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Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avança mais de 3%, aos 182.114 pontos; o dólar à vista cai 1,7%, a R$ 5,2190. Vamos (VAMO3) lidera ganhos, enquanto Prio (PRIO3) é a maior queda
A trégua no conflito no Oriente Médio trouxe alívio aos mercados nesta segunda-feira (23), após o anúncio de Donald Trump de uma pausa de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética do Irã. Por volta das 12h, o Ibovespa saltava mais de 3,35%, aos 182.114 pontos.
O dólar, por sua vez, recuava mais de 1,7%, aos R$ 5,2190 no mesmo horário. Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha queda de 0,65%, aos 98.995 pontos.
O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que o Exército dos Estados Unidos vai adiar os ataques a usinas de energia e à infraestrutura energética do Irã por cinco dias, após conversas “produtivas” entre Washington e Teerã.
No sábado, o republicano deu um ultimato aos iranianos. Disse que, se eles não liberassem o estreito de Ormuz em 48 horas, militares norte-americanos iriam atacar e destruir as usinas de energia do país.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã negou que Teerã esteja em negociações com os Estados Unidos, segundo a mídia estatal, afirmando que “não há diálogo” com Washington.
O petróleo Brent, referência internacional, chegou a cair mais de 10% hoje e negociava com perdas de 8,7% por volta das 12h, com o barril a US$ 97,66.
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Lá fora, os mercados também comemoram a suspensão do conflito. Em Wall Street, a Nasdaq avançava mais de 2,17% no mesmo horário, enquanto S&P 500 e Dow Jones ganhavam 1,88% e 1,95%, respectivamente. Na Europa, as bolsas também avançam com força.
Por aqui, as ações de destaque no principal índice de ações da bolsa são: Vamos (VAMO3) e Hapvida (HAPV3), com altas de mais de 9% cada.
A primeira avança em razão do alívio nos juros futuros, por ser uma companhia intensiva em capital e dependente de financiamento, o que a torna especialmente sensível ao custo da dívida. Já a segunda salta na esteira da promessa de virada operacional e também é beneficiada pelo alívio dos juros futuros.
A curva de juros futuros brasileira opera em baixa firme em todos os vencimentos, próximas a 30 pontos-base. Por volta de 11h30, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caía 14,220% ante 14,420% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa bateu mínima a 14,160%, uma queda de 26 pontos-base.
Do lado negativo, a Prio (PRIO3) liderava as perdas, com queda de 2,75%, com a derrubada do petróleo no mercado internacional. Logo em seguida vinha Braskem (BRKM5) e SLC Agrícola (SLCE3), que caíam 1,47% e 1,18% respectivamente.
Fora do Ibovespa, as ações da Oncoclínicas (ONCO3) tinham a maior alta da B3 no mesmo horário, com salto de 23,33%, a R$ 17,76.
Depois de colocar na mesa uma potencial parceria bilionária com a Porto (PSSA3), a empresa agora atraiu o interesse de mais um nome relevante do setor de saúde: o Fleury (FLRY3), que decidiu entrar nas negociações como possível co-investidor da operação.
Em segundo lugar, vinha as ações da Desktop (DESK3), que ganhava mais de 20% no mesmo horário impulsionadas por uma mudança relevante no controle da companhia.
A Claro Participações anunciou neste domingo (22) que sua controladora, a Claro NXT Telecomunicações, adquiriu 73,01% do capital social da Desktop por R$ 2,414 bilhões. A operação foi fechada a R$ 20,82 por ação ordinária, o que representa um prêmio de 45,09% em relação ao último fechamento, segundo fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Depois que a operação for fechada, a Claro será obrigada a abrir um registro de uma oferta pública para a aquisição das ações restantes da Desktop, em função da alienação de controle da empresa. Veja mais detalhes nesta reportagem.
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