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Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação
Após vencer a disputa pela compra da geradora de energia Emae - Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE3), a Sabesp (SBSP3) abocanhou uma nova fatia adicional na empresa.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a Sabesp celebrou contrato com o África Fundo de Investimento Multimercado Responsabilidade Limitada para adquirir 100% das cotas do Oceania Fundo de Investimento em Ações. A operação foi avaliada em cerca de R$ 171,6 milhões.
O movimento reforça a estratégia da companhia de consolidar sua presença na Emae, ampliando sua influência sobre os rumos do ativo.
Isso porque, na prática, o fundo tem um único ativo relevante: 3,4 milhões de ações ordinárias da empresa de energia. Esse volume corresponde a 23,17% das ações ordinárias da Emae e a 9,22% do capital social total.
De acordo com a Sabesp, o valor pago na transação segue o mesmo parâmetro definido na oferta pública de aquisição (OPA) das ações ordinárias da Emae.
O preço inicial da oferta era de R$ 49,47 por ação, valor que foi atualizado pela taxa Selic até 11 de março de 2026, chegando a R$ 50,38 por ação.
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O pagamento pela aquisição será realizado à vista em 13 de março de 2026, sem previsão de ajustes posteriores.
A nova aquisição ocorre poucos meses depois de outro movimento relevante da Sabesp na Emae.
Em janeiro deste ano, a companhia concluiu a compra de uma participação significativa na empresa ao adquirir cerca de 14,9 milhões de ações preferenciais da companhia junto à Axia Energia, antiga Eletrobras.
Na ocasião, a operação representou aproximadamente 40% do capital total da Emae e quase 67% das ações preferenciais da companhia.
Com a soma das operações realizadas neste ano, a Sabesp passou a deter aproximadamente 70% do capital social total da Emae, participação que agora é ampliada com a nova transação anunciada nesta quinta-feira.
A Emae opera um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica, localizado na região metropolitana de São Paulo, no rio Tietê.
Esse sistema é constituído de reservatórios, canais, usinas e estruturas associadas.
Ela promove a geração de energia, o controle de cheias e o fornecimento de água bruta para a concessionária de saneamento básico.
*Com informações do Money Times.
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