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Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes

O CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, defendeu os gastos bilionários do banco em tecnologia e inteligência artificial (IA), destacando que a disputa não se limita a Wall Street: agora, o verdadeiro campo de batalha inclui as fintechs que desafiam os modelos tradicionais.
“Vamos continuar na vanguarda, que Deus nos ajude”, afirmou Dimon, durante a teleconferência de resultados do banco nesta terça-feira (13). O executivo reforçou que o JP Morgan não enfrenta apenas rivais históricos, mas também concorrentes como Stripe, SoFi e Revolut, que ele classificou como “bons competidores”.
Ele acrescentou: "Não vamos tentar atingir alguma meta de gastos para que, daqui a 10 anos, vocês nos perguntem: como o JP Morgan ficou para trás?"
Na apresentação de resultados do quarto trimestre (4T25), o JP Morgan projetou um aumento de despesas de cerca de US$ 9,7 bilhões em 2026 em relação a 2025, impulsionado por um orçamento anual de US$ 18 bilhões dedicado à tecnologia.
Grande parte desse investimento está voltada para inteligência artificial, embora Dimon tenha evitado revelar detalhes, alegando que não entregaria informações que pudessem colocar o banco em desvantagem competitiva. Ainda assim, garantiu que as oportunidades são vastas e que apostar pesado é essencial para expandir o negócio.
“Parte disso é confiar em mim, me desculpem”, disse o CEO, reconhecendo que os retornos ainda não são fáceis de mensurar. Ele acrescentou que a IA não será o único motor do aumento das despesas, mas acredita que a tecnologia trará ganhos de eficiência no futuro.
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Dimon destacou que os investimentos em tecnologia são complexos de avaliar, mas indispensáveis: “Precisamos ter a melhor tecnologia do mundo. Ela impulsiona investimento, margem de lucro e concorrência.”
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Na prática, o banco já começa a mostrar resultados. Na semana passada, anunciou que deixará de contar com consultores externos para votação de acionistas nos Estados Unidos, substituindo-os por uma plataforma própria de IA, batizada de Proxy IQ.
Além disso, dezenas de milhares de funcionários estão sendo treinados em programas internos para aplicar ferramentas de inteligência artificial em suas rotinas diárias.
*Com informações do Business Insider
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