O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Marcelo Noronha sustenta a estratégia step by step e afirma que acelerar agora pode custar caro no futuro. Veja o que disse o executivo.
O Bradesco (BBDC4) voltou a crescer, recuperou rentabilidade e atravessou o custo de capital — mas, mesmo assim, o mercado torceu o nariz. Após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025, as ações caíram forte, pressionadas pela leitura de que o banco foi cauteloso demais no guidance para 2026. Do outro lado da mesa, o CEO Marcelo Noronha reforça: “a gente não tem medo de desafio”.
Em entrevista com jornalistas na sede do Bradesco, na Cidade de Deus, em Osaco (SP), o executivo afirmou que já esperava um dia difícil na bolsa. Por volta de 11h40, as ações BBDC4 recuavam 3,97%, cotadas a R$ 20,31.
Ainda assim, fez questão de sustentar o discurso: o plano está em execução, segue consistente — e não será ajustado ou acelerado só para agradar expectativas de curto prazo.
“Não diria que somos conservadores. Estamos dentro de uma banda. Se atingirmos o topo dessa banda, chegamos exatamente aonde o mercado espera”, afirmou. “À medida que o período avança, o grau de convicção aumenta e podemos estreitar as projeções.”
A lógica por trás do discurso é a mesma reforçada ao longo dos últimos dois anos: o Bradesco prefere avançar passo a passo, consolidando cada etapa da recuperação antes de prometer números mais agressivos.
É o famoso “step by step” repetido à exaustão pela administração — e que, segundo o CEO, os investidores já entenderam. O problema é que sempre querem mais.
Leia Também
“Se seguirmos apenas a onda do mercado, não entregamos o resultado e ainda perdemos o sono”, disse Noronha, em uma alfinetada direta à régua elevada de expectativas. “A gente não promete. A gente entrega.”
Na visão do CEO, a rentabilidade é o melhor exemplo dessa filosofia. No quarto trimestre de 2025, o Bradesco entregou um ROE de 15,2%, acima do custo de capital — um marco importante dentro do processo de reconstrução.
“ROE não se promete. Ele vem”, afirmou o executivo. “Não entregaremos nada menor do que isso. Será disso para cima.”
Nas palavras de Noronha, o banco venceu uma etapa fundamental ao voltar a gerar retorno acima do custo de capital, mas esse não é o ponto final da jornada. O próximo step, segundo ele, é crescer ainda mais.
E investimentos, deixou claro, não vão faltar. O Bradesco seguirá colocando dinheiro em tecnologia, modernização de sistemas e transformação operacional, de acordo com o CEO.
A leitura interna é que esses gastos pressionam o curto prazo, mas são essenciais para sustentar crescimento de faturamento e competitividade no médio e longo prazo.
“Temos penetração, base de clientes, time engajado e processos. Crescemos em todas as frentes da carteira de crédito. Isso não acontece por acaso”, disse o CEO.
Para 2026, o banco projeta crescimento da carteira de crédito entre 8,5% e 10,5%. Mas as alavancas variam de acordo com o segmento.
No público de alta renda — Principal e Prime —, o foco está em aprofundar o relacionamento e aumentar o share of wallet, isto é, a participação na carteira do cliente. Já no universo de pequenas e médias empresas (PMEs), a ambição é ganhar mercado.
“O Bradesco não só reforçou a liderança como continuou crescendo”, afirmou Noronha. “Isso não é obra divina. Deus ajuda quem trabalha.”
Segundo o CEO, o crescimento só foi possível porque o banco construiu uma unidade de crédito robusta, com modelos mais modernos e uma carteira de qualidade superior. Sem isso, diz ele, a expansão simplesmente não teria ocorrido.
Outro vetor relevante está no crédito consignado — especialmente no novo consignado privado. Embora o Bradesco já seja o maior banco privado nesse segmento, sua participação no consignado do setor privado ainda é de apenas 6%.
“É uma grande oportunidade. Não temos nada a perder e tudo para ganhar”, disse Noronha.
A cautela, porém, segue como orientação no Bradesco. O banco prefere avançar gradualmente a se expor a públicos de risco elevado.
“Preferimos o step-by-step a arriscar em públicos de altíssimo risco. Não vejo um surto de inadimplência no mercado, exceto para quem operou em segmentos de maior risco sem bons modelos”, acrescentou.
O foco em clientes de renda mais alta também permanece. A expectativa é encerrar 2026 com mais de 800 mil clientes no segmento Principal, enquanto o banco digital deve alcançar a marca de 40 milhões de clientes.
No lado das receitas, as principais apostas estão em cartões — especialmente para clientes de média e alta renda —, consórcios e mercado de capitais.
