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Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (29), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas
Na sua primeira reunião de 2025, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) cumpriu a projeção da sua última decisão e aumentou a Selic em mais 1,00 ponto percentual, elevando a taxa básica de juros para 13,25% ao ano e tornando a renda fixa pós-fixada — aqueles ativos indexados à Selic ou ao CDI — ainda mais rentável e atrativa.
Segundo o mercado e o próprio Banco Central, os juros ainda devem ver novas altas neste ano. O chamado forward guidance do BC projeta ainda mais uma elevação de 1,00 ponto para a próxima reunião, a ser realizada em março, o que levaria a Selic para 14,25%;
Mas, segundo o último Boletim Focus do Banco Central, os economistas de mercado esperam que a taxa básica chegue a 15,00% no fim de 2025. A projeção do mercado é semelhante, com os contratos de juros (DIs) futuros com vencimento em janeiro de 2026 negociados pouco acima dos 15,00% atualmente.
Por ora, a alta na Selic se mostra como a maneira de se conter a inflação crescente, na ausência de medidas mais duras de controle fiscal por parte do governo.
A Selic em patamares mais elevados tende a aumentar a remuneração das aplicações de renda fixa pós-fixadas.
É o caso dos títulos públicos Tesouro Selic; dos títulos bancários CDBs, LCIs e LCAs, quando indexados ao CDI; dos títulos de crédito privado como debêntures, CRIs e CRAs indexados ao CDI; e dos fundos que investem nesses tipos de papéis.
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Alguns desses investimentos estão entre os mais conservadores do mercado brasileiro, sendo inclusive indicados para a reserva de emergência.
Por exemplo, os títulos Tesouro Selic, negociados no Tesouro Direto; os fundos de taxa zero que investem em Tesouro Selic, do tipo Selic Simples; e os CDBs de grandes bancos com liquidez diária.
Com as novas altas de juros esperadas para as próximas reuniões, a rentabilidade dessas aplicações deve ficar ainda mais atrativa.
Fora que os investimentos pós-fixados também atuam como portos seguros em momentos de alta aversão a risco, como o atual, em que a disparada dos juros futuros e a deterioração das expectativas pesa negativamente sobre os preços dos ativos de risco.
No caso da renda fixa prefixada e indexada à inflação, o avanço recente dos juros futuros, na expectativa de novos aumentos da taxa Selic, vem derrubando os preços dos títulos.
Por outro lado, essa mesma alta contribui para elevar as remunerações desses papéis, permitindo aos investidores adquiri-los a um preço mais baixo e, portanto, com uma expectativa de retorno no vencimento ainda maior.
Com isso, os títulos públicos prefixados (Tesouro Prefixado) já remuneram mais de 15% ao ano, precificando uma forte alta da Selic e superando o retorno "mágico" de 1% ao mês que o brasileiro tanto adora.
Já os papéis atrelados à inflação (Tesouro IPCA+) vêm oferecendo remunerações superiores a 7% ao ano + IPCA para quem os adquirir agora e os levar ao vencimento.
A mudança na Selic não altera a regra de remuneração da poupança, que continua pagando seu tradicional 0,50% ao mês mais Taxa Referencial (TR).
Embora a TR tenda a aumentar ligeiramente com a alta na taxa básica, a elevação dos juros torna a caderneta menos atrativa que as demais aplicações de renda fixa pós-fixadas, já que as remunerações destas tendem a subir, enquanto a da poupança tem uma espécie de teto.
Com a Selic em 13,25% ao ano (e supondo um CDI um pouco inferior, de 13,15%, como costuma acontecer), as rentabilidades mensais e anuais líquidas das principais aplicações financeiras conservadoras ficam assim:
| Investimento | Retorno líquido em 1 mês* | Retorno líquido em 1 ano** |
| Poupança | 0,58% | 7,21% |
| Tesouro Selic 2027 (via Tesouro Direto) | 0,78% | 10,75% |
| CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero | 0,80% | 10,85% |
| CDI bruto | 1,03% | 13,15% |
Como a Selic deve subir mais no próximo ano, ela não ficará estagnada em 13,25% por muito tempo. Ou seja, até o fim de 2025, a rentabilidade das aplicações conservadoras pode ser ainda maior que os valores projetados na tabela.
Assim, para dar uma ideia melhor de como ficará a rentabilidade dos investimentos conservadores daqui para frente, vamos simular a aplicação para os prazos de um e dois anos utilizando as estimativas do mercado para a Selic e o CDI (DI futuro) para janeiro de 2026 (15,18%) e janeiro de 2027 (15,34%), respectivamente.
Repare que ambas as previsões já precificam uma Selic maior que a atual, estimando que o BC vai aumentar ainda mais a taxa básica de juros.
Vale frisar, no entanto, que essas projeções podem mudar a partir da decisão do Copom de hoje, bem como das sinalizações do Banco Central para as próximas reuniões. Além disso, as projeções para a poupança continuam considerando a TR de dezembro, que também pode mudar daqui para a frente.
| Investimento | Retorno líquido em 1 ano* | Retorno líquido em 2 anos** |
| Poupança | 7,21% | 14,95% |
| Tesouro Selic 2027 (via Tesouro Direto) | 12,42% | 27,90% |
| CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero | 12,52% | 28,08% |
| LCI 90% do CDI | 13,56% | 29,29% |
Veja, na tabela a seguir, quanto você teria ao final de cada período caso aplicasse R$ 100 mil em cada um desses investimentos, nas circunstâncias da simulação anterior:
| Investimento | Quanto você teria após 1 ano | Quanto você teria após 2 anos |
| Caderneta de poupança | R$ 107.214,51 | R$ 114.949,51 |
| Tesouro Selic 2027 | R$ 112.420,31 | R$ 127.896,80 |
| CDB ou fundo Tesouro Selic 100% do CDI | R$ 112.523,50 | R$ 128.078,18 |
| LCI 90% do CDI | R$ 113.564,06 | R$ 129.290,63 |
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