Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

PLANO DE SOBREVIVÊNCIA

Depois de prejuízo bilionário, Correios apertam o cinto e renegociam quase toda a dívida com fornecedores

Com 98,2% dos débitos revistos, estatal economizou R$ 321 milhões enquanto tenta se recuperar da maior crise financeira de sua história

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
15 de março de 2026
14:01 - atualizado às 11:29
Correios
Imagem: Divulgação

Depois de um período de forte deterioração financeira, os Correios entraram em 2026 com a missão hercúlea de reorganizar suas contas e aliviar a pressão sobre o caixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os primeiros resultados desse esforço começam a aparecer nas negociações com fornecedores e prestadores de serviço: de janeiro até agora, a estatal conseguiu renegociar 98,2% dessas dívidas, o que gerou uma economia estimada em R$ 321 milhões.

O movimento faz parte de um plano mais amplo de reestruturação financeira desenhado para estabilizar a situação da empresa após anos de prejuízos bilionários.

Nos bastidores, a avaliação do alto escalão da companhia é de que as primeiras medidas adotadas começam a produzir efeitos, com o cumprimento das metas de receita e despesa previstas para o início do ano.

Esse conjunto de iniciativas — que inclui renegociação de contratos, redução de custos e reorganização de compromissos financeiros — tem ajudado a preservar a liquidez no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, o diagnóstico dentro do governo e da própria estatal é de que a recuperação será gradual.

Leia Também

A expectativa oficial é que os Correios ainda registrem um prejuízo expressivo em 2026 — com uma possível reversão do resultado negativo apenas a partir de 2027.

O fôlego que veio da renegociação de dívidas

Um dos principais instrumentos usados pelos Correios para aliviar a pressão sobre o caixa tem sido a revisão de compromissos com fornecedores e prestadores de serviço.

A lógica dos acordos é relativamente simples: em troca de receber os valores devidos, muitos credores aceitaram abrir mão de multas e juros acumulados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em parte dos casos, os pagamentos também passaram a ser parcelados em valores nominais — ou seja, sem correções adicionais ao longo do tempo.

Esse processo de negociação só foi possível graças a um reforço importante no caixa da estatal.

No fim de 2025, os Correios obtiveram R$ 12 bilhões em um empréstimo com um consórcio de bancos, operação que contou com garantia da União e serviu como uma espécie de colchão financeiro para permitir a reorganização das contas.

A conta da crise ainda é bilionária

A reestruturação ocorre após um colapso financeiro que colocou a estatal diante da maior crise de sua história. Entre janeiro e setembro do ano passado, os Correios registraram prejuízo de R$ 6,057 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para 2026, a estimativa do governo é de um déficit primário de R$ 9,101 bilhões.

Nesse cenário, a prioridade da empresa tem sido ganhar tempo e liquidez — duas condições essenciais para reorganizar as finanças e evitar uma deterioração ainda maior.

Parte dessa estratégia passa por espalhar obrigações financeiras ao longo do tempo. Os Correios conseguiram parcelar cerca de R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e tributos.

Isso não representa exatamente uma economia, já que os valores continuam devidos. Ainda assim, o alongamento das parcelas ajuda a aliviar a pressão imediata sobre o caixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Venda de imóveis entra no radar dos Correios

Outra frente para reforçar a liquidez envolve a venda de ativos imobiliários. Ainda neste mês, a estatal pretende levar a leilão cerca de R$ 600 milhões em imóveis, principalmente em cidades médias e grandes.

A expectativa interna é de que entre 20% e 40% dessa oferta seja efetivamente vendida, o que poderia gerar até R$ 120 milhões em caixa já nessa primeira rodada.

No plano de reestruturação desenhado pela companhia, a meta total é levantar R$ 1,5 bilhão com a venda de propriedades.

Corte de custos também passa por pessoal

A reorganização também atinge a estrutura de pessoal da empresa. Os Correios implementaram um plano de demissão voluntária (PDV) que tem como objetivo reduzir o quadro em até 10 mil funcionários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até agora, cerca de 500 empregados já aderiram ao programa, e outros mil desligamentos devem ocorrer até a próxima segunda-feira (16).

A direção da estatal acredita que a meta total pode ser atingida ao longo deste ano, especialmente porque outras medidas de reorganização — como o fechamento de unidades físicas — acabam incentivando novas adesões.

Até o momento, 127 pontos de atendimento foram encerrados, dentro de uma meta mais ampla de fechamento de mil unidades.

Ajustes também chegam aos benefícios

Algumas mudanças já começaram a gerar economias relevantes, segundo a estatal. A revisão no plano de saúde dos empregados, o Postal Saúde, gerou uma economia de cerca de R$ 70 milhões apenas em janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o conjunto de 2026, a expectativa é de que as mudanças nesse benefício representem uma redução de custos entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.

O desafio político dentro dos Correios

Nos bastidores, executivos da empresa descrevem o processo de reestruturação como um exercício constante de equilíbrio político.

Segundo relatos internos, a direção precisa administrar três dimensões diferentes ao mesmo tempo: a do governo, a dos trabalhadores e a da sociedade.

Se por um lado a estatal conta com apoio do Executivo para implementar as medidas de reorganização, por outro enfrenta dificuldades para convencer os funcionários de que os cortes e ajustes fazem parte de um processo considerado inevitável para garantir a sobrevivência da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Melhoras operacionais começam a aparecer

Enquanto reorganiza suas contas, os Correios também tentam melhorar a qualidade do serviço — um fator considerado crucial para recuperar receitas.

