O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Decisão liminar concede alívio parcial à holding, mas impõe uma perícia para investigar acusações de fraude e capital inflado
O caso Fictor ganhou um novo capítulo. Após pedir recuperação judicial, a holding obteve um respiro temporário contra a avalanche de cobranças dos credores, concedido por uma decisão liminar da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
O alívio, porém, veio com prazo curto e condições duras: antes de qualquer blindagem mais ampla, a empresa terá de convencer a Justiça de que as suspeitas de um esquema de pirâmide financeira não se sustentam.
Além disso, irá passar por perícia para verificar se a empresa de fato opera nos endereços informados e como funciona a teia entre todas as subsidiárias.
No pedido de reestruturação, a Fictor havia pedido 180 dias de blindagem contra credores. O que recebeu, no entanto, foi apenas uma trégua temporária, enquanto a Justiça analisa sua situação.
De acordo com o documento judicial, ao qual o Seu Dinheiro teve acesso, a suspensão veio acompanhada de uma outra exigência: a realização imediata de uma perícia prévia para investigar denúncias de pirâmide financeira, fraude estrutural e inconsistências patrimoniais.
Em outras palavras, antes de decidir se a Fictor terá direito a seguir com a recuperação judicial, a Justiça quer saber exatamente o que está por trás da estrutura de investimentos do grupo.
Leia Também
O Grupo Fictor, que atua em frentes que vão da tecnologia ao agronegócio, argumenta que sua crise não é operacional, mas reputacional.
Na petição inicial, a empresa afirma que o gatilho do colapso foi o anúncio da intenção de compra do Banco Master, feito em novembro de 2025.
Segundo a holding, o movimento provocou um “grave abalo de imagem”, associando o nome do grupo a escândalos e acendendo um sinal de alerta entre investidores.
O resultado foi uma corrida de resgates nas Sociedades em Conta de Participação (SCPs), que teria drenado rapidamente a liquidez do caixa.
Com bloqueios judiciais que já superam as centenas de milhões de reais e o risco de paralisação total das atividades, a Fictor foi à Justiça em busca de ganhar tempo para reorganizar o fluxo financeiro.
Em nota, a Fictor afirma que “a medida tem como foco principal a equalização dos compromissos financeiros com os sócios participantes”, que concentram a maior parte das dívidas, de cerca de R$ 4 bilhões, “com a intenção declarada de quitação integral, sem deságio”.
“Com a tutela de urgência em vigor, o Grupo Fictor ganha o fôlego necessário para avançar de forma organizada nas próximas etapas da recuperação judicial, focando na reorganização financeira e na continuidade sustentável de suas operações”, escreveu a empresa.
Porém, o que a Fictor descreve como uma crise de reputação, credores descrevem como um possível esquema de fraude.
Em manifestações encaminhadas ao processo, investidores levantam suspeitas de que o grupo operaria, na prática, um esquema de pirâmide financeira.
A credora Graziele Garcia de Souza Falquette afirmou à Justiça que há indícios consistentes de irregularidades, mencionando inclusive investigações em curso pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Polícia Federal. Entre os principais pontos levantados estão:
Entre as principais acusações apresentadas estão:
Essas acusações pesaram na decisão judicial de conceder apenas uma proteção limitada e condicionada.
Leia também: Caso Fictor: Palmeiras revela atraso milionário, rescinde com patrocinador e entra na fila de credores
Ao conceder a antecipação parcial do chamado stay period, o juiz reforçou: a decisão não funciona como “salvo-conduto para blindagem patrimonial”.
A suspensão vale apenas para novos bloqueios judiciais. Valores já bloqueados antes da decisão permanecem retidos — e não poderão ser sacados por credores, mas tampouco liberados à empresa.
Além disso, dívidas fiscais e créditos garantidos por alienação fiduciária ficaram fora da proteção. E a Justiça foi direta ao alertar que qualquer tentativa de estender indevidamente os efeitos da liminar pode resultar em punição por litigância de má-fé.
“A suspensão deve impedir novas constrições que asfixiem o fluxo de caixa operacional, mas não tem o condão de desconstituir atos expropriatórios já aperfeiçoados ou liberar valores já bloqueados, sob pena de risco de dissipação de ativos antes da verificação da real situação da empresa”, disse o juiz.
Para separar crise legítima de possível fraude, o juiz determinou a realização de uma “constatação prévia” — isto é, uma investigação profunda sobre a situação da Fictor antes de seguir em frente com uma eventual RJ.
A tarefa ficou a cargo da Laspro Consultores, que terá cinco dias para realizar uma visita técnica e uma auditoria documental aprofundada.
A missão da perícia é verificar se as empresas realmente operam nos endereços informados, se os documentos apresentados são autênticos e, principalmente, como funciona o fluxo de caixa entre a holding e suas subsidiárias.
O objetivo é evitar que o Judiciário seja utilizado para processar a recuperação de empresas inviáveis ou estruturadas com fins fraudulentos. Sem essas provas, o pedido de RJ pode ser negado ainda na largada.
A Alliança, ex-Alliar, pediu uma suspensão de débitos por 60 dias, alegando a necessidade de evitar uma recuperação judicial
Entre 2017 e 2026, a B3 mais que dobrou sua receita, ampliou o número de produtos disponíveis ao investidor e abriu novas frentes de negócios
Renner paga em abril, enquanto Cemig parcela até 2027; ambas definem corte em 24 de março e reforçam a volta dos proventos ao radar em meio à volatilidade do mercado
Com planos de expansão no radar, varejista pausou captação de até R$ 400 milhões diante da volatilidade global e mantém foco em execução operacional e crescimento da financeira
A saída de Leão ocorre após quatro anos no posto; executivo deixa de herança um plano para o ROE do banco chegar a 20% até 2028. Saiba também quem pode comandar a B3.
Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente
Ação do banco digital caiu em 2026, mas analistas enxergam descompasso entre preço e fundamentos — e oportunidade para o investidor
Apesar de lucro e receita acima do esperado na fintech, o mercado reage ao contexto geopolítico, com maior aversão ao risco no pregão
O BTG Pactual manteve recomendação neutra para MBRF (MBRF3) e Minerva Foods (BEEF3) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25)
Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia
Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu
O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026
A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas
O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024
O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo
Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração
O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo
3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil
Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia
Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado