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Executivos das big techs estiveram reunidos na noite de quinta-feira (4) com o presidente norte-americano, que fez questão de reforçar o aviso: em breve o governo norte-americano taxará a importação de semicondutores
Quanto vale um jantar com Donald Trump na Casa Branca? Para Tim Cook, CEO da Apple; Mark Zuckerberg, da Meta; Safra Catza, da Oracle, e outros figurões do Vale do Silício, o preço é ser poupado das tarifas sobre as importações de chips — e isso pode custar algumas centenas de bilhões de dólares.
Na noite de quinta-feira (4), eles estiveram reunidos com o presidente norte-americano, que fez questão de reforçar o aviso: em breve o governo norte-americano vai taxar as compras de semicondutores usados pelas big techs e compradas fora dos EUA.
"Vamos impor uma tarifa muito em breve. Vocês provavelmente já ouviram que aplicaremos uma tarifa bastante substancial, ou não tão alta, mas uma tarifa bastante substancial", disse Trump.
Apesar da ameaça da taxação, que pode comprometer os negócios das big techs, executivos como Sam Altman, da OpenAI, e Sergey Brin, cofundador do Google, elogiaram o presidente norte-americano por suas posições pró-negócios e inteligência artificial (IA).
Pelo menos uma das big techs já sabe que será poupada das tarifas de Trump. No mês passado, durante um evento com Cook, o presidente norte-americano afirmou que imporia uma taxa de 100% sobre as importações de semicondutores, isentando produtos de empresas que transferissem sua produção para os EUA.
Na época, a Apple prometeu investir mais US$ 100 bilhões em uma iniciativa de fabricação doméstica, complementando o anúncio de US$ 500 bilhões feito pela Apple em fevereiro. No jantar de quinta-feira (4), Trump observou que "Tim Cook estaria em ótima situação" em relação às potenciais taxas de importação.
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Os EUA vêm trabalhando para nacionalizar sua cadeia de chips de semicondutores há muitos anos. Desde 2020, as maiores empresas de semicondutores do mundo, como a TSMC e a Samsung Electronics, comprometeram centenas de bilhões de dólares para a construção de fábricas nos EUA.
Portanto, espera-se que essas grandes empresas de semicondutores recebam isenções sob as potenciais tarifas de Trump. No entanto, muitos aspectos das tarifas e exceções para empresas que investem nos EUA seguem obscuros.
Uma dezena de figurões do Vale do Silício jantaram com Trump na noite passada, mas uma ausência não passou batido: Elon Musk. Depois de fazer parte do Departamento de Eficiência Governamental (Doge) do governo do republicano, discussões públicas afastaram os dois e o bilionário não esteve no evento na Casa Branca.
Musk, no entanto, fez questão de dizer no X que foi convidado para o jantar, mas não pôde comparecer, e que enviaria um representante.
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