Não vai dar para Elon Musk? A meta de US$ 2 trilhões que pode não ser alcançada com o governo de Donald Trump — e não é sobre fortuna
O bilionário fará parte de um órgão não governamental a pedido do republicano, que toma posse no próximo dia 20, e já dá sinais de revisar seus próprios objetivos

Elon Musk é conhecido, entre outras coisas, por sua fortuna. O bilionário recorrentemente aparece nas listas internacionais como o homem mais rico do mundo, mas ele mesmo reconhece que pode não chegar a uma meta trilionária no governo de Donald Trump.
E não estamos falando do seu patrimônio, atualmente estimado em US$ 416 bilhões pela Forbes.
Após a vitória eleitoral em novembro, Trump escolheu Musk e o empresário bilionário Vivek Ramaswamy para liderar o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), um órgão não governamental que fará recomendações ao presidente eleito dos EUA e ao Congresso para cortes nos gastos federais.
O governo norte-americano gastou mais de US$ 6,7 trilhões no último ano fiscal. Previdência Social, Medicare e outros pagamentos relacionados à saúde estiveram entre as principais linhas do orçamento federal, junto com pagamentos de juros e gastos com defesa.
Diante desses gastos, ainda durante a campanha de Trump, Musk afirmou que poderia cortar pelo menos US$ 2 trilhões em despesas federais. Mas, agora que Musk começou a preparar o terreno para o Doge, ele não está tão confiante.
Musk não vai bater a meta de US$ 2 trilhões
A meta de US$ 2 trilhões de Musk foi elogiada por aliados, mas foi amplamente considerada irrealista, especialmente dada a oposição repetida dos legisladores republicanos ao corte da Previdência Social e do Medicare — sem contar que uma das promessas de Trump é não mexer na previdência.
Leia Também
De Marte para a sua carteira: o que muda se Elon Musk juntar Tesla e SpaceX
Agora que a posse de Trump se aproxima — a cerimônia está marcada para o dia 20 de janeiro — a ficha do bilionário começa a cair.
Musk expressou dúvidas quanto à possibilidade de alcançar a meta de cortes de US$ 2 trilhões no orçamento federal dos Estados Unidos durante o próximo mandato de Trump.
A declaração foi feita em entrevista ao estrategista político e presidente da Stagwell, Mark Penn, e transmitida em live no X.
Segundo ele, há uma "boa chance" de alcançar US$ 1 trilhão em cortes no orçamento, o que indicaria um ajuste em relação à meta mais ambiciosa que havia sido estabelecida anteriormente.
"Acho que tentaremos US$ 2 trilhões. Acho que esse é o melhor resultado possível", afirmou Musk.
Ao ser questionado sobre as áreas específicas no governo em que faria cortes, Musk disse que "é um ambiente muito rico em alvos".
"É como estar em uma sala cheia de alvos, você pode fechar os olhos e não errar", disse.
A meta de US$ 1 trilhão em cortes também é ambiciosa
Acontece que mesmo revisando a meta para US$ 1 trilhão em corte de despesas, essa não será uma tarefa fácil de ser cumprida nem por Musk e nem por Trump.
Isso porque um enxugamento das contas federais nesse calibre exigirá cortes severos em certas partes do governo.
O próprio Trump já começou a mitigar as expectativas que fez na campanha eleitoral, dizendo à revista Time que será "difícil" reduzir as contas.
Ainda assim, Musk encontra algum ímpeto no Congresso, que já tem caucuses em ambas as câmaras dedicados a trabalhar ao lado dele e de Ramaswamy.
*Com informações do Politico e da Bloomberg
HUB PARA CASA
E agora, Elon Musk? O lançamento da Apple que faz a ação subir para a terceira maior alta em Nova York
13 de outubro de 2026 - 13:31EM XEQUE
iPhone com os dias contados? Como a Starlink de Elon Musk pode acabar com o império da Apple
12 de outubro de 2026 - 18:45VENCEDORES DA TEMPORADA
Empresas do S&P 500 devem lucrar 31% mais no 3T26 — e esses dois setores devem largar na frente
12 de outubro de 2026 - 16:31BIBLIOTECA BÁSICA
A regra milenar de ‘A Arte da Guerra’ que Warren Buffett usa para evitar derrotas na bolsa
12 de outubro de 2026 - 11:57UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM
O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês
10 de outubro de 2026 - 7:48A ÚLTIMA PERNADA
S&P 500 pode dar um sprint final até dezembro — mas investidor não deve ignorar uma pedra no caminho
9 de outubro de 2026 - 18:31PEGADINHA NORUEGUESA?
“Achei que fosse brincadeira”: quem é Navi Pillay, a vencedora do Nobel da Paz de 2026
9 de outubro de 2026 - 8:35OUSADIA PREMIADA
Canadense Anne Carson dá sopro de poesia ao Prêmio Nobel de Literatura
8 de outubro de 2026 - 8:49É SÓ O COMEÇO
O melhor está por vir para a TSMC após alta de 55% no ano. Entenda o que a Nvidia e Elon Musk têm a ver com o futuro das ações
7 de outubro de 2026 - 17:05SHERLOCKS DOS AMINOÁCIDOS
Mistério sobre a origem da vida: Nobel de Química premia dupla que resolveu enigma de mais de um século
7 de outubro de 2026 - 10:17ICECUBE
Telescópio instalado na Antártida ajuda a desvendar segredos do universo e rende Nobel a cientista belga
6 de outubro de 2026 - 8:38CONHECENDO MELHOR O CÉREBRO
Nobel de Medicina 2026: o que é a optogenética, técnica premiada que pode ajudar a tratar a cegueira
5 de outubro de 2026 - 13:39PASSADO, PRESENTE, FUTURO
Quem leva o Nobel de Economia em 2026? Índice aponta possíveis nomes ligados à inteligência artificial e Big Data
3 de outubro de 2026 - 7:14NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO
Henry Kissinger, o Nobel da Paz que tentou devolver o prêmio, mas não conseguiu
2 de outubro de 2026 - 15:05SEQUÊNCIA DE ERROS
Peter Handke: o vencedor do Prêmio Nobel que reabriu a pior crise da Academia Sueca
30 de setembro de 2026 - 16:32A MAIOR RECOMPRA DA HISTÓRIA
Jensen Huang coloca US$ 150 bilhões na mesa: por que as ações da Nvidia ficaram irresistíveis para a própria Nvidia
28 de setembro de 2026 - 19:18CONSUMIDOR OU SÓCIO
De R$ 96 mil a R$ 2,3 milhões: o que aconteceria se você tivesse trocado cada iPhone por ações da Apple
28 de setembro de 2026 - 14:30VISÃO DO GESTOR
Luis Stuhlberger está fazendo seguro em dólar e você também deveria; entenda
27 de setembro de 2026 - 11:00UM FENÔMENO, EFEITOS DIFERENTES
O Brasil no olho do furacão: o efeito do super El Niño em cada país da América Latina — e como afeta seus investimentos
25 de setembro de 2026 - 19:30ADIARAM A BRIGA?