🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

Camille Lima
Camille Lima
6 de março de 2026
19:10 - atualizado às 18:08
A corrida dos bancos, entre Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3).
A corrida dos bancos, entre Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3). - Imagem: Dall-E/ChatGPT

No setor financeiro, eficiência sempre foi sinônimo de ROE. Mas a métrica “queridinha” do mercado pode esconder uma parte importante da história de cada banco, na visão do Safra.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os analistas, quando o lucro passa a ser analisado em relação ao risco que cada banco carrega no balanço, a fotografia muda — e alguns vencedores aparecem com mais clareza. 

Segundo levantamento do Safra, o Itaú lidera com folga entre os grandes bancos brasileiros, enquanto o Nubank se consolida como o destaque entre os digitais. Já Banco do BrasilSantander XP enfrentam um momento mais pressionado na disputa por rentabilidade. 

A mudança vem do uso do RoRWA, indicador que relaciona o lucro líquido aos ativos ponderados pelo risco. Traduzindo: ele mostra quanto cada banco consegue ganhar para cada unidade de risco assumido no balanço.  

Itaú abre vantagem entre os bancões 

Entre os grandes bancos tradicionais, o Itaú Unibanco (ITUB4) segue no topo do ranking de retorno ajustado ao risco. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o Safra, essa liderança começou a se consolidar principalmente ao longo dos últimos dois anos, quando o banco promoveu um processo relevante de limpeza do balanço.  

Leia Também

Entre 2023 e 2025, a instituição reduziu cerca de R$ 20 bilhões em ativos problemáticos, o que melhorou a qualidade da carteira e reduziu o consumo de capital regulatório. 

O impacto foi direto no indicador. Desde o segundo trimestre de 2024, o Itaú mantém o maior RoRWA entre os grandes bancos brasileiros, operando em um nível aproximadamente 40% acima da média dos incumbentes.  

Mesmo em um ambiente macroeconômico mais complexo — marcado por juros elevados e maior seletividade no crédito —, o banco conseguiu preservar disciplina na alocação de capital e eficiência operacional.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bradesco (BBDC4) começa a reagir  

Embora o Itaú lidere a corrida, o Bradesco (BBDC4) aparece como um dos bancos que mais avançaram recentemente no indicador. 

De acordo com o Safra, a instituição registrou a expansão mais consistente do RoRWA entre os grandes bancos nos últimos trimestres, reflexo de mudanças graduais na estratégia de crédito. 

Parte dessa melhora vem da recomposição da carteira, com maior peso de operações com garantia e menor consumo de capital.  

Ao mesmo tempo, a relevância da operação de seguros ajuda a equilibrar o modelo de negócios, já que esse segmento exige menos ativos ponderados pelo risco para gerar receita. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O avanço ainda não coloca o Bradesco no mesmo patamar do Itaú em eficiência ajustada ao risco, mas indica que o banco começa a recuperar parte do terreno perdido nos últimos anos. 

Banco do Brasil (BBAS3) perde tração 

No Banco do Brasil (BBAS3), a trajetória recente foi na direção oposta. Segundo o Safra, a deterioração da carteira ligada ao agronegócio pressionou o indicador de retorno ajustado ao risco, interrompendo um ciclo de melhora que vinha sendo observado até o início de 2023. 

Com mais de R$ 100 bilhões em ativos problemáticos, o RoRWA do banco recuou para o menor nível desde 2017.  

O momento mais delicado do Santander  

Entre os grandes bancos privados, o Santander Brasil (SANB11) atravessa o que os analistas classificam como uma das fases mais desafiadoras de sua trajetória recente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O aumento da participação de ativos problemáticos elevou a densidade de RWA dentro da exposição total do banco, um movimento que costuma anteceder pressões adicionais sobre a rentabilidade. 

Na prática, isso significa que uma parcela maior do balanço passou a carregar risco elevado — o que exige mais lucro para gerar o mesmo retorno ajustado ao risco. 

Para o Safra, esse cenário ajuda a explicar por que o Santander tem enfrentado mais dificuldade para acompanhar o ritmo de eficiência apresentado por alguns concorrentes. 