Apesar do recente fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira, Noronha não enxerga uma reabertura consistente da janela de aberturas de capitais (IPOs) na B3 no curto prazo. “O espaço para IPO é pequeno. Tudo depende de preço”, afirmou. “Vejo espaço para follow-ons.”
Na avaliação do CEO, há apetite do investidor estrangeiro por ativos brasileiros, desde que exista preço atrativo e consistência na entrega dos resultados. Um cenário macroeconômico mais favorável no segundo semestre — especialmente com o olhar já voltado para 2027 e o ciclo eleitoral — poderia melhorar o ambiente.
Para isso, porém, o Brasil precisaria avançar em um ponto estrutural: o fiscal. Segundo Noronha, uma perspectiva de estabilização da dívida pública para 2027 ou 2028 “mudaria completamente o humor do mercado”.
Enquanto isso não acontece, a palavra de ordem é cautela. A administração reconhece que 2026 tende a ser um ano de maior volatilidade e, por isso, evita apostar todas as fichas. Ainda assim, vê espaço para “surpresas positivas” em áreas como o mercado de dívida (DCM) e o de ações (ECM).
O tema de riscos também esteve na pauta. Questionado sobre os impactos da crise do Banco Master e a recomposição do caixa do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), Noronha preferiu não entrar em detalhes.
Disse apenas que o assunto ainda está sendo discutido no Banco Central e no próprio FGC, sem definições claras sobre eventuais contribuições adicionais dos grandes bancos.
No campo político, o CEO reconhece que o ciclo eleitoral pode aumentar a volatilidade e pressionar temporariamente o mercado de capitais. Ainda assim, não vê como cenário-base um desarranjo fiscal extremo capaz de afetar estruturalmente os resultados do Bradesco.
Lucro cresce pelo oitavo trimestre seguido e ROE supera o custo de capital, mas ADRs caem em Wall Street; veja os destaques do balanço
Megafusão de mais de US$ 260 bilhões sai de cena após empresas não conseguirem chegar a um acordo que beneficiasse os acionistas
Rumores de um possível pedido de Chapter 11 da Braskem Idesa, petroquímica mexicana controlada pela companhia, pressionam as ações hoje
Spotify anuncia parceria com a Bookshop.org para vender livros físicos em seu aplicativo.
Uma única ferramenta derrubou as ações da Totvs (TOTS3) em cerca de 20% em dois dias. Investidores venderam a ação em meio a temores de que o avanço da inteligência artificial tire espaço dos programas da empresa de tecnologia brasileira. No entanto, segundo o Itaú BBA e o Safra, a queda pode ser uma oportunidade […]
Segundo a empresa dona do ChatGPT, a tecnologia será capaz de executar tarefas reais do dia a dia, indo além de testes isolados
A Ciabrasf ficou conhecida no mercado como a provedora de serviços fiduciários da antiga Reag Capital, alvo de operações da PF no ano passado
Trocas no alto escalão ocorrem menos de dois meses após o conselho reafirmar a atual gestão; conselho e diretoria também passaram por mudanças
A Tesla, de Elon Musk, encerrou a produção dos modelos S e X para focar em robôs humanoides.
Margens resilientes, ROE elevado e disciplina de custos sustentam o Itaú no topo. Mas ainda há espaço para upside nos múltiplos?
Em coletiva com jornalistas sobre o balanço do quarto trimestre, Milton Maluhy Filho afirma que o sistema terá de pagar a conta — e critica plataformas que empurraram risco ao investidor
Os acionistas poderão vender suas ações preferenciais pelo preço de R$ 11,45 por lote de 1.000 ações. Para participar, é necessário declarar interesse na OPA
O novo executivo da empresa deixa a Azzas 2154, onde atuava até então como presidente da unidade de calçados
Em comunicado, a companhia afirmou que a alteração do código também marca um novo estágio de maturidade da Riachuelo
Robson Amorim, Felipe Silva, Felipe Tiozo e Luan Cavallaro se conheceram quando ainda eram crianças e,, impulsionados pela necessidade de aprender inglês, criaram o BeConfident.
Para analistas, o 4T25 pode marcar novo capítulo da reestruturação e abrir espaço para o banco acelerar investimentos. Veja as previsões do mercado
Ao todo, foram negociados R$ 3,3 bilhões em dívidas com grandes instituições financeiras
Lançamento da Anthropic automatiza tarefas nas áreas jurídica, comercial, marketing e análise de dados, segmentos em que empresas como a Totvs concentram boa parte de seus ganhos
O resultado veio acima das expectativas de analistas de mercado; confira os indicadores
Advogados do ex-atleta alegam que ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos.