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A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura
Em meio a uma seca de cinco anos de IPOs (ofertas iniciais de ações) na B3, a Aegea avança para uma possível abertura de capital na bolsa brasileira. Nesta quinta-feira (26), a empresa de saneamento comunicou que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovou a conversão do registro de valores mobiliários para a categoria "A".
Na prática, essa categoria é o tipo de registro que permite que uma empresa emita ações na bolsa. Ou seja, isso representa um primeiro passo caso a companhia queira, de fato, realizar um IPO.
A Aegea destacou no comunicado que "nesta data, não há qualquer decisão formal sobre a realização da oferta, bem como sobre seus termos e condições". Isso porque a operação ainda está sujeita a aprovações — incluindo a dos sócios envolvidos — e a condições favoráveis do mercado.
Ainda assim, a companhia afirma que essa é "uma uma etapa relevante no planejamento estratégico, ampliando a flexibilidade para acessar o mercado de capitais".
Em dezembro de 2025, a Aegea já havia anunciado que iniciou o processo para contratação de assessores financeiros e legais para um possível IPO, além do pedido de conversão para a CVM, que foi aprovado nesta quinta (26).
Entre os sócios da companhia estão a Equipav, empresa de saneamento que detém 68,69% do capital votante da Aegea, o fundo soberano de Singapura (GIC), com 20,40%, e a Itaúsa, que possui 10,91%.
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De acordo com a Aegea, a empresa está presente em 892 cidades em 15 estados brasileiros. Criada em 2010, atualmente detém 37% do market share do setor privado, atendendo mais de 39 milhões de brasileiros.
Além das discussões sobre o IPO, a Aegea também tem a Copasa (CSMG3) na mira em meio ao processo de desestatização da companhia mineira.
Em evento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que aconteceu no início de fevereiro, o presidente da Aegea, Radamés Cassab, afirmou que a empresa acompanha de perto a privatização da Copasa.
“Estamos na expectativa dos documentos e da modelagem. Tem muita discussão pública ainda acontecendo em Minas Gerais”, disse.
“É um ano difícil, a Selic ainda está a 15% ao ano. Vamos esperar as condições para definir a participação da Aegea. Nossa natureza é saneamento, então vamos estudar todos os projetos sempre na trilha da responsabilidade na alocação de capital”, acrescentou no evento.
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