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Seis anos após crise contábil, resseguradora tenta consolidar virada enquanto enfrenta novas arbitragens de acionistas
Seis anos depois da carta que abalou o mercado e expôs inconsistências contábeis, o IRB (IRBR3) tenta consolidar sua virada. No quarto trimestre de 2025, a resseguradora registrou lucro líquido de R$ 143 milhões, alta de 27,4% na comparação anual.
No acumulado do ano, o resultado chegou a R$ 504,8 milhões, avanço de 35,5% em relação a 2024.
Os números, por si só, já sinalizam uma operação mais equilibrada. Mas o que realmente chama atenção nesta nova fase é o anúncio que acompanha o balanço: a volta dos dividendos.
Após cinco anos sem remunerar acionistas, o IRB anunciou que pretende retomar a distribuição de proventos.
“No ano de 2025 celebramos um marco importante que consolida a retomada da companhia para a rentabilidade: após 5 anos, o IRB(Re) volta a distribuir dividendos”, disse a empresa, em nota no balanço.
A proposta de distribuição ainda será detalhada pela administração e submetida à aprovação dos acionistas em assembleia marcada para 31 de março.
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Segundo o IRB, o desempenho de 2025 é resultado de três vetores principais: disciplina na subscrição de riscos, alocação estratégica dos ativos financeiros e um ambiente de juros mais altos ao longo do ano, que favoreceu o resultado financeiro.
A estratégia manteve o foco no Brasil — mercado no qual o IRB é líder e onde enxerga espaço para expansão da “proteção” securitária. A empresa afirma estar investindo em soluções e novos produtos para ampliar a penetração do seguro no país.
No exterior, o IRB mantém exposição relevante na América Latina, onde vê oportunidade de ganhar escala, e aponta a Europa como região para “desenvolver relacionamentos e subscrever riscos selecionados”.
O índice de sinistralidade caiu para 51,6% no quarto trimestre, 12,4 pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2024. No acumulado do ano, ficou em 57,4%, recuo de 6,5 p.p.
A melhora é atribuída a uma precificação mais adequada e à maior diversificação de linhas e geografias.
Por sua vez, o resultado de underwriting — o coração do negócio de resseguros — foi positivo em R$ 292,8 milhões, crescimento de 64,7% na comparação anual.
Já o índice combinado total, que reúne sinistralidade, comissões e despesas, caiu cerca de 5 pontos percentuais, para 94,3% em 2025.
Nem tudo, porém, foi expansão. Segundo o IRB, o crescimento do prêmio total foi limitado por dois fatores relevantes: a “limpeza” da carteira de Vida, considerada pouco rentável, e a crise no agronegócio, marcada por inadimplência elevada e pedidos de recuperação judicial, que afetaram o volume de prêmios de seguro e resseguro.
Fevereiro marca também o aniversário de seis anos da carta da Squadra Investimentos que colocou em xeque os números do IRB.
Em 2020, a gestora publicou uma análise sobre o balanço do terceiro trimestre de 2019 e estimou que, sem itens considerados extraordinários, a companhia teria registrado prejuízo de R$ 112 milhões no período — e não o lucro divulgado.
Meses depois, o próprio IRB confirmou inconsistências contábeis. Vieram trocas na administração, duas capitalizações e um longo processo de reestruturação operacional e reputacional.
Desde então, a companhia tenta reconstruir a confiança do mercado, trimestre após trimestre.
Os dividendos prometidos agora funcionam como um selo dessa nova fase. Mas o passado ainda não saiu completamente do radar.
Junto com o balanço, o IRB informou que antigos acionistas iniciaram um novo processo de arbitragem no valor de R$ 320 milhões.
A ação é liderada por 74 pessoas jurídicas, incluindo fundos ligados a Santander, Western Asset, Bradesco e Verde.
Os investidores alegam ter sofrido prejuízos com a desvalorização das ações devido à “violação do dever de informação associada a eventos ocorridos entre fevereiro e março de 2020” e pedem indenização por perdas e danos.
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