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Os debenturistas podem receber de R$ 94,9 milhões a R$ 174,2 milhões, segundo as regras, para a amortização ou resgate das debêntures
A Americanas (AMER3) declarou que pretende vender diversos imóveis, principalmente para pagamentos de debêntures. São ativos que não entraram, inicialmente, no plano de recuperação judicial da companhia e que têm um valor total estimado entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões — a empresa não detalhou quais são.
Cerca de 65% do que exceder R$ 200 milhões da venda de ativos será direcionado à amortização extraordinária ou ao resgate antecipado de debêntures.
Ou seja, os debenturistas podem receber de R$ 94,9 milhões a R$ 174,2 milhões, segundo as regras, para a amortização ou resgate das debêntures.
A decisão foi tomada em assembleia realizada ontem (23) pela tarde, com os debenturistas da 22ª emissão da empresa. Eles são responsáveis por 71,74% de todos os papéis dessa classe emitidos pela varejista.
Leia também: Investidores da Americanas (AMER3) cobram R$ 12,8 bilhões e tentam fazer ex-controladores pagarem a conta da fraude
O valor da venda desses imóveis não será computado para o limite de alienação de outros bens da companhia, definido no plano de recuperação. Isso permite que a empresa continue vendendo outros ativos permanentes até o limite de R$ 200 milhões sem que isso ative obrigatoriamente essa regra específica de repasse aos debenturistas.
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A empresa também foi autorizada pelos credores a aportar até R$ 75 milhões em fundo de investimento em direitos creditórios.
No fim de janeiro, a Americanas divulgou um crescimento no caixa da companhia, que encerrou 2025 em cerca de R$ 942 milhões, mas nova queda no número de clientes ativos, em meio a uma base de lojas menor.
O caixa da companhia em dezembro representa um crescimento de cerca de 46% em relação a janeiro do ano passado, segundo o relatório publicado pela empresa.
Mas a base de clientes ativos recuou em dezembro a 40,83 milhões ante 41,71 milhões em novembro e 47,9 milhões em abril, pico do ano passado. A base de clientes encolheu por oito meses seguidos até dezembro, segundo os dados.
Com Money Times
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