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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

DE NOVO

Vem mais uma recuperação aí? Lupatech (LUPA3), fabricante para o setor de óleo e gás, busca medida cautelar de urgência, e ações caem na bolsa

A companhia, que saiu de uma recuperação judicial três anos atrás possui negócios na produção de cabos, válvulas industriais e outros materiais, principalmente para o setor de exploração de petróleo e gás

Karin Salomão
Karin Salomão
16 de março de 2026
10:52 - atualizado às 10:47
Imagem: iStock/phakphum patjangkata

A Lupatech (LUPA3) busca proteção contra credores. A fabricante de válvulas para o setor de óleo e gás informou que ajuizou nesta segunda-feira (16), após aprovação de seu conselho, uma tutela de urgência cautelar em caráter antecedente ao pedido de recuperação extrajudicial ou judicial.

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Em setembro de 2025, a companhia tinha R$ 171,43 milhões em dívida líquida. Com isso, as ações abriram o dia em queda. Por volta das 10h45, a queda é de 7,83%.

Segundo fato relevante, a empresa também iniciou um procedimento de mediação junto ao Centro de Mediação do Instituto Recupera Brasil. “As medidas têm como objetivo promover o equacionamento das obrigações da companhia”, afirmou a empresa.

O grupo acrescentou que as decisões precedem o pedido de recuperação extrajudicial ou judicial, que será apresentado posteriormente, “a depender do desenvolvimento da negociação com os credores”.

A companhia possui negócios na produção de cabos, válvulas industriais e outros materiais, principalmente para o setor de exploração de petróleo e gás, nos estados do RS, SP e BA.

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Não é a primeira tentativa de recuperar a Lupatech

Em 2023, a empresa encerrou  um processo de recuperação judicial que durou quase dez anos, após uma crise desencadeada pela Operação Lava Jato.

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Ela tentou uma recuperação extrajudicial em 2014, com uma dívida de 85% do valor do seu patrimônio. No entanto, enfrentou diversos problemas, como a Operação Lava Jato, a queda de 50% no preço do petróleo e a desistência do interessado em comprar seu principal ativo.

Em 2015, pediu recuperação judicial, mas só teve o processo aprovado em fevereiro de 2017. Reduziu seus investimentos de forma brutal e viu as vendas despencarem.

Durante o processo, converteu 85% de sua dívida em ações, encerrou sua divisão de serviços petroleiros com a demissão de 1.800 funcionários e venda de sua unidade na Colômbia e de ativos na Argentina.

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Aos poucos, no entanto, conseguiu retomar as receitas nos seus negócios de cabos e de válvulas — uma de suas maiores clientes é a Petrobras.

Mesmo assim, dezenas de tentativas de captação de dívida e capital foram frustradas ou insuficientes. "Por isso a empresa apenas consegue linhas de curto prazo lastreadas em recebíveis, que são voláteis e podem desaparecer", diz a companhia em sua apresentação de resultados do terceiro trimestre de 2025.

Além disso, "o cenário de juros altos do país tem sido um importante detrator desses esforços de desmobilização de ativos e captação, que vem sendo empenhados em paralelo às tratativas para reorganização do endividamento", afirmou a empresa.

Cerca de 18,45% do seu capital social está nas mãos do fundo de investimentos Arara Azul, 8,95% estão com o investidor Jose Maria de Oliveira e Silva e 5,09% com o investidor Antonio Amaral Vilas Boas Neto. Os 67,51% restantes estão distribuídos no mercado financeiro.

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Com Money Times

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