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Em evento nesta terça-feira, a analista responsável pela nota de crédito brasileira listou os pontos fortes e fracos do país

A Moody’s não errou em outubro do ano passado, quando elevou a nota de crédito do Brasil de Ba2 para Ba1, com perspectiva positiva, segundo Samar Maziad, responsável pela classificação soberana do país — mas isso não tira o rebaixamento do rating do horizonte da agência de classificação de risco.
Durante o Inside LatAm Brasil 2025, evento realizado pela Moody’s em São Paulo, nesta terça-feira (10), Maziad afirmou que viu uma tentativa de ajuste fiscal no país, que representava um potencial de ganho de credibilidade.
Entretanto, as medidas anunciadas não conseguiram ancorar as expectativas como esperado.
Em maio, a agência de classificação de risco manteve o rating soberano do Brasil em Ba1, mas mudou a perspectiva para "estável", indicando que o rating brasileiro não deve ser elevado tão cedo.
Maziad explicou que a mudança na perspectiva se deu pela percepção de que o ajuste fiscal também levará mais tempo.
“O país deve continuar perseguindo as metas fiscais, mas o ganho de credibilidade será mais demorado”, afirmou Samar Maziad.
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Maziad observou no evento que o Brasil segue em uma tendência positiva no perfil de crédito, capaz de resistir a choques externos. Segundo ela, o tamanho e diversificação da economia brasileira também se destacam como pontos positivos do País.
O elo fraco, porém, que justifica a mudança de perspectiva da agência, é a política fiscal.
A analista sênior da Moody’s destacou que o país depende de reformas estruturais para impulsionar a credibilidade fiscal. Na sua visão, quando se parte de um orçamento rígido — como no caso do Brasil — a situação se torna mais complicada.
"Se não houver flexibilidade no orçamento para cortar, o déficit cresce indefinidamente", afirmou.
Um acordo entre os poderes Executivo e Legislativo em torno de reformas nas despesas poderia contribuir para uma eventual melhora na nota de crédito do país.
Entretanto, Maziad alertou que um esforço menor com relação ao fiscal poderia minar a confiança dos investidores e elevar o custo de financiamento da dívida, abrindo espaço para um rebaixamento do rating soberano.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Money Times.
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