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Empresa do setor aeronáutico pagou voluntários para testar escorregadores de evacuação usados em emergências, exigidos por normas internacionais de segurança

Tem trabalho que parece brincadeira. Cerca de 120 voluntários participaram de testes controlados de escorregadores de evacuação de aeronaves — aqueles usados em situações de emergência —, mas sem o risco de um incidente real. Pelo trabalho, eles receberam US$ 30 por hora (cerca de R$ 160), em uma iniciativa conduzida pela Collins Aerospace, uma das principais fornecedoras da indústria aeronáutica.
A empresa fabrica desde assentos executivos até sistemas de cabine, sendo uma das líderes no desenvolvimento de sistemas infláveis de evacuação, popularmente conhecidos como escorregadores de emergência.
Esses equipamentos precisam passar por avaliações frequentes para garantir que, em uma situação real, sejam capazes de retirar todos os passageiros da aeronave em até 90 segundos — tempo máximo exigido pelas normas internacionais de aviação.
Os testes foram conduzidos na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos.
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Para selecionar os participantes, a companhia contratou a agência de recrutamento Aerotek. Os voluntários receberam capacetes e equipamentos de proteção e tiveram como principal tarefa descer pelos escorregadores o mais rápido possível.
O grupo reuniu tanto pessoas sem qualquer experiência prévia no setor aéreo quanto participantes que já haviam integrado testes semelhantes no passado.
Os escorregadores mais modernos contam com tecnologia capaz de detectar a distância até o solo e ajustar automaticamente o comprimento, otimizando o processo de evacuação. Ainda assim, os fabricantes precisam comprovar que esses sistemas atendem a exigências regulatórias cada vez mais rigorosas.
A Federal Aviation Administration (FAA), por exemplo, determina que os escorregadores funcionem mesmo sob ventos de até 25 nós e chuvas intensas de até 25 milímetros por hora. Além disso, os equipamentos devem operar em condições extremas de temperatura, que vão de -54°C a 71°C. Segundo a Collins, seus sistemas conseguem inflar completamente em até seis segundos.
Há também diferenças importantes entre os modelos utilizados nas aeronaves. Em aviões de menor porte, como o Boeing 737, os escorregadores são relativamente simples.
Já em aeronaves widebody, como o Boeing 777, são usados escorregadores duplos mais complexos, projetados para funcionar também como botes salva-vidas, com cobertura integrada e suprimentos de emergência a bordo.
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