O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com 98,2% dos débitos revistos, estatal economizou R$ 321 milhões enquanto tenta se recuperar da maior crise financeira de sua história
Depois de um período de forte deterioração financeira, os Correios entraram em 2026 com a missão hercúlea de reorganizar suas contas e aliviar a pressão sobre o caixa.
Os primeiros resultados desse esforço começam a aparecer nas negociações com fornecedores e prestadores de serviço: de janeiro até agora, a estatal conseguiu renegociar 98,2% dessas dívidas, o que gerou uma economia estimada em R$ 321 milhões.
O movimento faz parte de um plano mais amplo de reestruturação financeira desenhado para estabilizar a situação da empresa após anos de prejuízos bilionários.
Nos bastidores, a avaliação do alto escalão da companhia é de que as primeiras medidas adotadas começam a produzir efeitos, com o cumprimento das metas de receita e despesa previstas para o início do ano.
Esse conjunto de iniciativas — que inclui renegociação de contratos, redução de custos e reorganização de compromissos financeiros — tem ajudado a preservar a liquidez no curto prazo.
Ainda assim, o diagnóstico dentro do governo e da própria estatal é de que a recuperação será gradual.
Leia Também
A expectativa oficial é que os Correios ainda registrem um prejuízo expressivo em 2026 — com uma possível reversão do resultado negativo apenas a partir de 2027.
Um dos principais instrumentos usados pelos Correios para aliviar a pressão sobre o caixa tem sido a revisão de compromissos com fornecedores e prestadores de serviço.
A lógica dos acordos é relativamente simples: em troca de receber os valores devidos, muitos credores aceitaram abrir mão de multas e juros acumulados.
Em parte dos casos, os pagamentos também passaram a ser parcelados em valores nominais — ou seja, sem correções adicionais ao longo do tempo.
Esse processo de negociação só foi possível graças a um reforço importante no caixa da estatal.
No fim de 2025, os Correios obtiveram R$ 12 bilhões em um empréstimo com um consórcio de bancos, operação que contou com garantia da União e serviu como uma espécie de colchão financeiro para permitir a reorganização das contas.
A reestruturação ocorre após um colapso financeiro que colocou a estatal diante da maior crise de sua história. Entre janeiro e setembro do ano passado, os Correios registraram prejuízo de R$ 6,057 bilhões.
Para 2026, a estimativa do governo é de um déficit primário de R$ 9,101 bilhões.
Nesse cenário, a prioridade da empresa tem sido ganhar tempo e liquidez — duas condições essenciais para reorganizar as finanças e evitar uma deterioração ainda maior.
Parte dessa estratégia passa por espalhar obrigações financeiras ao longo do tempo. Os Correios conseguiram parcelar cerca de R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e tributos.
Isso não representa exatamente uma economia, já que os valores continuam devidos. Ainda assim, o alongamento das parcelas ajuda a aliviar a pressão imediata sobre o caixa.
Outra frente para reforçar a liquidez envolve a venda de ativos imobiliários. Ainda neste mês, a estatal pretende levar a leilão cerca de R$ 600 milhões em imóveis, principalmente em cidades médias e grandes.
A expectativa interna é de que entre 20% e 40% dessa oferta seja efetivamente vendida, o que poderia gerar até R$ 120 milhões em caixa já nessa primeira rodada.
No plano de reestruturação desenhado pela companhia, a meta total é levantar R$ 1,5 bilhão com a venda de propriedades.
A reorganização também atinge a estrutura de pessoal da empresa. Os Correios implementaram um plano de demissão voluntária (PDV) que tem como objetivo reduzir o quadro em até 10 mil funcionários.
Até agora, cerca de 500 empregados já aderiram ao programa, e outros mil desligamentos devem ocorrer até a próxima segunda-feira (16).
A direção da estatal acredita que a meta total pode ser atingida ao longo deste ano, especialmente porque outras medidas de reorganização — como o fechamento de unidades físicas — acabam incentivando novas adesões.
Até o momento, 127 pontos de atendimento foram encerrados, dentro de uma meta mais ampla de fechamento de mil unidades.
Algumas mudanças já começaram a gerar economias relevantes, segundo a estatal. A revisão no plano de saúde dos empregados, o Postal Saúde, gerou uma economia de cerca de R$ 70 milhões apenas em janeiro.
Para o conjunto de 2026, a expectativa é de que as mudanças nesse benefício representem uma redução de custos entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.
Nos bastidores, executivos da empresa descrevem o processo de reestruturação como um exercício constante de equilíbrio político.
Segundo relatos internos, a direção precisa administrar três dimensões diferentes ao mesmo tempo: a do governo, a dos trabalhadores e a da sociedade.
Se por um lado a estatal conta com apoio do Executivo para implementar as medidas de reorganização, por outro enfrenta dificuldades para convencer os funcionários de que os cortes e ajustes fazem parte de um processo considerado inevitável para garantir a sobrevivência da companhia.
Enquanto reorganiza suas contas, os Correios também tentam melhorar a qualidade do serviço — um fator considerado crucial para recuperar receitas.
Dados internos obtidos pela reportagem mostram que a taxa de entregas realizadas dentro do prazo prometido saltou de 65% para 91% já em 2026. O patamar considerado ideal pela companhia, no entanto, é de 97%.
Para acelerar esse processo, a empresa promoveu um processo seletivo interno para superintendentes e passou a estabelecer metas de redução de despesas para suas unidades. Ao todo, esses objetivos somam cerca de R$ 1 bilhão em economias por ano.
A direção dos Correios também estuda mecanismos para recompensar funcionários que alcancem as metas estabelecidas.
A dificuldade, no entanto, é financeira. Sem caixa para pagar bônus em dinheiro — prática comum em empresas privadas — a estatal tem recorrido a alternativas mais simbólicas.
Por enquanto, os incentivos estão ligados à progressão mais rápida na carreira, permitindo que funcionários que atingem objetivos avancem mais rapidamente na estrutura interna da empresa.
Para uma companhia que ainda tenta sair do vermelho, trata-se de um modelo de incentivo possível — ao menos até que a recuperação financeira permita passos mais ambiciosos.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida
A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números
O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã
O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses
Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG
A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano
Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados
Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre
Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”
Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação
A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança
Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado
Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3
O desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra já estava no plano de RJ e era uma das opções para levantar recursos para a Americanas. No entanto, não houve acordo sobre o preço, diz Broadcast