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Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

11 de março de 2026
19:57 - atualizado às 13:57
Montagem de barris de petróleo
Barril de petróleo flerta com a faixa dos US$ 100 - Imagem: Montagem/Canva Pro

Na semana passada, falamos sobre a necessidade de carregar uma posição não só conjuntural, mas também estrutural em pegs de petróleo e gás (O&G), inclusive como instrumento de hedge.

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Desde então, o barril de petróleo disparou +16%, flertando com a barreira dos US$ 100 — o que torna o argumento meio que autoevidente.

As dúvidas que eu tenho recebido agora são de natureza um pouco diferente: até onde vai essa esticada?

Porque aqueles raros investidores que tinham algum tipo de exposição a O&G em seus portfólios viram o peso disso disparar nas últimas semanas.

Naturalmente, portanto, começam a pensar em vender uma parte para comprar outros ativos de qualidade que despencaram.

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Essa é uma manobra tática que me parece fazer muito sentido em sua concepção lógica e empírica, já que provavelmente estamos falando de condições transitórias.

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Em alguma medida, o mundo tenderia a retomar ao menos parte de sua normalidade entre o fim de abril e maio.

Porém, neste caso, a dosagem correta da manobra tática talvez seja mais importante do que a manobra em si.

Zerar a alocação em petróleo e comprar tudo em quality definitivamente não soa como uma boa ideia neste momento. Por outro lado, esse é um plano que pode ser (bem) executado “na margem” — ou seja, um pedacinho por vez.

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Petróleo como hedge: ajuste gradual nas posições

Só para ilustrar com exemplo concreto: conversei na segunda-feira (9) com um investidor gringo que estava vendendo 5% de sua posição em O&G para comprar ações que, nas palavras dele, “quase nunca dão chance de entrada”, como Blackstone (BX:US) e Blackrock (BLK:US).

Se o petróleo continuar subindo e o quality continuar caindo, ele disse que pretende fazer mais 5% dessa rotação, visando ao longo prazo. E assim por diante.

De qualquer forma, faria isso até atingir um piso estrutural, pois gosta de manter o hedge e ainda tem sérias dúvidas sobre o tamanho da caixa de Pandora que foi aberta pela guerra do Irã.

Assim, é como se ele estivesse apostando simultaneamente nas duas pontas: na esperança da guerra acabar relativamente rápido, e também no ceticismo quanto a uma solução simples para o conflito corrente.

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No mercado financeiro, nem sempre precisamos escolher apenas um lado “certo” do trade. Usando dosagens e opcionalidades em nosso favor, podemos ampliar nossos graus de exposição, mitigando riscos e capturando upsides aparentemente contraditórios. 

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