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Durante evento do Bradesco BBI, o economista afirmou que vê conflito caminhando para intensificação e alertou para os efeitos no petróleo e nos mercados

O relógio corre contra o Irã e a escalada das ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, só aumenta a pressão. Com um ultimato para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz até esta terça (7), o mercado global tenta decifrar: é blefe ou o início de algo maior?
Em uma postagem nas redes sociais, Trump afirmou que “uma civilização inteira vai morrer esta noite” caso não haja um acordo de última hora, uma declaração que acendeu o alerta máximo no tabuleiro geopolítico.
Para o economista Nouriel Roubini, o desfecho parece cada vez menos incerto. Durante o 12º Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI em São Paulo, o economista foi direto: "ele vai escalar, não tem outra alternativa”.
O Doutor Apocalipse aprovou a ocasião para mandar um recado ao investidor brasileiro: o principal risco para o País pode não estar no cenário externo, mas dentro de casa.
Segundo Roubini, embora o conflito envolvendo o Irã tenha potencial para gerar inflação global e desaceleração econômica, os efeitos sobre o Brasil tendem a ser mais moderados quando comparados a outras regiões. Ainda assim, isso não significa imunidade.
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“O que acontece dentro do Brasil pode ter mais impacto do que a própria guerra”, afirmou.
Para ele, os desdobramentos da política doméstica, especialmente em um ano eleitoral, tendem a ser mais determinantes para o rumo da economia brasileira do que o próprio conflito internacional.
“Seja Lula ou o filho do Bolsonaro, isso trará implicações para as políticas fiscais, para a forma como o país vai estruturar reformas e para o crescimento econômico”, disse.
A leitura de Roubini sugere uma inversão na forma de analisar riscos. Em vez de concentrar a atenção apenas na geopolítica global, investidores deveriam olhar com mais cuidado para o ambiente doméstico.
Isso porque, mesmo em um cenário de guerra prolongada e petróleo elevado, o Brasil parte de uma posição relativamente mais confortável do ponto de vista energético. Já os riscos internos, ligados à política econômica e à credibilidade fiscal, permanecem como variáveis abertas.
No caso dos EUA, o economista diz que o país está diante de uma escolha: escalar o conflito e vencer, ou buscar um acordo. Uma escalada mal-sucedida seria, em suas palavras, “um desastre econômico, financeiro e geopolítico”.
Na avaliação de Roubini, Trump subestimou a reação iraniana ao iniciar o conflito. “Ele errou ao achar que o Irã não responderia, que não bloquearia o estreito”, disse.
Agora, recuar teria custos políticos elevados, especialmente às vésperas das eleições de meio de mandato. “Se ele desistir agora, pode perder as eleições. Se escalar e ganhar, será visto como um herói.”
Roubini foi direto ao classificar a origem do problema: começar a guerra foi um erro estratégico. Ainda assim, ele pondera que permitir uma vitória do Irã seria igualmente danoso. “Deixar o Irã ganhar seria um desastre."
No campo econômico, Roubini avalia que o conflito já representa um choque relevante, ainda que com características distintas das crises do petróleo do século passado.
Ele destaca que o impacto sobre os preços de energia tende a ser significativo, especialmente se houver interrupções prolongadas no Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela relevante do petróleo global.
Ainda assim, o economista pondera que o mundo hoje é menos dependente da Opep e conta com uma base mais diversificada de produção. “É um choque grande, mas não como nos anos 70”, afirmou.
O cenário-base traçado pelo economista combina desaceleração do crescimento global com elevação da inflação, em uma dinâmica próxima a um quadro de estagflação, ainda que mais moderado.
Ele descarta, por ora, uma espiral inflacionária mais aguda, com taxas de dois dígitos, desde que o conflito permaneça contido no tempo.
“Quanto mais a guerra durar, maior será o impacto sobre inflação e crescimento”, disse.
Roubini também chama atenção para uma reconfiguração assimétrica dos efeitos econômicos.
Países exportadores líquidos de commodities energéticas, como o Brasil, tendem a se beneficiar, no curto prazo, da valorização do petróleo e de seus derivados, com melhora nos termos de troca.
Ainda assim, o efeito líquido não é integralmente positivo. Mesmo nessas economias, a alta de preços tende a pressionar o custo de vida e reduzir o poder de compra, ao passo que o aperto das condições financeiras globais pode limitar o crescimento.
Do ponto de vista setorial, empresas ligadas à cadeia de petróleo e gás figuram entre as principais beneficiadas, capturando ganhos diretos com a elevação das cotações.
Na outra ponta, o impacto negativo recai de forma difusa sobre as famílias, por meio da inflação mais alta e do encarecimento de energia e combustíveis.
Para o economista, a magnitude e a persistência dos efeitos dependerão fundamentalmente da duração do conflito. Um choque temporário tende a ser absorvido ao longo do tempo, com ajustes marginais na atividade e nos preços.
Por outro lado, uma disrupção prolongada no mercado de energia pode gerar efeitos mais estruturais, exigindo respostas mais duras de política econômica, inclusive no campo fiscal e monetário.
“A resposta da economia global vai depender se esse choque será transitório ou permanente”, afirmou.
*Com informações do Money Times
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