Construtoras de alta renda podem gerar retorno de até 44%, segundo a XP; analistas dizem qual é a ‘estrela’ do setor
Analistas da XP apontam quais são as perspectivas para as construtoras de alta renda em 2026 e os desafios que o investidor pode esperar

A XP Investimentos acredita que as ações de construtoras focadas no segmento alta renda podem gerar lucros de até 44% para os investidores. Entre as empresas do setor, a corretora tem recomendação de compra para cinco papéis e definiu qual é o favorito para ter em carteira: a Cyrela (CYRE3).
Em relatório, a corretora apontou que a Cyrela iniciou 2026 com uma operação diversificada, menos dependente do cenário macroeconômico do que as concorrentes, com histórico sólido e negociada a um “atraente” P/L (preço sobre lucro) de 5,7 vezes.
Segundo os analistas Ygor Altero e João Rodrigues, após quase dobrar o volume de lançamentos nos últimos dois anos, a companhia deve começar um ciclo de forte crescimento de receitas até 2027, quando o ritmo tende a se estabilizar.
De acordo com a dupla, no curto prazo, esse movimento pode até pressionar a alavancagem, mas a expectativa é de melhora à medida que o lucro líquido e a geração de caixa avancem.
Os analistas elevaram o preço-alvo das ações de R$ 37 para R$ 42, o que implica potencial valorização de 36% em relação aos atuais R$ 31,55.
Altero e Rodrigues projetam um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 19% em 2026 e esperam que a geração de caixa livre ganhe força a partir de 2028, abrindo espaço para maior distribuição de dividendos.
Leia Também
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
Lavvi (LAVV3) ocupa o segundo lugar do pódio
A dupla apontou a Lavvi (LAVV3) como a segunda preferência dentro do segmento de média e alta renda, destacando que a companhia tem apresentado um dos maiores ROEs do setor, mas mantendo uma abordagem conservadora que limita os riscos de execução.
“Esperamos que a empresa entre em uma nova fase de crescimento em 2026, aumentando os lançamentos em 38%”, afirmaram os analistas, que elevaram o preço-alvo dos papéis de R$ 17 para R$ 26, indicando potencial de alta de 44%.
A XP também vê a Novvo — marca da Lavvi voltada à baixa renda — ganhando relevância ao longo do tempo, após o seu ciclo inicial e curva de aprendizagem, atingindo potencialmente cerca de um terço dos lançamentos do grupo.
Já a unidade de alta renda deve seguir apostando em produtos lançados com parceiros, e privilegiando a rentabilidade e a rotação de ativos.
“A partir de 2027, esperamos que a Lavvi atinja a sua velocidade de cruzeiro, o que se deverá traduzir em uma geração de cash-flow mais forte e potencialmente um maior pagamento de dividendos.”
XP aponta qual é o desafio do setor em 2026
No relatório, a corretora afirmou que o desafio mais importante que as construtoras do segmento podem enfrentar este ano é equilibrar corretamente a oferta e a demanda.
Com juros ainda elevados e o ambiente eleitoral no radar, a XP avalia que potenciais compradores podem adiar decisões enquanto aguardam maior clareza sobre o cenário fiscal e a trajetória das taxas brasileiras.
“Observamos uma mudança inicial por parte das incorporadoras no sentido de aumentar sua exposição ao segmento de renda média, com o objetivo de se beneficiar de uma possível melhora no segmento, caso os juros caiam até o momento da entrega das unidades”, disse a casa.
“No entanto, a visibilidade desse cenário permanece limitada, e acreditamos que o crescimento deve ser seletivo, a fim de atender à demanda certa para o ano.”
Quais são as perspectivas para as outras construtoras?
A XP atualizou as estimativas para outras construtoras e incorporadoras voltadas à alta renda. Para a Moura Dubeux (MDNE3), os analistas elevaram o preço-alvo das ações de R$ 31 para R$ 38 e mantiveram a recomendação de compra.
A avaliação reflete o avanço consistente nos lançamentos e a estratégia de diversificação da companhia, incluindo a parceria com a Direcional (DIRR3) para ampliar a atuação no segmento de habitação popular.
No caso da Eztec (EZTC3), a casa manteve o preço-alvo em R$ 19, com recomendação neutra. Apesar do múltiplo atrativo — com os papéis negociando a cerca de 5,1 vezes o lucro projetado para 2026 —, o retorno sobre o patrimônio ainda baixo e as incertezas relacionadas às vendas de imóveis comerciais sustentam uma postura mais cautelosa.
Já para a Even (EVEN3), o preço-alvo subiu de R$ 8 para R$ 10, com recomendação de compra. Segundo a XP, a empresa segue focada em produtos de nicho voltados ao público de maior renda, baseados em grandes aquisições de terrenos.
Confira as recomendações da XP:
| Ticker | Recomendação | Preço-alvo (R$) | Preço atual (R$) | Upside (%) |
|---|---|---|---|---|
| CYRE3 | Compra (top pick) | 42,00 | 31,55 | 36% |
| LAVV3 | Compra | 26,00 | 18,31 | 44% |
| EZTC3 | Neutra | 19,00 | 15,44 | 23,1% |
| MDNE3 | Compra | 38,00 | 32,64 | 16,4% |
| EVEN3 | Compra | 10,00 | 8,45 | 18,3% |
| MELK3 | Compra | 5,00 | 4,00 | 25% |
*Com informações do Money Times
A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL