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O comunicado da instituição não informou se o Palmeiras será afetado pelo processo de recuperação judicial

O Grupo Fictor protocolou, neste domingo (1º), um pedido de recuperação judicial para a Fictor Holding e a Fictor Invest no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo comunicado divulgado pela companhia, o objetivo é assegurar o pagamento de compromissos financeiros, que somam cerca de R$ 4 bilhões.
No pedido, o grupo solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias. Além disso, afirmou que pretende quitar os valores devidos sem nenhum deságio.
Vale lembrar que a Fictor estampa as costas das camisas dos times de futebol masculino e feminino do Palmeiras desde o fim de março do ano passado. A empresa também figura como principal patrocinador das categorias de base palestrinas.
O comunicado da instituição não informou se o Palmeiras será afetado pelo processo de recuperação judicial. Confira os detalhes do envolvimento do grupo com o time de futebol aqui.
Segundo o site da empresa, o grupo atua com participações e investimentos na indústria alimentícia, infraestrutura e serviços financeiros, com presença também em Miami e Lisboa.
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O portfólio da Fictor é composto atualmente por oito empresas. Uma delas, a Fictor Alimentos S.A, é listada na B3 com o ticker FICT3.
Às vésperas da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, a holding de investimentos Fictor fez uma proposta para a aquisição do Banco Master, que incluiria aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforço da estrutura de capital da instituição.
Porém, com a liquidação da instituição controlada por Daniel Vorcaro, a operação foi por água abaixo.
Segundo o comunicado enviado à imprensa, foi justamente a proposta que causou a crise vivida pelo Grupo Fictor hoje.
"Um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding", afirmou o grupo em nota.
Com a crise, o Grupo Fictor colocou em prática um plano e reestruturação que, de acordo com a instituição, incluiu uma diminuição de sua estrutura física e corpo de colaboradores.
O grupo afirma ter realizado esse movimento antes do pedido de recuperação judicial para proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o recebimento das indenizações trabalhistas.
Além disso, informou que o pedido de recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que devem seguir com suas rotinas, contratos e projetos.
Com Money Times
*Matéria em atualização
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