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Os eleitores votaram para que candidatos ocupem 127 posições na Câmara dos Deputados e 24 assentos no Senado, renovando o Congresso da Argentina, onde Milei não tinha maioria
A vitória massiva do presidente argentino Javier Milei nas eleições legislativas do último domingo (26) pegou muita gente de surpresa. Até mesmo Donald Trump, que já havia declarado seu apoio a Milei, disse que o resultado foi uma “grande vitória inesperada” ao parabenizar o presidente.
Quem vem comemorando a surpresa são os investidores — e a festa começou bem antes da abertura desta segunda-feira (27). Logo após a divulgação dos resultados, as ações argentinas listadas em Wall Street passaram a subir e chegaram a registrar alta de mais de 35% no pré-mercado.
Já por volta das 11h45, o índice argentino S&P Merval disparava em 17,06%, aos 2.431.091,11 pontos, enquanto o dólar despencava 7,83% em relação à moeda local, negociado a 1.374,99 pesos argentinos.
Os eleitores foram às urnas ontem para votar em candidatos para 127 posições na Câmara dos Deputados e 24 assentos no Senado.
Até então, a disputa parecia ser um difícil obstáculo para Milei. Porém, a apuração dos resultados mostrou que o partido do presidente La Libertad Avanza (LLA) ganhou de lavada, com 40,65% dos votos na Câmara e 42,03% no Senado, abrindo espaço para a retomada de acesso ao mercado e a aprovação de reformas, em grande parte, vistas como impopulares pela população.
Segundo Martín Polo, chefe de estratégia da Cohen Aliados Financeiros, o mercado não havia precificado um possível resultado positivo para Milei, o que justifica o desempenho das ações nesta manhã.
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“Na verdade, acho que o mercado foi mais negativo do que as próprias pesquisas, e é por isso que houve tanta cobertura pré-eleitoral. Todos estavam esperando o resultado das urnas. O resultado foi surpreendente, e estamos de volta à situação que tínhamos no início deste ano”, disse Polo ao jornal argentino La Nación.
Já Adrián Yarde Buller, economista-chefe e estrategista da Facimex Valores, avalia que a vitória de Milei coloca a retomada do acesso ao mercado de volta no radar dos investidores argentinos.
"É provável que vejamos uma compressão significativa do risco-país, com um consequente aumento nos preços dos títulos em dólar e peso. Agora que a incerteza política se dissipou, o ciclo virtuoso que caracterizou o programa até meados deste ano pode recomeçar, desta vez impulsionado pela possibilidade real de retomar o acesso ao mercado em um futuro próximo", afirmou ao La Nación.
No pleito de ontem, estava em jogo a renovação do Congresso da Argentina, onde o presidente não tinha maioria, tornando as eleições decisivas para o governo de Milei.
Isso porque, com a vitória, ele passa a contar com o apoio político necessário para a aprovação de suas reformas econômicas, que são, em boa parte, impopulares, uma vez que reduzem o poder de compra da população. Além disso, ele também fica menos suscetível ao risco de que seus decretos sejam derrubados pelos parlamentares.
Meses antes, o pleito parecia uma excelente oportunidade para Milei, uma vez que a vitória — que parecia tão fácil na época — consolida seu projeto político. Porém, o pessimismo começou a contaminar o ar em setembro, após o presidente argentino perder as eleições legislativas locais de Buenos Aires, onde o peronismo saiu na frente.
Embora seja considerada um reduto da centro-esquerda, a província concentra cerca de 40% de todo o eleitorado do país.
A derrota de Milei veio em meio a uma série de escândalos de corrupção envolvendo aliados — incluindo sua própria irmã, Karina Milei. Vale lembrar que o presidente foi eleito com um discurso de combate à corrupção no país, colocando-se como o candidato da renovação política.
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Segundo o Goldman Sachs, com a vitória expressiva nas eleições, o presidente da Argentina começará as negociações sobre o orçamento de 2026, buscando sua primeira aprovação orçamentária. Atualmente, Milei vem governando com um orçamento de 2023, que foi prorrogado.
“Os investidores estarão atentos à capacidade do governo de reconstruir o consenso no Congresso após uma série de contratempos nos últimos meses”, afirmou o banco em relatório.
Além disso, o Goldman Sachs avalia que o mercado espera que o governo Milei mantenha seu “compromisso inabalável com a disciplina fiscal”.
Já o UBS ressaltou que o resultado funcionou como um referendo da população argentina a favor da administração Milei e suas políticas econômicas.
Na visão dos analistas, o forte desempenho eleitoral do partido LLA deve impulsionar a agenda de reformas do governo, além de ajudar a restaurar os preços dos ativos para níveis anteriores à eleição da província de Buenos Aires.
“O resultado solidificou o mandato de Milei para austeridade fiscal, baixa inflação e reformas estruturais”, disse o UBS em relatório.
Porém, o banco também avalia que a possibilidade da assistência financeira dos EUA, que avalia uma linha de swap de US$ 20 bilhões, ser restringida com uma derrota de Milei pode ter influenciado os eleitores a votarem a favor do La Libertad Avanza.
Antes das eleições, Trump chegou a dizer que, caso o presidente argentino não ganhasse, os acordos financeiros entre os países seriam descontinuados.
Ainda assim, o UBS espera que a vitória de Milei resulte na apreciação do peso nos próximos dias, que deve negociar mais confortavelmente dentro da banda cambial, já que a expectativa de uma nova desvalorização não se concretizou.
Por outro lado, os analistas sinalizam que a acumulação de reservas internacionais continua sendo uma “preocupação chave”, especialmente com a Argentina enfrentando pagamentos de dívidas de US$ 48 bilhões até o final de 2027.
“O resultado eleitoral aumenta a probabilidade de atrair grandes fluxos de investimento estrangeiro e um retorno aos mercados internacionais de dívida, o que poderia aliviar a situação cambial sem a necessidade de uma nova desvalorização”, avaliou o UBS.
*Com informações do La Nación e Clarín.
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