasto por apostas, 47% reduziram despesas com alimentos, com impacto também em categorias como cerveja, biscoitos e refrigerantes, diz pesquisa da Nielsen.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O efeito também alcança itens essenciais: 41% dos apostadores de baixa renda entrevistados reduziram gastos com alimentos, higiene e medicamentos, de acordo com pesquisa do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa, um braço da Federação Brasileira de Redes Associativistas e Independentes de Farmácias, feito entre junho e agosto deste ano.

A perda da renda é maior quanto menor a renda da família. Entre os apostadores que ganham um salário-mínimo, a perda com bets é de 8% da renda. Já entre os participantes com renda de dois salários-mínimos, os gastos chegam a 4%. A perda da renda chega a 1% quando o apostador ganha seis ou mais salários-mínimos.

No entanto, a Medida Provisória pode caducar se não for aprovada pelo Congresso. Também pode ser revertida ou reduzida nos próximos meses, com o lobby das empresas de apostas, o que compromete a duração e intensidade dos efeitos.

O que pode comprometer a recuperação do varejo

Mas bets não são o único problema do varejo. A pesquisa da Eleven destaca que nem todo o dinheiro gasto com apostas agora será totalmente revertido para aumento no consumo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Muitos dos que começaram a apostar deixaram de pagar as contas. Na base da cooperativa de crédito Sicredi, por exemplo, a inadimplência foi 40% maior entre os apostadores em setembro deste ano.

Entre as pessoas que começaram a apostar em 2025, o atraso no cartão de crédito foi 38,7% maior e o limite de crédito 16% menor em relação a indivíduos comparáveis que não apostam, de acordo com levantamento da Stone em parceria com o Insper.

"Dessa forma, os dados sugerem uma relação relevante entre as apostas e o endividamento da população, embora não permitam estabelecer uma relação de causalidade, uma vez que o endividamento
pode tanto ser consequência quanto causa ao maior uso das bets", declara o analista Arthur Bonifácio no relatório da Eleven.

A conta dos juros altos

O valor gasto deve ser em parte revertido no pagamento das dívidas. E há um problema: com a elevada taxa de juros tornou essas dívidas atrasadas ainda mais caras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse cenário deve limitar a conversão desses recursos em consumo, diz o analista em relatório.

Para o JP Morgan, os juros altos são o principal fator que limita a recuperação do varejo, e esse cenário não deve mudar tão cedo. O banco divulgou ontem (30) um relatório em que reduziu suas estimativas para o setor, com corte no lucro de 2% na média.

Segundo o banco, os juros vão continuar altos mesmo que a Selic sofra alguns cortes. Os consumidores continuarão mais focados em pagar dívidas e em guardar dinheiro que em gastar com supérfluos. O desemprego mais baixo e a inflação em desaceleração podem ser pontos positivos, mas o aumento no preço de alimentos continuar a pressionar as famílias.

Ou seja, não há muitos motivos para acreditar em uma recuperação forte e rápida das receitas das varejistas ou de suas ações, embora os papéis estejam descontados em relação à média histórica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
30 de setembro de 2026 - 10:33
Sede do IRB (Re) 29 de setembro de 2026 - 14:11
Logo da Copasa (CSMG3), Companhia de Saneamento de Minas Gerais 29 de setembro de 2026 - 10:21
Escritório do banco BTG Pactual (BPAC11). 29 de setembro de 2026 - 10:00
Ambipar (AMBP3) 28 de setembro de 2026 - 19:34
Tupy 28 de setembro de 2026 - 19:24
Cartão do Nubank em um degrau branco. 28 de setembro de 2026 - 15:51
Em um fundo com a bandeira do Brasil, o logo da WEG aparece em primeiro plano 28 de setembro de 2026 - 15:15
caneta emagrecedora ID da foto:2238129168 28 de setembro de 2026 - 7:54
João Vitor Menin, CEO do Inter. Foto Divulgação 28 de setembro de 2026 - 6:14
Logo bancos nadadores competição 25 de setembro de 2026 - 14:35
25 de setembro de 2026 - 12:51
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar