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DESEMPENHO OPERACIONAL

Petrobras (PETR4) confirma produção recorde em 2025; confira em detalhes os números antes do balanço

Dados do quarto trimestre de 2025 servem de termômetro para o desempenho financeiro da petroleira; que será divulgado em 5 de março após o fechamento do mercado

Fachada de prédio da Petrobras (PETR4)
Fachada de prédio da Petrobras (PETR4) - Imagem: iStock

A Petrobras (PETR4), um dos pesos pesados da bolsa brasileira, raramente sai do radar do mercado — e, na noite desta terça-feira (10), os holofotes se voltaram para o detalhamento do relatório de produção e vendas do quarto trimestre de 2025, já que a estatal havia antecipado o recorde de produção em janeiro.

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Considerado uma prévia do balanço, previsto para 5 de março, o relatório operacional mostrou que entre outubro e dezembro, a Petrobras aumentou a produção em 18,6% na comparação anual, alcançando uma média diária de 3,081 milhões de barris de óleo equivalente (boed), que inclui petróleo e gás natural.

Em relação ao terceiro trimestre, houve queda de 1,1%. No acumulado de 2025, a produção somou 2,960 milhões de boed, o que representa uma alta de 11,1% em relação a 2024.

A produção comercial média de óleo e gás ficou em 2,737 milhões de boed no quarto trimestre de 2025, alta de 19,6% frente ao quarto trimestre de 2024 e queda de 1,1% em relação aos três meses imediatamente anteriores.

Considerando o ano inteiro, a produção comercial média foi de 2,623 milhões de boed, crescimento de 11,5% na comparação com o ano anterior.

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Olhando apenas para o petróleo, a produção média da estatal avançou 19,8% entre outubro e dezembro de 2025 na comparação anual, para 2,504 milhões de barris por dia (bpd). Em relação ao trimestre anterior, houve queda de 0,6%.  

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No ano, a produção de petróleo somou 2,396 milhões de bpd, um aumento de 11,3% na comparação com 2024.

Já a produção média de gás natural totalizou 577 milhões de boed no quarto trimestre de 2025, aumento de 13,8% frente a um ano antes e baixa de 2,9% na comparação trimestral. No total de 2025, a produção de gás natural foi de 564 milhões de boed, alta de 10,2% ante 2024.

No pré-sal, a Petrobras conseguiu extrair, em média, 2,114 milhões de bpd entre outubro e dezembro, um avanço de 20,1% em relação ao quarto trimestre de 2024 e queda de 0,1% na comparação com o trimestre anterior.

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Ao longo de 2025, a extração no pré-sal foi de 2,020 milhões de bpd, alta de 11,4% em relação a 2024.

Segundo a companhia, os fatores para o desempenho foram:

  • Aumento da capacidade de produção dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias;
  • Manutenção do topo de produção do FPSO Sepetiba;
  • Ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão;
  • Maior eficiência operacional, 3,6 pontos percentuais acima do resultado de 2024, principalmente nas plataformas da Bacia de Santos;
  • Menor volume de perdas com paradas para manutenção na Bacia de Campos;
  • Maior produção de líquidos de gás natural (LGN), impulsionada pelo aumento da eficiência da UPGN do Complexo de Energias Boaventura/Rota 3.

“Neste ano, colocamos em operação 44 novos poços produtores marítimos, sendo 22 na Bacia de Santos e 22 na Bacia de Campos e alcançamos um marco histórico na produção offshore ao interligar 77 poços, dentre produtores e injetores, consolidando um novo patamar de eficiência operacional”, destacou a Petrobras.

As vendas no 4T25

Além da produção, o relatório operacional da Petrobras também trouxe os números de vendas no quarto trimestre.

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O volume total de derivados comercializado no mercado interno subiu 0,7% entre outubro e dezembro na comparação anual, para 1,771 milhões de barris por dia (Mbpd). No consolidado do ano, houve alta de 1,6% em relação a 2024, para 1,747 Mbpd.

No diesel, as vendas cresceram 7,7% entre outubro e dezembro na comparação com o mesmo período de 2024, e caíram 2,7% em relação aos três meses anteriores, para 787 mil bpd.

Já a gasolina registrou queda de 0,5% frente ao quarto trimestre de 2024, para 430 mil bpd, mas avançou 7,0% na comparação trimestral. No resultado de 2025, houve alta de 2,0% ante 2024, para 409 mil bpd.

No período, a Petrobras registrou 196 mil bdp em vendas de gás natural no quarto trimestre de 2025, uma queda de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e baixa de 2% ante o terceiro trimestre de 2025. No ano, houve redução de 9,2%, para 187 mil bpd.

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Exportações da Petrobras

As exportações da Petrobras subiram 78,6% no quarto trimestre de 2025 em base anual, para 1,236 milhão de bpd. No fechamento de 2025, as exportações somaram 978 milhões de bpd — alta de 22,6% em relação a 2024.

Os embarques de petróleo avançaram 96,7% frente ao quarto trimestre de 2024, para 999 mil bpd, e o volume exportado cresceu 22,7% na comparação com o trimestre anterior. No fechamento de 2025, as exportações de petróleo atingiram 765 mil bpd, um aumento de 27,1% em relação ao ano anterior.

A China foi o principal destino das exportações de petróleo no quarto trimestre de 2025, respondendo por 52% do total vendido ao exterior — acima dos 30% registrados no quarto trimestre de 2024.

Já as exportações para os Estados Unidos ficaram em 4º lugar, com 3% do total, atrás de China, Europa e América Latina.

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“O crescimento das exportações líquidas no 4T25 decorreu do aumento nas vendas externas de petróleo, impulsionado pela maior produção, menor processamento nas refinarias e menor venda de óleo no mercado interno”, diz a estatal no relatório.

Importações

Do lado das importações, o volume aumentou 66,7% no quarto trimestre de 2025 na comparação anual, para 395 mil bpd, e subiu 25,8% frente aos três meses anteriores. No total de 2025, o volume registrado foi de 332 bpd, o que representa uma alta de 11% em relação a 2024.

A compra de diesel subiu 341,2% no quarto trimestre de 2025 ante o mesmo período de 2024, para 150 mil bpd, e avançou 24% em relação ao período imediatamente anterior. No total de 2025, houve alta de 91,7% em relação a 2024, para 115 mil bpd.

A importação de GLP, por sua vez, recuou 21,6% entre outubro e dezembro de 2025 em base anual, para 40 mil bpd. Na comparação trimestral, houve alta de 53,8%. No ano, a importação de GLP caiu 18,6%, para 48 mil bpd.

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