Nubank dispara entre os bancos digitais 

Se entre os bancões a liderança é do Itaú, no universo dos bancos digitais o destaque fica por conta do Nubank (ROXO34)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

fintech do cartão roxo ampliou sua vantagem sobre o Inter (INBR32) e consolidou uma posição dominante quando a análise leva em conta o retorno ajustado ao risco. 

Segundo o Safra, a forte expansão da lucratividade levou o RoRWA do Nubank para cerca de 10% no quarto trimestre de 2024 — um nível próximo ao pico histórico registrado pela XP em períodos de mercado particularmente favoráveis.  

O Inter também apresentou evolução relevante. O banco digital mais do que triplicou seu RoRWA nos últimos anos e se aproximou de patamares observados em instituições tradicionais como o Itaú. 

Mesmo assim, o Safra avalia que o teto estrutural de rentabilidade do Inter no longo prazo tende a ficar mais próximo dos incumbentes tradicionais do que do Nubank, o que limita o potencial de convergência entre os dois modelos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

XP perde eficiência enquanto BTG mantém vantagem 

No mercado de capitais, o indicador também ajuda a explicar mudanças no equilíbrio de forças. Desde 2021, a XP (XPBR31) registrou uma queda de quase 600 pontos-base em seu RoRWA.  

Segundo o Safra, parte desse movimento reflete mudanças no mix de receitas da companhia, com maior participação de negócios mais intensivos em capital — o que reduz o retorno ajustado ao risco.  

Embora um ambiente de mercado mais favorável possa ajudar na recuperação do indicador, os analistas avaliam que o diferencial estrutural entre XP e BTG diminuiu nos últimos anos. 

BTG Pactual (BPAC11), por sua vez, manteve uma trajetória mais estável de RoRWA, apoiada por um modelo de negócios considerado mais resiliente em diferentes ciclos macroeconômicos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Safra de olho na saúde da carteira dos bancos

O Safra também destaca uma tendência no setor bancário. Nos últimos cinco anos, a proporção de RWA de crédito em relação à carteira total vem caindo na maioria das instituições, especialmente em Itaú e Bradesco.  

Esse movimento reflete carteiras mais seguras e menor exposição a ativos problemáticos. 

O Santander aparece como a exceção. O aumento do peso desses ativos elevou a densidade de risco do balanço e reforçou algo que investidores conhecem bem: qualidade de crédito e rentabilidade caminham lado a lado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em dividendos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

NO RADAR DO CADE

Azul (AZUL53) colocou o carro na frente dos bois em negócio com a American Airlines? Entenda a denúncia de possível ‘gun jumping’

5 de março de 2026 - 15:01

O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)

SUBIU DEMAIS?

É o fim da linha para a Vale (VALE3)? XP diz que rali das ações está com os dias contados

5 de março de 2026 - 14:33

Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre

TECNOLOGIA NO CENTRO

A revanche dos bancões: como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander reagiram à invasão das fintechs — e por que agora a ‘guerra’ é outra

5 de março de 2026 - 14:01

Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade

OPORTUNIDADE

Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG

5 de março de 2026 - 11:07

O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

BENEFÍCIOS DE ELITE?

Luxo acessível? Revolut promete 120% do CDI, IOF zero e cartão premium para além da alta renda

5 de março de 2026 - 10:33

Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros

DINHEIRO À VISTA?

Uma nova solução: Raízen (RAIZ4) avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida; Shell entra com maior valor

5 de março de 2026 - 9:45

Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Vem mais dividendo por aí? Após produção recorde da Petrobras (PETR4), analistas revelam o que esperar do balanço do 4T25

5 de março de 2026 - 6:01

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025

CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar

4 de março de 2026 - 16:30

Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

ESTREIA NA BOLSA

Divisão de metais básicos da Vale (VALE3) quer estar pronta para o IPO até o meio do ano, diz CEO

4 de março de 2026 - 13:41

Após promessa de reorganização e corte de custos, a Vale Base Metals trabalha para deixar a operação pronta para uma eventual oferta pública antes do prazo inicialmente previsto para 2027

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar