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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

TOP PICKS

Petróleo sobe, mas Petrobras (PETR3) não é a preferida do BTG para lucrar; veja as queridinhas de óleo e gás do banco

Para o BTG, a situação financeira para as empresas do setor será mais apertada em 2026; veja quais são as empresas mais eficientes e que podem gerar mais retornos

Karin Salomão
Karin Salomão
19 de fevereiro de 2026
12:17
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/iStock/TebNad

Os preços de petróleo estão em alta, com preocupações com um possível conflito entre EUA e Irã. Isso pode significar ganhos para a Petrobras (PETR3/PETR4). Mesmo assim, a estatal não é a companhia preferida do BTG Pactual para investir no setor de óleo e gás.

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Depois da CEO Conference, evento do BTG Pactual, o banco se reuniu com a Petrobras, Brava (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3), mas manteve as suas preferidas: Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3).

O banco já havia mencionado as duas companhias como as queridinhas do setor; entenda as escolhas nesta matéria do Seu Dinheiro.

Para o BTG, a situação financeira para as empresas do setor será mais apertada em 2026, embora Petrobras e Brava estejam em boas condições operacionais.

A produção deve ser mais instável na Petrobras, que ainda sofre com o câmbio. A Brava está estabilizando sua produção nos campos offshore e se mantém atenta a melhorias no portfólio. Já a PetroReconcavo deve ter uma produção estável no ano.

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Por que escolher a Prio (PRIO3)

A Prio se destaca pelo crescimento dos seus projetos já existentes, eficiência operacional e o lançamento de uma possível política de dividendos.

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Os projetos da Prio estão em pleno desenvolvimento: a exploração no campo de Wahoo deve começar em março, e a empresa realizou iniciativas de redução de custos no campo de Peregrino. A empresa também continua em busca de novos projetos e poços para o futuro.

Para os investidores, os dividendos podem chegar já no segundo semestre deste ano, com um anúncio de uma política baseada na sua alavancagem, acreditam os analistas do banco.

Por que escolher a Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar está em um bom momento, com baixa endividamento, e se beneficiando do fortalecimento da rede Ipiranga.

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A rede de postos de combustíveis é um dos destaques, depois que o cenário para esse negócio melhorou consideravelmente no segundo trimestre de 2025, com o combate a redes de combustíveis irregulares.

Assim, a empresa deve se beneficiar com ganho de volumes e de participação de mercado, com a força da sua marca e serviço de qualidade.

Mesmo assim, a direção da Ultrapar ainda está conservadora em relação a possíveis conversões de postos, pois também consideram que o mercado de venda de combustíveis no Brasil está saturado, diz o BTG.

Então, no lugar de expandir por meio de novos postos, a empresa busca aumentar a eficiência nos locais onde já está, com ganhos de R$ 5 a R$ 10 por metro quadrado.

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Na Ultragaz, os diretores seguem buscando oportunidades de uso do seu capital para trazer mais valor, incluindo novos negócios, como fizeram com a Hidrovias.

O segredo é buscar os melhores projetos, com o maior retorno. Já quando não há projetos atraentes o suficiente disponíveis, a empresa costuma distribuir dividendos, o que também é uma vantagem para o investidor.

Dentro do portfólio, as prioridades de investimento incluem a rede Ipiranga e a Ultragaz, com menor intensidade de investimentos para a Ultracargo e a Hidrovias.

E a Petrobras?

Na Petrobras, o foco é na otimização dos custos. A empresa está focada em reduzir os custos de extração, renegociar contratos de aluguel e otimizar as plataformas paradas. No entanto, o dólar joga contra.

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Além disso, na estatal, novos campos começam a produzir, enquanto outros passam por manutenções programadas. Qualquer período de inatividade ou manutenção nessas grandes unidades afeta significativamente os números totais de extração.

O problema é que ela não fornece dados mais precisos sobre essas interrupções, o que atrapalha quem busca acompanhar seu desempenho, diz o banco.

A empresa espera manter sua política de dividendos inalterada, mesmo com o petróleo Brent a US$ 60 o barril. O BTG acredita que pagamentos extraordinários podem acontecer se o Brent ficar em torno de US$ 80 e os indicadores financeiros permanecerem saudáveis.

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