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Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

Depois de um tombo e tanto na véspera, a Petrobras (PETR4) vira o jogo e ainda ajuda a dar um gás na bolsa brasileira. Os papéis da petroleira surgiram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (9) e estão entre os mais negociados da B3.
Mais cedo, as ações da Petrobras subiam mais de 3%, devolvendo à estatal R$ 27 bilhões em valor de mercado. Por volta das 14h20 (de Brasília), os ativos reduziram um pouco dos ganhos, mas, ainda assim, operavam em alta.
As ações preferenciais PETR4 avançavam 1,91%, a R$ 47,49, após terem atingido a máxima do dia de R$ 48,55 (+ 4,10%). Já as ações ordinárias PETR3 tinham alta de 1,95%, a R$ 52,20. No mesmo horário, o valor de mercado da companhia era de R$ 646,9 bilhões.
O desempenho da Petrobras ajuda o Ibovespa a renovar máxima intradia — o pico da sessão, o principal índice da bolsa brasileira chegou aos 195.378,87 pontos, e se mantém acima dos 195 mil pontos no início da tarde.
Na véspera (8), no entanto, a história da Petrobras foi outro. A petroleira chegou a registrar a maior perda de valor de mercado em quatro anos, refletindo o tombo do petróleo na esteira do anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
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Naquele momento, o barril do Brent chegou a cair 17%, abandonando o patamar de US$ 100. Diante disso, a estatal encerrou a sessão de quarta-feira (8) valendo R$ 634,8 bilhões, perdendo R$ 27,9 bilhões em valor de mercado em apenas um dia.
A recuperação das ações acompanha a nova escalada das tensões no Oriente Médio. Ataques de Israel ao Líbano levaram o Irã a impor restrições adicionais no Estreito de Ormuz.
O cenário fragilizou a trégua mediada pelo Paquistão e reacendeu o prêmio de risco geopolítico.
Segundo a Genial Investimentos, o otimismo com o cessar-fogo “perdeu fôlego” diante das acusações de violações e das disrupções persistentes na região.
Com isso, o petróleo voltou a se aproximar dos US$ 100 por barril.
Apesar do vento favorável no curto prazo, nem todo o mercado está convencido de que a alta do petróleo vai se traduzir integralmente em ganhos para a Petrobras.
O Citi revisou suas projeções e elevou o preço-alvo da Petrobras de US$ 15 para US$ 19,5 por ADR e de R$ 37 para R$ 49 para PETR4. Além disso, o banco manteve recomendação neutra para a estatal.
O motivo: parte relevante do benefício da alta do petróleo pode ficar pelo caminho.
Segundo o banco, a exposição da Petrobras aos preços internacionais é limitada, já que apenas cerca de 900 mil barris por dia — de uma produção total de 2,5 milhões — são destinados à exportação. Além disso, a política de preços domésticos e o subsídio ao diesel reduzem o impacto positivo.
“Esperamos que a Petrobras se beneficie dos preços mais altos do petróleo, mas de forma limitada”, afirmaram os analistas.
Já o JP Morgan adota um tom mais otimista. O banco reiterou recomendação equivalente à compra para Petrobras, destacando a forte geração de caixa como um importante suporte para as ações, mesmo em meio à volatilidade do petróleo.
Na avaliação dos analistas, o risco relacionado ao fluxo de caixa perdeu relevância, especialmente com o Brent ainda acima do ponto de equilíbrio da companhia.
O banco também revisou suas projeções para o petróleo, passando a estimar um preço médio de US$ 85 por barril em 2026 e US$ 75 em 2027, considerando uma normalização gradual das rotas marítimas, mas ainda com prêmio de risco geopolítico.
Com isso, o JP Morgan elevou sua projeção de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Petrobras para US$ 55,1 bilhões em 2026 — acima dos US$ 42,5 bilhões estimados anteriormente — e aumentou o preço-alvo para US$ 24 por ADR, ante US$ 16,5.
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