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O presidente ucraniano disse que, em conjunto com os europeus e os EUA, está analisando um plano de 20 pontos e que, ao final disso, há um cessar-fogo

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Rússia exige que o país seja impedido de entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e coloca a determinação como um dos principais pontos para um acordo de paz na região.
Até então, a Ucrânia vinha se recusando a retroceder na questão, mas, neste domingo, 14, o presidente Volodymyr Zelensky renunciou ao objetivo de ingressar na aliança militar da Otan, segundo informações da Reuters.
Em troca, o líder ucraniano quer garantias de segurança ocidentais como um compromisso para encerrar a guerra com a Rússia.
Zelensky divulgou a concessão enquanto voava para Berlim, onde iniciou reuniões com o enviado de Donald Trump, presidente dos EUA, em esforços para encerrar o conflito mais sangrento da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A medida representa uma grande mudança para a Ucrânia, que lutou para ingressar na Otan e tem essa aspiração incluída em sua constituição. Apesar disso, Kiev tem se mantido firme contra ceder território a Moscou.
Já o presidente russo Vladimir Putin exigiu repetidamente que a Ucrânia deve ser um país neutro e que retire as tropas de cerca de 10% do Donbas que Kiev ainda controla.
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Fontes russas disseram no início deste ano que Putin quer uma promessa "escrita" das grandes potências ocidentais de não ampliar a aliança da Otan liderada pelos EUA para o leste – uma forma de descartar formalmente a adesão à Ucrânia, Geórgia, Moldávia e outras ex-repúblicas soviéticas.
Zelensky havia pedido anteriormente uma paz "digna" e garantias de que a Rússia não atacaria a Ucrânia novamente.
Sob pressão de Trump para assinar um acordo de paz que inicialmente apoiava as exigências de Moscou, Zelensky acusou a Rússia de prolongar a guerra por meio de bombardeios mortais a cidades e aos suprimentos de energia e água da Ucrânia.
"A Rússia está prolongando a guerra e busca causar o máximo de danos possível ao nosso povo", disse ele.
Agora, Zelensky disse que a Ucrânia, os europeus e os EUA estão analisando um plano de 20 pontos e que, ao final disso, há um cessar-fogo.
Ele afirmou ainda que Kiev não mantém conversas diretas com a Rússia. Porém, acrescentou que um cessar-fogo ao longo das atuais linhas de frente seria uma opção justa.
Reino Unido, França e Alemanha têm trabalhado para aprimorar as propostas dos EUA, que, em um rascunho divulgado no mês passado, pediam que Kiev cedesse mais território, abandonasse suas ambições na Otan e aceitasse limites às suas forças armadas.
Aliados europeus descreveram isso como um "momento crítico" que poderia moldar o futuro da Ucrânia e buscaram fortalecer as finanças de Kiev, aproveitando os ativos congelados dos bancos centrais russos para financiar o orçamento militar e civil da Ucrânia.
A invasão em larga escala pela Rússia prejudicou fortemente as relações com o Ocidente e aumentou os alertas da Otan e dos líderes europeus de que Putin não pararia por aí.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse em um discurso em Berlim na quinta-feira, 11, que a organização deveria estar "preparada para a escala da guerra que nossos avós ou bisavós suportaram" e afirmou que "nós somos o próximo alvo da Rússia".
O Kremlin tem rejeitado repetidamente tais alegações. "Isso parece uma declaração de um representante de uma geração que conseguiu esquecer como realmente foi a Segunda Guerra Mundial", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, neste domingo, 14.
"Eles não entendem nada e, infelizmente, o Sr. Rutte, fazendo declarações tão irresponsáveis, simplesmente não entende do que está falando", acrescentou Peskov.
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