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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

VALE A PENA?

CDB ou LCA: títulos mais rentáveis de junho diminuem taxas, mas valores máximos chegam a 105% do CDI com imposto e 13,2% ao ano isento de IR

Levantamento da Quantum Finance traz as emissões com taxas acima da média do mercado e mostra que os valores diminuíram em relação a maio

Monique Lima
Monique Lima
8 de julho de 2025
16:00 - atualizado às 17:23
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Imagem: Freepik

A taxa básica (Selic) do país chegou a 15% ao ano em junho, mas, na prática, o que se observou no mercado foi uma queda nos valores pagos por bancos e instituições financeiras nos títulos de renda fixa que rendem juros. 

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Entre maio e junho, o Banco Mercantil, por exemplo, diminuiu em 2,5 pontos percentuais (p.p.) os valores máximos oferecidos em seus Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com retorno pós-fixado. 

As emissões de maio do Mercantil apresentaram uma taxa máxima de 108% do CDI, enquanto as de junho ficaram em 105,5% do CDI. Nos dois casos, o prazo de vencimento do CDB é de 12 meses. 

Os dados são de um levantamento da Quantum Finance, e mostram que o mesmo foi observado nos CDBs atrelados à inflação do chinês Haitong Banco de Investimento. 

Para os papéis com prazo de vencimento em 24 meses, o Haitong diminui o prêmio de juro real que acompanha a correção da inflação em 0,41 p.p..

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Com isso, o CDB do Haitong que oferecia IPCA + 9,06% nas emissões de maio passaram a ofertar IPCA + 8,65% em junho. 

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Guilherme Almeida, economista e head de renda fixa da Suno Research, explica que as mudanças nas taxas acompanham o alívio do mercado em relação aos valores de juros e inflação que estão sendo projetados para o futuro. 

O aumento da Selic pelo Banco Central ajudou nessa percepção de alívio. Ao aumentar os juros básicos, a autarquia passou a mensagem de que está preocupada com a inflação do país e que será rigorosa na sua política monetária para conter o aumento dos preços. 

Diante dessa percepção do mercado de menos juros e menos inflação no futuro, as taxas oferecidas nos títulos tendem a cair. 

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Veja as taxas praticadas nas emissões de CDB mais rentáveis de junho:

IndexadorPrazo (meses)Taxa mínimaTaxa médiaTaxa máxima
%CDI696,50%98,67%102,50%
%CDI1290,00%99,02%105,5%
%CDI2496,5%99,34%120%*
IPCA+128,73%9,18%9,72%
IPCA+247,72%8,17%8,65%
Prefixado14,23%14,45%14,79%
Prefixado1214,05%14,42%15,05%
Prefixado2413,37%13,59%13,93%
Fonte: Quantum Finance
*Emissão do Banco Master com taxas acima do praticado pelo mercado.
Retornos dos CDBs mais rentáveis emitidos entre 31/5/2025 e 30/6/2025.

Como ficaram as LCA isentas de imposto de renda 

O fechamento nas taxas também foi observado nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) acompanhadas pela Quantum Finance. O motivo para a oferta menor de juros, entretanto, é diferente do CDB, segundo Almeida. 

Para o economista, a possibilidade de tributação desses títulos pelo governo federal, conforme proposto na Medida Provisória 1.303 — que está em vigor, mas ainda deve ser analisada pelo Congresso Nacional e pode mudar —, aumentou a demanda pelo investimento. 

“Investidores receosos com a possibilidade de tributação estão montando posição nesses títulos. Quanto maior a demanda, menor as taxas que são ofertadas”, diz Almeida. 

Essa corrida pelos isentos é verificada no aumento das emissões também. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que o estoque de LCA aumentou 2,47% entre maio e junho. 

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O título homônimo do setor imobiliário, as LCIs, viu um crescimento de 2,08% no mesmo período. 

Para Almeida, trata-se de um volume de emissões relevante para apenas um mês e que, em alguma medida, está relacionada a essa maior busca dos investidores enquanto não há definição sobre a tributação desses títulos isentos. 

O Banco ABC Brasil diminuiu as taxas oferecidas em suas LCA de longo prazo, principalmente. 

O título com vencimento em 36 meses ofereceu 7,32% de taxa máxima na emissão indexada ao IPCA em maio. Em junho, o prêmio para a emissão do mesmo vencimento foi de 6,70%.  

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Os prefixados passaram por reajustes menos significativos, mesmo nas emissões mais alongadas. 

Nas LCA com vencimento em 24 meses, por exemplo, a mudança na taxa máxima foi de 12,42% em maio para 12,40% em junho. 

Veja as taxas praticadas nas emissões de LCA mais rentáveis de junho:

IndexadorPrazo (meses)Taxa mínimaTaxa médiaTaxa máxima
%CDI1281,5%90,68%93,5%
%CDI2488,5%91,11%98,5%
%CDI3689,5%92,18%94,5%
IPCA+246,31%6,75%7,20%
IPCA+366,11%6,41%6,70%
Prefixado1212,38%12,82%13,22%
Prefixado2411,82%12,12%12,40%
Prefixado3611,71%11,96%12,16%
Fonte: Quantum Finance
Retornos das LCAs mais rentáveis emitidas entre 31/5/2025 e 30/6/2025.

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