Dados internos obtidos pela reportagem mostram que a taxa de entregas realizadas dentro do prazo prometido saltou de 65% para 91% já em 2026. O patamar considerado ideal pela companhia, no entanto, é de 97%.

Para acelerar esse processo, a empresa promoveu um processo seletivo interno para superintendentes e passou a estabelecer metas de redução de despesas para suas unidades. Ao todo, esses objetivos somam cerca de R$ 1 bilhão em economias por ano.

Incentivos sem dinheiro no caixa

A direção dos Correios também estuda mecanismos para recompensar funcionários que alcancem as metas estabelecidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dificuldade, no entanto, é financeira. Sem caixa para pagar bônus em dinheiro — prática comum em empresas privadas — a estatal tem recorrido a alternativas mais simbólicas.

Por enquanto, os incentivos estão ligados à progressão mais rápida na carreira, permitindo que funcionários que atingem objetivos avancem mais rapidamente na estrutura interna da empresa.

Para uma companhia que ainda tenta sair do vermelho, trata-se de um modelo de incentivo possível — ao menos até que a recuperação financeira permita passos mais ambiciosos.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BARATA ATÉ DEMAIS?

Os dividendos da Vale (VALE3) estão ainda mais perto do acionista? O que levou o BofA a recomendar compra e elevar o preço-alvo

2 de abril de 2026 - 15:57

Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações

UMA SOLUÇÃO?

Raízen (RAIZ4) faz proposta a credores para converter 45% da dívida de R$ 65 bilhões em ações, diz agência

2 de abril de 2026 - 12:02

A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel

SEM RECUPERAÇÃO À VISTA

Squadra pede mudanças no conselho da Hapvida (HAPV3), reeleito apesar de “uma das maiores destruições de valor da história”

2 de abril de 2026 - 10:14

Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida

GARANTIA A CREDORES

Oi (OIBR3) recebe autorização para venda de seu principal ativo, mas dinheiro não vai para ela

2 de abril de 2026 - 8:53

A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões

MAIS PERTO DO NÍVEL MÁXIMO

Axia Energia (AXIA6) dá mais um passo na direção do carimbo final rumo ao Novo Mercado; saiba o que falta agora

1 de abril de 2026 - 19:54

O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos

ENTRE PERDAS E RECUPERAÇÃO

O prejuízo volta na Marisa (AMAR3), mas menor: o que o balanço do 4T25 revela sobre o futuro da varejista de moda

1 de abril de 2026 - 11:33

Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números

ENTRE A GUERRA E AS ELEIÇÕES

Petrobras (PETR4) bate recordes, aumenta preço do querosene, e Bruno Moretti deixa conselho; entenda o que acontece na estatal

1 de abril de 2026 - 11:03

O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã

Time for Fun

Mais uma empresa deixará a bolsa: T4F (SHOW3) anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação

1 de abril de 2026 - 9:28

O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44

SD ENTREVISTA 

Boa Safra (SOJA3) freia após crescer rápido demais, mas CEO revela: ‘estamos prontos para um grande negócio’

1 de abril de 2026 - 6:12

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses 

ALÉM DO MINÉRIO DE FERRO

No coração da estratégia da Vale (VALE3), metais básicos devem compor o motor de lucros da mineradora

31 de março de 2026 - 17:45

Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos

COMPOUNDER

Ação da Eneva (ENEV3) entra em clube seleto, segundo o BTG; banco projeta ganhos de até 30% e dividendos bilionários

31 de março de 2026 - 14:10

Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG

ELE NÃO ERA O ÚNICO PROBLEMA

CEO sai, ação sobe: por que o mercado comemorou a saída de Rafael Lucchesi da Tupy (TUPY3)

31 de março de 2026 - 12:30

A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano

REDUZINDO AS DÍVIDAS

MRV (MRVE3) faz a maior venda até então no plano de desinvestimento da Resia, nos EUA, por US$ 73 milhões; confira os próximos passos

31 de março de 2026 - 12:01

Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados

SINAIS DE VIRADA?

Gol melhora, mas ainda não decola: prejuízo cai 72% e chega a R$ 1,4 bilhão no 4T25; veja os destaques do balanço

31 de março de 2026 - 11:22

Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre

TÍTULOS DE DÍVIDA

Mais dinheiro na mesa: JBS (JBSS32) emite US$ 2 bilhões em bonds com taxas de até 6,4% ao ano

31 de março de 2026 - 10:55

Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”

VIROU A CHAVE

Nubank (ROXO34): mercado aperta “vender”, XP manda “comprar” — e vê rali de mais de 50% para as ações

31 de março de 2026 - 10:16

Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação

VIRADA ESTRATÉGICA

Fundadores deixam conselho da Natura (NATU3) pela primeira vez: por que analistas acreditam que a reestruturação na liderança é positiva

31 de março de 2026 - 9:46

A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança

MOMENTO DE VIRADA

Natura (NATU3) dá mais um passo na reestruturação — e traz um gigante global para perto

30 de março de 2026 - 20:04

Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado

LÍDERES NO MEIO DA CRISE

Ações do Grupo Pão de Açúcar caem após mudanças no conselho de administração: assembleia reduz mandato e elege novos conselheiros

30 de março de 2026 - 14:10

Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3

VAI TER ACORDO?

Com fim da RJ, Americanas (AMER3) pode destravar venda do Hortifruti Natural da Terra, diz jornal

30 de março de 2026 - 10:03

O desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra já estava no plano de RJ e era uma das opções para levantar recursos para a Americanas. No entanto, não houve acordo sobre o preço, diz Broadcast

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia